Cadê a segurança nas UPAs?

Paciente alterado por pouco não provoca uma tragédia no Vale Verde; sem guardas municipais nas unidades, retirados pela Prefeitura durante a pandemia, servidores e pacientes estão expostos diariamente



Sem unidades da Guarda Civil Municipal (GCM) nas UPAs de Araraquara e com dificuldade de conseguir atendimento da Polícia Militar, servidores e pacientes da UPA do Vale Verde viveram momentos assustadores no último sábado, dia 25, quando um homem descontrolado e armado com uma faca ou um canivete ameaçou funcionários e pacientes. Ele foi contido por outro paciente.

Infelizmente, este não foi o primeiro e não será o último episódio de violência dentro de uma UPA de Araraquara. Sabendo disso, é inadmissível, para o SISMAR, que a Prefeitura não mantenha GCMs fixos nas unidades para garantir a segurança de todos.

A permanência de guardas nas UPAs é motivo de debate entre a Prefeitura e os servidores há pelo menos uma década. O ambiente de qualquer unidade de pronto atendimento é tenso pela natureza do serviço prestado. Os casos mais complicados são atendidos nas UPAS, relacionados a drogas, álcool, acidentes. Os pacientes e seus acompanhantes já chegam nervosos, preocupados, muitas vezes irritados com a situação que os obriga a estar ali. E, não raro, há desentendimentos, xingamentos, ameaças e muitas vezes agressões físicas.

Manter GCMs nas UPAs é uma obrigação da Administração, para proteger a integridade não só dos servidores, mas também dos pacientes e do patrimônio público.

Recompor o quadro de GCMs para o que determina a lei também é fundamental para que os servidores possam cumprir suas funções com dignidade. Sem efetivo suficiente, a Guarda Municipal não consegue desempenhar de forma qualificada seu papel.

Em outras palavras, é preciso urgência para sanar os problemas e isso se faz com investimento e valorização real do serviço e do servidor público. Cadê a segurança das UPAs, prefeito?

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