ACEs e ACSs: escondidos na linha de frente do combate à Covid-19

As duas funções seguem expondo suas vidas para colaborar com a cidade e evitar o colapso do sistema de saúde nesta pandemia


Agentes de Combate às Endemias (Aces) e Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) não têm sido mostrados pela mídia desde que chegou ao Brasil a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o sars-cov-2. O foco da imprensa neste momento são os profissionais diretamente ligados ao atendimento dos pacientes.


Porém, o trabalho de base dos ACEs e ACSs é tão importante quanto o trabalho da enfermagem na ponta do atendimento. Eles fazem um serviço silencioso de casa em casa que beneficia a cidade toda.


O combate aos focos do mosquito Aedes Aegypt é um dos serviços realizados por eles. No meio desta pandemia, manter os casos de dengue controlados na cidade é vital para evitar a superlotação do sistema de saúde, que já está (e vai ficar mais nas próximas semanas) dedicado aos casos de Covid-19.


O colapso do sistema de saúde (a superlotação) significa que pessoas que poderiam ser salvas vão morrer esperando atendimento. Por isso o combate à dengue é tão essencial neste momento.


O atendimento residencial dos ACSs também é fundamental pelo mesmo motivo. Hipertensos, diabéticos e idosos são acompanhados de perto pelos agentes e o controle destes casos preexistentes, principalmente os citados, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19, colabora no mesmo sentido de evitar que muita gente vá ao mesmo tempo para as unidades de saúde.


Portanto, ACEs e ACSs também são servidores municipais na linha de frente do combate à Covid-19 e merecem valorização, além de respeito.

Condições de trabalho

Na verdade, a valorização que eles merecem é por muito mais do que o trabalho agora na pandemia.


Não é de hoje que o SISMAR denuncia as más condições de trabalho tanto de ACEs como de ACSs na Prefeitura de Araraquara.


O problema principal é a crônica falta de pessoal (menos agentes do que a lei preconiza). É o principal porque ela acarreta outros problemas, como a sobrecarga de trabalho. E este, por sua vez, colabora para aumentar o estresse, que provoca doenças laborais e afastamentos, que pioram todo o cenário e eternizam a situação.

Mas não para por aí. A falta de estrutura física como computadores e sistemas adequados e até mesmo a necessidade de que os servidores levem material de trabalho de casa para poderem realizar seus serviços são questões que estão presentes há muitos anos na rotina de cada agente.


Esperamos que o reconhecimento do prefeito aos servidores municipais inclua a valorização real dos ACEs e ACSs, para além das palavras.

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