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Dezesseis pessoas dividem espaço de 18m² sem janela: não é a cadeia


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Os 16 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) que compõem as duas equipes municipais de Saúde da Família da unidade do Vale Verde, em Araraquara, dividem uma única sala de 18m² que não tem nenhuma janela, nem vitrô, nenhuma ventilação.


A condição é extremamente insalubre, principalmente quando cinco ou seis ACSs estão simultaneamente na sala para usar os computadores. Raramente os 16 ocupam o espaço ao mesmo tempo, porém, o ambiente de trabalho sem qualquer tipo de ventilação é insalubre mesmo que para uma pessoa só. “Quando chove, que estão os 16 aqui, alguns ficam na recepção, tem até escala”, relata uma servidora.


Quando não estão na sala sem ventilação, a vida dos ACSs daquela unidade não melhora. Sem equipamentos da Prefeitura para trabalhar, cada Agente utiliza seu próprio celular e seu plano de internet particular, para poder realizar o serviço. Ou seja, estão pagando do bolso para poder trabalhar. E ainda tem quem ouse dizer que servidor municipal não veste a camisa!


Fora que os problemas da unidade não param por aí: a minúscula copa, onde os servidores fazem suas refeições, tem a porta bem em frente à porta do expurgo, local onde são lavados os materiais contaminados de curativos.


Em outra sala, uma das paredes está tomada de mofo. Nem parece que estamos falando de uma unidade de Saúde.


Esta unidade, que fica ao lado da UPA do Vale Verde, também é cotidianamente vandalizada. Em episódio recente, uma das portas do local reservado para o lixo contaminado da unidade simplesmente foi roubada. O local permanece sem porta.


A diretoria do SISMAR tomou ciência da situação crítica desta unidade Saúde da Família do Vale Verde e já solicitou oficialmente providências imediatas à Prefeitura de Araraquara. Caso a situação permaneça, o Ministério Público do Trabalho será acionado.

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