Com forte esquema policial, Câmara aprova estatuto para servidores de Araraquara

Sem debate público, sem estudos de impacto e contra a vontade da categoria e usando a polícia para reprimir manifestantes, governo Edinho consegue aprovação da Câmara para retirar carteira de trabalho dos servidores



Dois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar montaram um esquema de guerra em frente à Prefeitura de Araraquara, na tarde desta segunda-feira, 21, e a PM reprimiu manifestantes durante o ato dos servidores municipais que estavam em greve contra a votação do projeto que altera o regime de contratação da categoria, retirando a CLT e implantando um estatuto criado pela Prefeitura. Mesmo sob intenso protesto dos servidores e do SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região - o projeto que muda o regime jurídico de contratação da Prefeitura de Araraquara de CLT para estatuto foi aprovado com voto favorável de 10 vereadores e 6 contrários. Votaram a favor: Toninho do Mel (PT), Edio Lopes (PT), Elias Chediek (MDB), Cabo Magal Verri (Progressistas), Jéferson Yashuda (PSDB), José Carlos Porsani (PSDB), Zé Luiz - Zé Macaco (Cidadania), Paulo Landim (PT), Pastor Raimundo Bezerra (Republicanos) e Thainara Faria (PT). Votaram contra: Edson Hel (Cidadania), Gerson da Farmácia (MDB), Juliana Damus (Progressistas), Lucas Grecco (PSL), Rafael de Angeli (PSDB) e Roger Mendes (Progressistas).


Por volta das 16h30, era possível contar mais de 30 policiais com armas, capacetes e escudos, enfileirados em dois grupos posicionados de frente para a manifestação dos servidores.

A PM já estava ostensivamente posicionada na rua lateral da Câmara Municipal desde pelo menos às 9 horas, com três viaturas estacionadas a 45º e policiais postados do lado de fora observando os servidores grevistas que se organizavam nos arredores do poder legislativo araraquarense.

Durante a assembleia, o número de viaturas ao redor do ato aumentou. A tensão chegou ao seu pico quando um policial tentou prender uma servidora que reclamava ao microfone sobre a ausência da polícia nos bairros periféricos de Araraquara quando a população precisa em comparação com a quantidade de policiais prontos para enfrentar trabalhadores em luta. Ela foi protegida por outros manifestantes e o policial impedido de prendê-la.

O Sindicato e os servidores tentaram, por 30 dias, debater o tema e esclarecer os servidores. Enquanto isso, a Prefeitura se negou a discutir o assunto, fechou as portas para o diálogo e colocou o projeto para votação sem debate, sem explicações para a categoria e para a sociedade, no meio da pandemia e no fim do mandato de 12 dos 18 vereadores.

Por tudo isso, a categoria decidiu manter o estado greve até o ano que vem, quando será realizada nova assembleia.

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