Agressão e ameaças contra GCM são absurdas e devem ser investigadas

SISMAR vai cobrar providências das autoridades da segurança pública para que identifiquem e processem os agressores


O SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região – repudia com toda sua força as agressões físicas e virtuais contra Guardas Civis Municipais de Araraquara e exige providências imediatas das autoridades locais e estaduais de segurança pública no sentido de localizar e processar agressores que agiram nesta segunda-feira, 13.


Uma mulher mordeu o braço da Servidora Municipal Camilla Américo, na manhã de hoje, durante abordagem para retirar pessoas de uma praça em Araraquara. As praças e parques da cidade estão fechadas por decreto do prefeito Edinho Silva para combater a transmissão do novo coronavírus, que já matou mais de 1 mil pessoas no Brasil (pelo menos duas em Araraquara) e mais de 110 mil mundo a fora. Em Araraquara, hoje são 28 casos confirmados, metade deles são de servidores e outros profissionais da saúde, linha de frente do combate ao vírus.


A ação da GCM de Araraquara neste caso foi correta. Foram feitos todos os esforços para convencer a mulher a deixar a praça, como vários outros usuários fizeram. Foram chamados superiores hierárquicos da GCM e as conversas seguiram. Porém diante da resistência da mulher em deixar o local como exige a lei, os Guardas Municipais a seguraram pelo braço para forçá-la a sair. Neste momento, a mulher fica descontrolada, se debate e morde o braço da servidora, a ponto de deixar ferida na pele. A mulher foi algemada e levada pelos GCMs para a delegacia.


Porém, para surpresa de todos, o delegado que atendeu o caso, chamado de Doutor Ocon, não identificou a mulher e fez um Boletim de Ocorrência de desobediência e resistência, de autoria desconhecida, mencionando a agressão apenas da descrição do fato.


Durante toda a abordagem, o argumento da mulher não identificada para não querer deixar a praça era de que o novo coronavírus é uma farsa criada pelos comunistas chineses com os quais o PT está se associando, assim como o comunista João Dória, governador do estado. Vejam o poder das fake news e da desinformação que estão sendo divulgadas justamente com o propósito de manipular consciências.


Momentos depois, a agressora voltou à delegacia e, pasmem, registrou Boletim de Ocorrência por abuso de autoridade contra a Guarda Municipal.


A servidora agredida abriu um Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) e deve passar por exames para verificar a necessidade de alguma providência por ter sido machucada em serviço e exposta a risco de contaminação por várias doenças.


As agressões contra a GCM de Araraquara, entretanto, não pararam ali. Toda a abordagem foi gravada pelo Jornal da Morada e transmitida no rádio e na internet ainda no período da manhã. Pouco minutos depois, nós, do SISMAR, pudemos registrar pelo menos duas ameaças contra a GCM feitas em comentários no facebook: “vamos espancar a Guarda Municipal”, disse um “empresário” de Dourado. “Eu não dou só uma mordida, eu arranco o braço”, escreveu uma (pasmem) servidora de Araraquara.


Temos todos os registros desde o início da abordagem da mulher na praça até os prints das ameaças contra a GCM feitos no decorrer do dia e os BOs registrados. Registraremos também boletim de ocorrência de agressão e ameaça em defesa da servidora agredida e de todos os GCMs envolvidos ou não nesta ocorrência, já que as ameaças na internet são dirigidas à toda a Guarda. E esperamos providências imediatas de todas as autoridades envolvidas para que a mulher responda pela agressão e os internautas respondam pelas ameaças.


Os GCMs cumprem ordens e precisam de valorização. Eles também são a linha de frente no combate ao coronavírus e sem eles não vamos vencer essa guerra.


O SISMAR não só defende os GCMs envolvidos como os parabeniza pela paciência nos 20 minutos de conversa que tiveram tentando convencer a mulher a sair de lá, cumprindo as normas do decreto municipal que fechou praças e parques municipais.

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