Araraquara: professores à beira de um ataque de nervos

Sobrecarga de trabalho, exigências da Secretaria da Educação e pressão de Gestores provocam estresse, ansiedade, insônia, e diversos outros sintomas nos profissionais


Apesar de estarem afastados das atividades presenciais, os professores da rede municipal de Araraquara estão sobrecarregados e estressados, como revelam relatos feitos pelos servidores ao SISMAR ao longo destes cinco meses de pandemia de Covid-19.

A partir do decreto nº 12.230, de 17 de março, quando as aulas presenciais foram suspensas, os professores do Ensino Fundamental foram obrigados a enfrentar uma realidade nunca vista e nunca experimentada antes: continuar o trabalho de ensino e aprendizagem com os seus alunos de modo remoto, à distância.

Nenhum professor e nenhum outro servidor havia recebido qualquer tipo preparação ou treinamento para lidar com as novas tecnologias necessárias para o trabalho e com as novas relações entre alunos, pais, professores e escola.

Neste curtíssimo período, os professores tiveram que aprender a usar equipamentos, plataformas, ferramentas e programas digitais para que os seus alunos pudessem ter acesso as aulas em novo formato, através da internet.

Elaboração de Plano de Trabalho Docente, produção de atividades, produção de material pedagógico para caderno impresso, gravação de vídeos, envio de atividades online aos grupos/classe, atendimento coletivo e individuais aos alunos e pais, plantão de dúvidas, correção de atividades, preenchimento de documentos burocráticos, participação em reuniões de HTPC, atividades de formação e a exigência de prazos extremamente curtos, impossíveis de serem cumpridos, são alguns exemplos dos desafios enfrentados pelos professores nesta pandemia.

De um dia para o outro, suas residências se transformaram em sala de aula (onde eles têm dedicado o dobro ou mais do tempo da sua jornada diária de trabalho, porque tudo é novo), seus celulares particulares viraram ferramenta de trabalho, grupos de whatsapp apitam dia e noite.

Toda esta sobrecarga, somada aos afazeres domésticos, à atenção e cuidados com a família, acompanhamento dos filhos (que também têm aulas on-line), além das situações impostas pela pandemia, está deixando professores no limite de sua saúde mental e emocional, desenvolvendo sintomas físicos, nunca antes sentidos. Stress, ansiedade, insônia, dores de cabeça, dores pelo corpo, sensação de pânico são alguns sintomas relatados pelos que nos procuram.

Este é o cenário que os professores do Ensino Fundamental de Araraquara estão vivendo e relatam diariamente aos diretores do SISMAR.

Diante dele, exigimos da Secretaria Municipal da Educação de Araraquara que ofereça melhores condições de trabalho e olhem com mais respeito, atenção, cuidado, empatia, sensibilidade e solidariedade para estes profissionais que precisam ser ouvidos, respeitados e valorizados, pois são eles, os responsáveis na prática, pelo desenvolvimento, realização e qualidade do ensino público do município.

Providências precisam ser tomadas urgentemente, antes que estes profissionais tenham que se afastar das atividades docentes para tratar da sua saúde.

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