SISMAR
Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região
FARMÁCIA DO SERVIDOR
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- Nota de esclarecimento do SISMAR:
“O decreto tem dez páginas com regras para o retorno presencial das aulas. Os protocolos foram realizados pela Comissão Intersetorial de Discussão e Apresentação de Medidas e Protocolos de Proteção contra a Covid-19 no Ambiente Escolar instituído. A comissão que elaborou os protocolos é formada pela Prefeitura de Araraquara, Sismar (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araraquara e Região), diretores, professores, agentes educacionais, pais e estudantes.” Sobre o trecho acima, extraído da matéria publicada no site acidadeon.com/araraquara no último dia 15 de julho, intitulada “Araraquara libera retorno imediato das aulas presenciais”, assinada por Paula dos Santos, o SISMAR esclarece: Em nome da realidade dos fatos, para que não haja mal-entendidos, o SISMAR tem a obrigação de esclarecer que não participou de nenhuma construção de protocolo referente a retorno presencial de aulas na cidade neste momento da pandemia, como a matéria jornalística faz parecer e como consta no decreto municipal. O Sindicato esteve em algumas reuniões da referida comissão, sim, mas em 2020, quando não havia nem novas cepas da doença identificadas e a ideia era de retorno quando a cidade estivesse na fase verde, com controle da pandemia, portanto. Tal protocolo, com o qual o SISMAR não concorda, foi também criticado por comissão especial da Câmara Municipal, que constatou, após visita a 50 unidades de educação, que ele era insuficiente e incompleto. O SISMAR é contra o retorno presencial das atividades escolares enquanto a pandemia estiver fora de controle, de acordo com parâmetros nacionais e internacionais. Não seríamos, portanto, coniventes com protocolo de retorno. Os servidores municipais da Educação estão em greve sanitária justamente porque não há segurança para retomada presencial, segundo estudos científicos da USP, Fiocruz e outros órgãos nacionais e internacionais. Os estudos estão à disposição dos interessados e já foram amplamente divulgados nos canais de comunicação do Sindicato.
- Pandemia não acaba por decreto nem por vontade da imprensa
Não adianta fazer lei ou manipular os números, a covid-19 está descontrolada em Araraquara; ao fechar os olhos para as evidências científicas, governo e mídia comercial colaboram com a desinformação sobre a doença, com consequências nefastas Você deve ter ouvido nos últimos dias que a ocupação de leitos por covid-19 está caindo em Araraquara. Também deve estar sabendo que as escolas estão abertas, que já pode fazer encontros familiares com até 20 pessoas, frequentar academia e ir a bares e restaurantes com os amigos, de acordo com decreto assinado pelo prefeito Edinho Silva (PT), publicado nesta quarta-feira, dia 14 de julho de 2021. Tudo isso é verdade, mas não se engane: não há segurança sanitária em Araraquara. O problema destas informações corretas é que elas são enganosas, dão a sensação de “retorno à normalidade” para a população, dão a clara impressão de que o fim da pandemia está próximo, quando, na realidade, os fatos mostram exatamente o contrário. Todos os indicadores da pandemia na cidade hoje são piores do que os piores momentos de 2020. Eles caíram em relação aos picos de 2021, mas ainda são elevadíssimos e mostram claro descontrole da transmissão da covid-19. Em 2020, havia 56 leitos de UTI em Araraquara e a ocupação máxima foi de 36%, com 20 pacientes internados. Hoje, são 113 leitos, com ocupação de 57%, com 64 internados. Já esteve pior, perto do colapso, mas podemos dizer que temos mais segurança hoje? Ao tentar acabar com a pandemia por decreto, abrindo escolas, bares e demais atividades, o governo de Araraquara vai conseguir o resultado justamente oposto: aumentar ainda mais a já descontrolada transmissão de covid-19 na cidade e o número de mortos pela doença. E não se trata de mau agouro, é ciência, é matemática, é estatística, é compreensão do comportamento de uma pandemia e de um vírus. E o governo sabe disso, sabe que a contaminação vai aumentar, porque é exatamente o mesmo raciocínio utilizado para justificar o lockdown: reduzir a circulação de pessoas reduz a transmissão do vírus. Aumentar a circulação, portanto, aumenta a transmissão. Simples assim. A decisão do governo Edinho, então, é friamente calculada para atender aos interesses econômicos: muitas pessoas vão ficar doentes e muitas vão morrer para que escolas e demais atividades possam abrir, desde que não haja superlotação nos hospitais. É o que já está acontecendo: você está sendo exposto ao risco de morte diariamente porque, se adoecer, tem leitos disponíveis para você morrer nos hospitais. Assim como a média de 1,2 mil mortes diárias no Brasil já não comove mais a opinião pública, as vidas perdidas para a covid-19 em Araraquara parecem também já não ter mais valor. Nos últimos 40 dias, registraram na cidade o mesmo número de mortos por covid-19 ocorridos em todo o ano de 2020. Mas, a notícia que sai na imprensa é que a ocupação de leitos caiu. Sem contextualizar os números, sem explicar muito bem o que está sendo dito aos espectadores, a imprensa colabora com a desinformação sobre a doença e seus riscos, ao invés de informar, e, consequentemente, aumenta a falsa sensação de segurança entre as pessoas, que resulta em menos cuidados preventivos e mais contaminação. A responsabilidade dos veículos de comunicação é enorme. O ano de 2020 foi terrível, muita gente não acreditava que 2021 poderia ser pior. Agora, no meio do ano, com todos os indicadores da doença na cidade muito piores do que nos piores momentos de 2020, como é possível ouvir da imprensa que estamos em situação “melhor”, que os números atuais demonstram segurança para qualquer tipo de reabertura presencial? Cabe à imprensa confrontar as decisões do poder público, cobrar explicações. Mas, o que vemos é uma submissão e uma aceitação dos discursos oficiais sem questionamento. A Prefeitura nunca mostrou sequer um estudo científico ou mesmo evidências que comprovem que há segurança para reabertura presencial de qualquer atividade e jamais foi questionada por isso. Os anunciantes, que mantêm as empresas jornalísticas com propagandas, estão alucinados pelo retorno da tal “normalidade”. É compreensível. Porém, o jornalismo não pode se pautar pelos interesses econômicos em detrimento do interesse público. As consequências desta falsa mensagem de normalidade, atendendo interesses que só podemos supor, são previsíveis e aterrorizantes: mais adoecimentos, mais sequelas e mais mortes evitáveis. E com a vacinação lenta, o descontrole da transmissão ainda favorece o surgimento de novas variantes do vírus. Como conseguem dormir, sabendo disso, fazendo o que fazem?
- Não é seguro manter escolas e demais atividades abertas em Araraquara
Descontrole da transmissão de covid-19 e vacinação lenta, combinados com reabertura presencial de escolas, bares e outras atividades, são a receita ideal para uma nova onda da pandemia, apontam estudos nacionais e internacionais A reabertura de escolas, bares, cinemas e demais atividades em Araraquara passa a impressão de que a pandemia de covid-19 está controlada ou que o risco de contaminação ou de morte está menor na cidade e que a vida pode seguir, agora, mais perto de alguma “normalidade”. Mas, isso é exatamente o contrário da realidade. A pandemia está muito pior agora do que estava nos piores momentos de 2020: contaminando e matando mais gente, infectando mais as pessoas mais novas (veja dados nas imagens). A vacinação, tão aguardada e tão importante, também está causando sensação de segurança individual que não condiz com a realidade. A vacinação é uma proteção coletiva, que reduz casos graves, internações e mortes em uma população, mas não é garantia de saúde individual. Se não houver vacinação em massa com mais de 70% da população recebendo as duas doses, a doença não será controlada, novas variantes podem surgir e não haverá segurança nem para os vacinados. (veja infográfico nas imagens) Por isso, e por todos os dados que apresentamos nestas imagens, com base em informações oficiais e estudos científicos (conforme crédito em cada imagem), fica claro como a luz do dia que não há segurança sanitária em Araraquara para retomada presencial de atividades não essenciais.
- Aposentadoria, PDV e demissões: SISMAR explica
Reforma da Previdência, decisões judiciais e novas leis municipais têm atormentado a vida dos servidores aposentados ou prestes a aposentar; Sindicato esclarece as principais dúvidas A aposentadoria deveria ser o momento de a pessoa poder se dedicar à vida particular de corpo e alma, depois de longas décadas de trabalho diário, vivendo de seu benefício previdenciário. Porém, a realidade é bem mais dura, as necessidades aumentam, as despesas também e a maioria de nós precisa continuar trabalhando depois da aposentadoria para poder ter renda para sobreviver. Já seria sofrido assim, mas o problema é ainda pior porque governantes e legisladores, os grandes privilegiados deste país, decidiram atormentar a vida dos aposentados retirando direitos e reduzindo o poder de compra do benefício. E fazem isso com objetivos totalmente escusos, enquanto mantém para si mesmos os altíssimos e absurdos benefícios. A reforma da Previdência, recentes decisões judiciais em Araraquara e novas leis municipais, como o PDV, têm tirado o sono dos servidores aposentados ou prestes a se aposentar. Para orientar estes servidores, o SISMAR responde, abaixo, as principais dúvidas que nos chegam da categoria: Servidor público municipal pode continuar trabalhando na Prefeitura após a aposentadoria? O servidor que aposentou antes da reforma da previdência (13/11/2019) pode continuar com seu contrato de trabalho normalmente. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no último dia 16 de junho, que as demissões de aposentados não se aplicam àqueles que tiveram o benefício concedido antes da Reforma da Previdência. O tema foi julgado com repercussão geral, o que significa que a tese aprovada nesse processo deverá ser aplicada por todas as instâncias da Justiça em ações similares. Neste julgamento, os ministros também decidiram que a competência para analisar esse tipo de ação é da Justiça comum, e não da Justiça do Trabalho. Sendo assim, o oposto também é válido: os servidores que tiveram sua aposentadoria concedida após a reforma, depois de 13/11/2019, sejam estatutários ou celetistas, não podem continuar trabalhando no mesmo contrato, pois a nova legislação impede acúmulo de aposentadoria e salário do mesmo empregador. Os servidores que têm cargos acumuláveis, como professores ou pessoal da Saúde, podem continuar trabalhando em um contrato em caso de aposentadoria no outro? Sim, o profissional cujo acúmulo de cargos for permitido por lei pode aposentar de um contrato e continuar trabalhando normalmente no outro, ou, pode aposentar de um município e continuar trabalhando no Estado ou em outro município. Os aposentados de Araraquara que continuam trabalhando perderam a estabilidade com a ação do Ministério Público? Existe uma decisão judicial que extingue a estabilidade dos servidores aposentados da Prefeitura de Araraquara e permite a demissão de quem aposentou antes da reforma previdenciária. Porém, o Município só pode demitir em duas hipóteses: 1- se houver justa causa ou 2- se houver o pagamento ao servidor de todas as verbas rescisórias devidas em caso de demissão sem justa causa, conforme prevê a CLT, incluindo a multa sobre o FGTS. De todo modo, para tranquilidade dos já aposentados, esta decisão judicial não obriga o Município a demitir ninguém. Pelo contrário, ela possibilita a abertura de Planos de Demissão Voluntária (PDV) como alternativa às demissões, exatamente como a Prefeitura está fazendo pela terceira vez. PDV Em atendimento à decisão judicial, conforme explicado acima, e talvez também por outros interesses não sabidos, a Prefeitura de Araraquara aprovou um novo PDV, o terceiro, este exclusivo para servidores já aposentados e que continuam trabalhando. Ele é pior que os anteriores, já que pagará indenização menor. Para os servidores já aposentados que tenham interesse no PDV, o SISMAR criou uma tabela interativa para que cada um possa fazer sua simulação. Na tabela, que não tem valor legal por se tratar de uma simulação, o servidor deve digitar o salário bruto no campo indicado e depois consultar a tabela abaixo para verificar os valores e prazos das indenizações, do vale alimentação e do auxílio saúde. Acesse a tabela aqui.
- Araraquara utiliza só 11% do orçamento de fortalecimento da GCM em 2021
Dos R$ 769 mil previstos no orçamento para o ano, apenas R$ 87 mil foram realizados; setor sofre pressão na pandemia, mas tem efetivo insuficiente e condições de trabalho precárias Em plena pandemia, quando os serviços da Guarda Civil Municipal (GCM) são importantíssimos para o combate à covid-19, a Prefeitura de Araraquara utilizou, até agora, apenas 11% de todo o dinheiro reservado para ações de fortalecimento da guarda em 2021. No total, são R$ 769 mil para ações de fortalecimento da GCM no orçamento de 2021. Porém, com o ano chegando na metade, apenas R$ 87 mil foi investido pelo Município. Do total, foram empenhados R$ 263 mil, mas apenas 1 terço disso foi realizado (R$ 87 mil). Os dados são do Portal da Transparência. Ou seja, a Prefeitura ainda tem mais de meio milhão de Reais reservados por lei para investir no fortalecimento da GCM este ano. A Guarda Civil Municipal de Araraquara tem sido cobrada diariamente por mais fiscalização contra as aglomerações durante a pandemia, mas com viaturas sem manutenção quebrando no caminho da ocorrência, sem efetivo em número adequado para a população da cidade e nas condições atuais de trabalho fica difícil. Os R$ 500 mil que a Prefeitura tem reservado para ações de fortalecimento da Guarda poderiam resolver alguns destes problemas (que nem são todos): Viaturas sem manutenção há anos, quebrando várias vezes durante deslocamento para atendimento de ocorrências; Armas não letais sem manutenção, sem bateria (duas delas explodiram); Não é realizado curso de atualização e capacitação dos GCM exigido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública; Desde 2016, uma parte do prédio da GCM está interditada pela Defesa Civil, por risco de desabar; Não há divisória de acrílico entre os servidores que monitoram câmeras de segurança e trabalham juntos na mesma sala lado a lado; Não há refeitório para os servidores; Vasos sanitários sem condição de uso (até isso!). Como demonstrado acima, as condições de trabalho dos guardas municipais são péssimas e o investimento da Prefeitura é praticamente nulo. Esperamos que estes R$ 500 mil sejam muito bem aplicados pelo governo, para que no ano que vem não seja preciso lutar pelos mesmos problemas. Infelizmente, esta é a realidade da maior parte dos servidores municipais: falta de condições de trabalho, muita pressão e pouco investimento. O sucateamento dos serviços públicos nunca foi sem propósito, seja qual for o governo. A intenção é sempre favorecer empresas privadas, seja na área de Segurança Pública, seja na Educação ou na Saúde. Estejamos alertas, pois a Reforma Administrativa vem aí para acabar de vez com o serviço público e nós vamos ter que lutar com todas as nossas forças.
- Reabertura precoce em Araraquara vai resultar em muitas mortes evitáveis
Governo Edinho desrespeita orientações científicas até da OMS e reabre atividades econômicas com indicadores da covid-19 muito elevados e descontrole da pandemia; internações e mortes vão aumentar e novo colapso deve ocorrer em breve Proteja-se, porque os governos não vão fazer isso por você. Com média de ocupação de leitos de UTI para covid-19 em hospitais públicos da cidade acima de 90% e média de mortes duas vezes acima da medida em 2020, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, vai reabrir, já na próxima segunda-feira, 28, as atividades econômicas que foram fechadas há menos de uma semana. O novo decreto com a flexibilização das medidas restritivas será publicado neste fim de semana, mesmo com a doença ainda descontrolada, conforme mostram todos os indicadores, como número casos, percentual de positivados, internações e mortes. Apesar do discurso, as decisões de Edinho tanto de fazer o lockdown, quanto de reabrir as atividades, não têm qualquer amparo na ciência. Pelo contrário, estudos da USP, da FioCruz e da OMS mostram que não é seguro retomar atividades presenciais se a doença não estiver controlada, como é o caso em Araraquara. Esta avaliação ganha força quando a secretária de Saúde afirma no boletim diário desta sexta-feira, que o “novo decreto com as flexibilizações vai ser amplamente debatido com o setores econômicos” e não com setores da ciência. Já mostramos, nessa matéria, que a Prefeitura não segue os indicadores apontados em estudos atualizados da USP e da FioCruz para determinar níveis de segurança para relaxamento das medidas restritivas e retomada de atividades presencias. Mas não são só estes estudos que o prefeito ignora na condução da pandemia na cidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu escritório regional para as Américas (OPAS) também orientam gestores públicos sobre o momento para adoção de medidas restritivas ou de reabertura. E, considerando estes índices da OMS, Araraquara não tem qualquer condição de reabrir atividades presenciais neste momento. Vejamos alguns deles: O que preconiza a OPAS x Situação de Araraquara (OPAS) R menor que 1 ou com tendência de queda em direção a 1 (Araraquara) O R de Araraquara está acima de 1 desde 20 de maio de 2021 e subindo. (OPAS) Queda contínua, por um período de pelo menos 14 dias, da incidência de casos confirmados ou casos prováveis (Araraquara) Temos estabilidade (acima de 130 casos por dia) desde antes do lockdown (OPAS) Queda contínua, por no mínimo 14 dias, do número de óbitos (Araraquara) Em Araraquara, número de óbitos em 14 dias segue estável acima de duas mortes diárias (OPAS) Percentual de positivados abaixo de 5%, em um período maior que 14 dias. (Araraquara) Faz 18 dias que Araraquara está acima de 20% (OPAS) Locais alternativos de cuidados, estabelecidos para aumentar a capacidade dos serviços de saúde em resposta à COVID-19, que permaneceram não utilizados, de forma contínua, por, no mínimo, 7 dias. (Araraquara) Hospital de Campanha lotado (OPAS) Queda contínua, por no mínimo 14 dias, de internações em UTI atribuíveis à COVID-19 (Araraquara) Em Araraquara este índice está praticamente estável em 14 dias É previsível, observando os estudos e a situação epidemiológica da cidade, mesmo para leigos, que infecções, adoecimentos, internações, sequelas e mortes vão aumentar com a reabertura precoce das atividades. Não há como fugir disso, infelizmente. A estrutura de saúde não vai dar conta deste aumento e vai colapsar mais uma vez. E, pelos indicadores, isto não vai demorar para acontecer. Se os estudos científicos mostram, se a OMS recomenda, se a FioCruz indica e o prefeito não faz o que deve ser feito para conter a pandemia, e pelo contrário, toma medidas que sabidamente vão piorar a situação epidemiológica, ele precisa ser responsabilizado pelas mortes, pelas sequelas, pelas consequências na vida de cada araraquarense que se infectar a partir de agora.
- Não há decisão judicial que obrigue retorno presencial de servidores
Justiça somente autoriza que a Prefeitura os chame de volta, mas não obriga; decisão pelo retorno e por assumir todas as suas consequências é do governo Edinho Mais uma vez, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, se equipara ao que há de pior na política nacional, nega a ciência e se aproveita de uma decisão judicial (que tinha como objetivo proteger os servidores) justamente para colocar parte mais frágil do funcionalismo em risco, além de aumentar a circulação de pessoas e do coronavirus em meio ao pior momento da pandemia. A determinação de fazer retornar ao trabalho presencial, já a partir do dia 28 de junho, os servidores municipais com comorbidades que já tenham tomado a segunda dose da vacina, é do governo Edinho e não uma decisão judicial, como tem sido ventilado pela famosa rádio-peão. A decisão judicial que trata do assunto foi uma proteção aos servidores, requerida à Justiça do Trabalho pelo SISMAR, já que a Prefeitura queria manter todos em trabalho presencial desde o início, mesmo os que tinham comorbidades comprovadas. Agora, a Prefeitura se vale desta decisão, que protegia os servidores até que fossem vacinados ou que a cidade estivesse na fase verde do Plano São Paulo, para fazer parecer que tem obrigação legal de recolocá-los em trabalho presencial. A Justiça permite, mas não obriga a Prefeitura a isso. Ainda mais se eles forem voltar ao local de trabalho sem EPI, sem condições adequadas de segurança sanitária na unidade e com a transmissão comunitária do vírus em níveis absolutamente descontrolados. Nenhuma vacina protege individualmente e isso não é diferente no caso das vacinas para covid-19. A humanidade sabe disso desde o século 18. Vacinação só funciona quando a maior parte da população sujeita à doença estiver imunizada. A Prefeitura não divulga, mas em Araraquara temos vários casos de pessoas que tinham tomado as duas doses da vacina há mais de 15 dias e que se infectaram e morreram de covid-19. A pesquisadora e professora doutora Natália Pasternak explicou didaticamente a questão durante sua participação na CPI da Covid-19, no Senado Federal. Ela usou a metáfora de um goleiro para esclarecer que há muito risco de uma pessoa vacinada se infectar se estiver em ambiente de descontrole da pandemia. “Mesmo com um excelente goleiro, que seria a vacina, se a defesa for inútil, que seriam as medidas de isolamento e distanciamento social, vai haver muitas bolas sendo chutadas ao gol e a chance do goleiro falhar aumenta muito”. Em outras palavras, a vacina não protege devidamente se houver alta transmissão do vírus. Os números da pandemia em Araraquara estão tão altos que o prefeito precisou fazer o que ele chama de lockdown. Se temos lcokdown, significa que a transmissão do vírus na cidade está fora de controle. Com esta determinação da Prefeitura, assim como no caso da reabertura das escolas, o governo Edinho mais uma vez nega a ciência e quer colocar servidores e população em risco. O SISMAR vai tomar todas as medidas administrativas possíveis para impedir mais este ataque à integridade e à dignidade dos servidores municipais de Araraquara. Aos que apoiam o prefeito Edinho por afinidade política, pedimos que reflitam até que ponto aceitarão colocar a saúde e a vida, sua, dos seus familiares e dos seus colegas, em risco por apoio a um projeto político. Seus apoios são realmente necessários para que ele alcance os objetivos políticos dele ou mesmo se vocês fizerem uma greve em defesa das suas vidas ele ainda assim vai seguir a carreira política sem muitas dificuldades? Com seu sacrifício, você pretende receber algo valoroso em troca? Seria o reconhecimento do prefeito? Reflitam. Não podemos aceitar negacionismo de nenhum lado do espectro político. E, se há embasamento científico para esta decisão do governo, que os estudos sejam mostrados e explicados à população detalhadamente. Mas, não há. A decisão do retorno presencial não tem a ver com ciência para proteger vidas, mas sim com política para favorecer setores econômicos e proteger empresas (com a desculpa de que é pelos empregos). Crédito da foto: REUTERS
- Infecção de bebês menores de 1 ano por covid-19 subiu 84% depois da reabertura das escolas
Casos entre crianças e adolescentes cresceram mais do que outras faixas etárias; dados são da Prefeitura de Araraquara Nos últimos 3 meses, o número de bebês com menos de 1 ano infectados com covid-19 em Araraquara cresceu 84%, segundo dados da Prefeitura. Desde o primeiro caso da doença registrado em Araraquara, no fim de março de 2020, até o dia 7 de abril de 2021 (mais de um ano de pandemia), 32 bebês com menos de 1 ano de idade tinham sido infectados pela doença. Depois disso, entre 8 de abril e 23 de junho (apenas 76 dias), já foram 27 bebês contaminados. Não sabemos se há bebês internados, porque a Prefeitura não divulga a idade dos internados por covid-19 na cidade. Até hoje, 24 de junho, não há registro de óbitos de bebês e há apenas um óbito por covid-19 de pessoa abaixo de 19 anos, uma adolescente. Em geral, o crescimento dos casos nas faixas etárias de 0 a 19 anos, idade escolar foi maior do que o crescimento das demais faixas neste período. Se as escolas são ambientes seguros, como alega insistentemente a secretária municipal da Educação, Clélia dos Santos e o prefeito Edinho Silva, por que então as crianças e adolescentes se contaminaram proporcionalmente mais do que os adultos e idosos? Junto com as escolas, a Prefeitura também reabriu praticamente toda a cidade, incluindo cinemas e bares. Pela lógica, já que todos voltaram a circular, os casos em todas as faixas etárias deveriam crescer na mesma proporção. Mas não foi isso que ocorreu. Entre crianças e adolescentes, a faixa etária e que o número de casos menos cresceu foi entre 1 e 4 anos, com 50% de aumento em 76 dias em relação aos mais de 370 dias anteriores. De 10 a 19 anos, o aumento foi de 55%. Nas crianças de 5 a 9 anos, o número de casos cresceu 69%. Entre bebês, como já dito, o aumento foi de assustadores 84%. Já entre jovens, adultos e idosos, o crescimento de casos variou de 35% entre adultos de 30 a 39 anos, a 41% entre idosos acima de 60 anos. Ambos com crescimento muito abaixo do aumento registrado nas faixas etárias de idade escolar. Não há outra explicação para este comportamento dos números que não seja a reabertura das escolas. A menos que a Prefeitura seja transparente e divulgue caso a caso se as crianças contaminadas neste período estavam frequentando a escola ou não e prove o contrário. Os servidores municipais da Educação estão em greve desde o dia 5 de abril justamente porque o ambiente escolar é sabidamente inseguro com a pandemia em níveis de descontrole como está em Araraquara desde fevereiro. Os números da pandemia caíram com o primeiro lockdown em relação ao pico, mas após a queda estabilizaram em média ainda muito superior do que os piores momentos de 2020. A greve é em defesa da vida, não só dos servidores, mas dos alunos e de toda a comunidade escolar. Esta sempre foi a principal bandeira da greve, que tem o apoio de cientistas, políticos, sindicalistas e especialistas, como nunca visto antes. Mais uma vez, recomendamos ao prefeito que mantenha as escolas fechadas e o ensino remoto como forma de proteger a vida da população de Araraquara. Caso ele insista na reabertura, precisa saber que será responsável direto por cada caso, cada sequela e cada morte, e que as pessoas jamais esquecerão o sofrimento que está sendo imposto a elas.
- Cartórios mostram mais óbitos por covid-19 do que as Prefeituras divulgam
Em Araraquara, número de registros é 4% maior do que os dados do Município; diferença em São Carlos é de 14% (texto editado às 16h47 com correções) Hoje, 23 de junho de 2021, Araraquara tem 513 óbitos suspeitos ou confirmados por covid-19 e São Carlos 477, de acordo com a Central de Informações de Registro Civil, instituída em 2015 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e organizada pela Associação Nacional dos Registradores das Pessoas Naturais – Arpen Brasil. Estes números, registrados nos cartórios das cidades, são maiores do que os divulgados pelas Prefeituras em seus boletins oficiais. A consulta aos dados dos cartórios pode ser feita por este link: https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid No caso de Araraquara, a diferença entre as informações da Prefeitura e a dos cartórios é de 19 mortes, 4% a mais do que os 494 confirmados pelo Município. Em São Carlos, a diferença é de 59 mortes, 14% a mais do que os 418 que a Prefeitura reconhece em seus boletins. Alguma diferença entre os números é esperada, mas deveria ser para menos, pois os cartórios levam até duas semanas para disponibilizarem os números na Central de Informações. Para efeito de verificação, pesquisamos o número de óbitos por covid-19 em todo o Brasil na mesma plataforma. O resultado obtido (498 mil), como esperado, é pouco menor do que os 500 mil mortos já divulgados pelo consórcio de imprensa que controla os dados da pandemia de maneira independente. São diferenças grandes e chamam a atenção, mas não é possível afirmar somente com estes dados que elas sejam por subnotificação dos casos. Pode haver, nos cartórios, registros de óbitos suspeitos de covid-19 e que depois não foram confirmados, por exemplo. E, importante frisar, os números que mostram diferença entre dados das Prefeituras e os dos cartórios, por si só, também não são indicativo de qualquer intenção dos governos em reduzir artificialmente o número de mortos pela doença. Pode até haver esta intenção, mas isso não fica comprovado só com estes números. De todo modo, a diferença entre os registros deve ser observada atentamente pela sociedade e as autoridades devem dar explicações sobre o assunto. Estamos em um momento de disputa de narrativas evidentemente político-partidárias sobre o controle da pandemia e a atenção a estes números é necessária justamente para evitar que os governos tentem manipular os dados em seu favor. Ainda de acordo com os dados dos cartórios, a covid-19 matou mais do que qualquer outra causa em Araraquara e em São Carlos em 2021. Texto editado em 23/06/2021 para corrigir o número de óbitos dos cartórios excluindo da conta os não habitantes de Araraquara e de São Carlos.
- Covid-19 mata mais araraquarenses em 2021 do que qualquer outra causa
Dados dos cartórios mostram que a doença provocou 34% das mortes na cidade até o momento Em Araraquara, a covid-19 foi a principal causa de mortes em 2021, de acordo com dados dos cartórios da cidade reunidos pela Central de Informações do Registro Civil. A consulta pode ser feita por este site https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid Os 421 óbitos suspeitos ou confirmados por covid-19 este ano nos cartórios (número maior do que o divulgado pela Prefeitura) representam 34% das 1234 mortes ocorridas na cidade até o momento em 2021. Em 2021, a covid-19 matou, em Araraquara, quatro vezes mais do que o infarto (92), sete vezes mais do que AVC (64) e três vezes mais do que pneumonia (135). Os números comprovam a grave piora da situação este ano. Em 2020, as 121 mortes por covid-19 registradas nos cartórios representaram 6% do total de mortes no ano, menos do que infarto (156), AVC (130) e Pneumonia (371). É preciso lembrar que as mortes que se expressam aqui em números eram pessoas, gente que tinha amigos, amores, trabalhos, pessoas que dependiam delas. São pessoas cuja falta vai ecoar para sempre todos os dias, no coração de muita gente, causando muita dor e sofrimento em cada uma delas, provocando traumas que podem jamais serem superados. Estes números têm que chamar a atenção da sociedade e das autoridades, pois não podemos aceitá-los como força da natureza. Não são. Há vacina para esta doença e há procedimentos de distanciamento social que impedem a transmissão. Então, se há contágio e mortes demais, é porque quem governa não consegue ou não quer acabar com a pandemia.
- Você presenciou aglomeração na sala de PAD da Prefeitura de Araraquara?
Entre em contato com o SISMAR; o MPT quer ouvir testemunhas A Prefeitura de Araraquara tem provocado aglomerações desnecessárias dentro do Paço Municipal, realizando audiências presencias de Processos Administrativos Disciplinares (PAD) em uma pequena sala sem respeitar o limite de distanciamento obrigatório previsto no decreto de calamidade pública. Relatos de advogados dão conta de audiências com até 10 pessoas na sala de aproximadamente 3m x 3m e com ventilação inadequada para tempos de pandemia. O SISMAR denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e o procurador Rafael de Araújo Gomes solicitou que o Sindicato junte testemunhas para confirmar o fato. Se você presenciou esta situação de audiências de PAD com muita gente na sala recentemente, por favor entre em contato com o SISMAR pelo e-mail sismarv@uol.com.br até às 15h de amanhã, dia 22 de junho. Os servidores que quiserem testemunhar em sigilo devem deixar isso claro no e-mail que enviarem ao SISMAR.











