Congresso Nacional aprova congelamento de salários de servidores até 2022

Poderão ter aumento apenas servidores da saúde, segurança pública e professores, além das Forças Armadas; mas, Bolsonaro já disse que vai vetar essas exceções – todos vão perder


Mais uma vez, os servidores públicos brasileiros são obrigados a pagar a conta de uma crise que não foram eles que criaram.


Enquanto os bancos têm R$ 1,21 TRILHÕES “disponibilizados” pelo governo federal em 2020 para “garantir liquidez”, o Senado aprovou nesta quarta-feira, 6, o congelamento dos salários até 31 de dezembro de 2021 para servidores públicos de todas as esferas do governo e de todo o país, com exceção de servidores da saúde, segurança pública e professores, além das Forças Armadas. Entretanto, o presidente Jair Bolsonaro já avisou que vai vetar as exceções. Todos mundo vai perder.


Em resumo, o governo dá dinheiro para os bancos e depois retira dos trabalhadores para pagar a conta.


A desculpa para o congelamento de salários é economizar dinheiro para ajudar estados e municípios a combater a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A economia deve ser de R$ 43 bilhões, segundo as contas do governo.


E é importante aqui demonstrar que de bilhão para trilhão tem muita diferença. Os R$ 43 BILHÕES, são apenas R$ 0,043 TRILHÕES. O absurdo é tão grande que se ao invés de congelar os salários para economizar este valor, o governo retirasse esses R$ 43 bilhões do dinheiro que liberou para os bancos, o valor mudaria muito pouco de R$ 1,21 trilhões, para R$ 1,17 trilhões, ou seja, quase nada.


Mas, o valor que significa troco de pinga para os bancos, significa comida na mesa e saúde para centenas de milhares de servidores e suas famílias. Em outras palavras, o governo está dando dinheiro para os bancos e tirando a saúde e a comida do prato dos servidores.


Não é por acaso que vivemos a maior desigualdade de renda no Brasil dos últimos tempos.


Esta medida do governo traz à tona outro problema: reforça a ideia falaciosa de que todos os servidores públicos são iguais, ganham bem e trabalham pouco. Este pensamento não poderia ser mais errado.


Não é possível pensar que uma merendeira ou um agente operacional de uma pequena prefeitura do interior, que abre e fecha os portões de uma creche, tem o mesmo padrão de um promotor de Justiça ou de um membro do Supremo Tribunal Federal. Se tem uma categoria que é heterogênea é a de servidores públicos.


Sabendo disso, não é difícil imaginar quem vai sofrer mais com o congelamento de salários. São exatamente aqueles servidores que já não tem condições de ter uma vida digna. É óbvio que um servidor público que ganha R$ 20 mil consegue sobreviver sem sobressalto se o seu salário não for reajustado por um ou dois anos. Mas quem já ganha perto de um salário mínimo não consegue manter seu padrão mínimo, a alimentação e a saúde de sua família se não houver reajuste.

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