E se todos os habitantes de Gavião Peixoto, Motuca e Trabiju tivessem morrido?

Juntos, os três municípios somam uma população de 11 mil pessoas, o mesmo número de mortos pela Covid-19 no Brasil até hoje; O SISMAR se solidariza com todas as vítimas e trabalha para ajudar no combate à doença

Cada traço vermelho é uma vida perdida para a Covid-19 no Brasil

Adalberto Álvares Almeida, 53 anos, o carnaval em pessoa. Adão da Silva Borba, 74 anos, grande contador de histórias e dono de um incrível bom humor. Adélia Maria Araújo de Almeida Oliveira, 62 anos, profissional dedicada, generosa em compartilhar seus conhecimentos. Adelita Ribeiro da Silva, 37 anos, uma heroína que perdeu a vida para salvar vidas. Ademir Donizete de Paula, 56 anos, ensinava matemática com música e sorrisos.


Estes são os cinco primeiros nomes e histórias das mais de 11 mil pessoas que morreram de Covid-19 no Brasil contadas no site Inumeráveis (https://inumeraveis.com.br/). Ou seja, quem morre não é um CPF, é uma pessoa amada por alguém, pai ou mãe de alguém, filho de alguém, pessoas que tinham uma história de vida e pretendiam escrever mais capítulos dela mas foram interrompidas.


Para efeito de comparação, 11 mil pessoas é a população inteira de Gavião Peixoto, Motuca e Trabiju, juntas (fonte: IBGE). Como você se sentiria? Três cidades inteiras dizimadas em quatro meses. Esta é a realidade. Não podemos, portanto, pensar em outra coisa que não seja salvar vidas.


Neste momento tão doloroso da nossa história, o SISMAR se solidariza com todas as famílias que perderam entes queridos, principalmente as quatro vítimas fatais registradas em Araraquara.


E seguimos trabalhando, respeitando as restrições impostas pelos decretos estaduais e municipais, para garantir que os servidores municipais de toda a região tenham as condições de trabalho adequadas para lutar contra a doença.


Internamente, o SISMAR também se adequou para preservar a saúde e a vida de seus funcionários e servir como exemplo de que devemos praticar em nós aquilo que defendemos para os outros.


Não podemos e não vamos compactuar com atitudes que afrontam a dignidade das pessoas, que desrespeitam o luto das famílias e que colaboram para propagar ainda mais essa doença que já é a mais fatal dos últimos cem anos.


O desespero de empresários pelo fim das restrições de circulação apenas escancara o fato de que são os trabalhadores que fazem a economia girar e não os donos das empresas. Eles querem ficar protegidos enquanto exigem que seus funcionários voltem ao trabalho normalmente. Estão preocupados com a “morte” de CNPJs, mas desprezam a vida das pessoas.


A questão é: falência e desemprego podem ser revertidos, a morte não. Exemplos de empresas que faliram e depois voltaram a enriquecer seus donos ou de desempregados que passaram fome e depois saíram do buraco não faltam. Mas, não há como ressuscitar os mortos.

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