Clélia mente: Prefeitura não entrou com dissídio de greve na Justiça

Se dependesse dela e do governo Edinho, os servidores com comorbidade teriam voltado ao trabalho presencial antes mesmo da vacinação; as três ações que tramitam na Justiça foram movidas pelo Sindicato e pelo MPT, nenhuma para julgar a greve


Com tantas mentiras ditas para o grande público pelo governo Edinho e pela secretária municipal da Educação de Araraquara, Clélia dos Santos sobre a greve da Educação e sobre os riscos neste momento da pandemia, é preciso reafirmar o que todos já sabem:


A Prefeitura não entrou com dissídio de greve na Justiça. O que corre na Justiça são três ações movidas pelo Sindicato e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Prefeitura, nenhuma delas para julgar a greve.


Então, ficam duas perguntas: Se não vão negociar, por que ainda não entraram com dissídio depois de 4 meses de greve? E porque mentem sobre isso?


A verdade, atestada por três especialistas, pesquisadores e professores da USP (veja mais aqui), é que tanto servidores e demais profissionais da Educação quanto alunos e seus familiares estão em risco ao retornarem para aulas presenciais neste momento da pandemia e a greve está salvando vidas.


Desafiamos o governo a mostrar estudos científicos que comprovem segurança para retomada de aulas presenciais com a transmissão nos níveis atuais medidos na cidade. Aqui cabe outra pergunta: qual a diferença entre “negar a ciência” e “não negar, mas também não seguir a ciência”?

O governo Edinho não fornece nem máscaras de pano para profissionais da Educação, mesmo tendo obrigação de fazê-lo, segundo a Portaria Conjunta n. 20 de junho de 2020.


Além disso, servidores com comorbidades só ficaram protegidos até a vacinação por ação do SISMAR na Justiça. A Prefeitura queria colocar todos para trabalhar mesmo sem qualquer vacina.


A única conclusão possível é que a secretaria da Educação de Araraquara não respeita e não se preocupa com os servidores e nem com a população.


Neste ponto, vai surgir o argumento de que tudo está voltando e que, por isso, as escolas também devem voltar. Porém, o raciocínio para proteger vidas é exatamente o contrário: se não há segurança para aulas presenciais, nada deveria voltar, já que Educação deve ser prioridade. Ou vamos aceitar a morte de alguns para poder retomar atendimento presencial? Quem? Quantos?

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