Teste aponta que 2,3 mil pessoas podem estar com covid-19 em Araraquara

Se 1% dos assintomáticos testados estavam positivados para a doença, pelo menos 70, dos 7 mil servidores municipais também devem estar. Será que é você ou seu colega da mesma unidade?



A testagem obrigatória realizada em 600 pessoas do comércio de Araraquara detectou 6 doentes de covid-19 assintomáticos (1%). São pessoas que não desenvolvem os sintomas da doença, mas que transmitem o vírus do mesmo jeito. Ampliando a conta, 1% da população de Araraquara são 2,3 mil pessoas.

Esta testagem dos assintomáticos prova que muita gente tem o vírus e não sabe. E estas pessoas, como não sabem que estão contaminadas, estão indo trabalhar, estão levando os filhos à escola, estão circulando pela cidade e provavelmente contaminando outras pessoas.

Considerando este percentual de 1%, podemos supor que pelo menos 70 servidores municipais de Araraquara estão contaminados e não sabem (calculando em cima de um total aproximado de 7 mil servidores). Cada um tem a capacidade de contaminar mais oito pessoas: já seriam 560 pessoas. Se cada uma delas contaminar mais oito, já seriam 4.480 pessoas, mais de 4 mil famílias em risco.

E se for você? E se for seu colega de unidade? Quanto vale este risco? Se tiver um tubarão na praia e tiver 2 mil pessoas dentro da água, você entra também? Lembrando que basta um contato para se contaminar. E basta uma contaminação para morrer ou matar alguém. Você está disposto a correr este risco?

Outras perguntas: as crianças em vulnerabilidade devem ser expostas ao risco de se contaminar e ainda contaminar a família e matar todos? Ou devem ser atendidas em todas as suas necessidades com segurança pela assistência social sem exposição ao risco? Aliás, o prefeito Edinho Silva fala das famílias vulneráveis, mas nunca apresentou um relatório detalhado sobre isso: quem são, em que bairro se concentram, quais são as vulnerabilidades, o que mudou para cada uma com a pandemia?

Diariamente, a secretária municipal da Saúde de Araraquara, Eliana Honain, alerta: “o vírus está circulando pela cidade.” Por que, então, colocar servidores, alunos e familiares em risco?

O próprio prefeito disse em muitas ocasiões que a defesa da vida das pessoas tinha que estar acima de todo o resto. Mas, os servidores do grupo de risco só estão afastados graças a uma ação judicial movida pelo Sindicato. Se dependesse do prefeito, eles já estariam trabalhando presencialmente também.

Greve da Educação

Os servidores da Educação foram convocados a retornar ao trabalho presencial desde o dia 5 de abril. Desde então eles se organizaram contra o retorno, com apoio total do SISMAR. A ciência mostra que as escolas não são ambientes seguros neste momento da pandemia.

Devido a isso tudo, baseados na ciência, em estudos da Fiocruz e da USP, para proteger os servidores que não querem expor suas vidas a risco, o SISMAR organiza os servidores da Educação em greve e mantém seus esforços na Justiça para preservar a saúde e a vida de todos.

Quer proteger sua vida, a dos seus alunos e das famílias deles? Venha para a greve. Quer aderir? Não vá trabalhar, assista à assembleia virtual às 9h e às 16h e assine a lista de presença todos os dias. Para mais informações científicas sobre o assunto, assista aqui.

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