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  • Reabertura das escolas faz segunda vítima fatal em Araraquara: Kelly Pimentel

    Ela faleceu depois de um mês internada com covid-19; CER onde ela trabalhava teve o maior surto da doença entre as unidades escolares A luta e o luto se misturam neste momento de dor e sofrimento para amigos e familiares da servidora Kelly Pimentel, falecida por complicações da covid-19 nesta quinta-feira, 20 de maio, depois de um mês lutando contra a doença. Ela deixa marido e filho. Kelly trabalhava no CER José Amaral Gurgel, no Jd. Adalberto Roxo. Após a reabertura forçada das escolas pela Prefeitura de Araraquara desde 12 de abril, esta unidade teve o maior surto de covid-19 entre todas as unidades municipais de Educação, com pelo menos 12 casos confirmados da doença. Outra servidora desta mesma unidade, Queli Fernandes, também se contaminou com covid-19 após o retorno das aulas e faleceu dia 2 de maio. Diante disso, o SISMAR pergunta: Quantas pessoas mais precisarão morrer para o prefeito Edinho Silva fechar as escolas? O SISMAR está alertando, pesquisadores estão alertando, cientistas estão alertando, especialistas em Educação estão alertando e até políticos do mesmo partido do prefeito estão alertando e, mesmo assim, Edinho mantém as escolas abertas colocando servidores, pais, alunos e toda a população em risco. Já são duas mortes que poderiam ter sido evitadas. Quantas mortes teriam ocorrido se as escolas estivessem fechadas, quantos vulneráveis morreriam? É para proteger a vida de todos que os servidores municipais da Educação, organizados pelo SISMAR, estão em greve sanitária, já que não há segurança no ambiente de trabalho a ponto de provocar a morte das pessoas. Ninguém mais deve morrer pela decisão irresponsável de abrir escolas e outras atividades. A ciência mostra claramente quais são os parâmetros seguros para retomada das atividades, inclusive escolas: Menos de 70 casos novos por semana e menos de 10% de positivados entre todos os testados, inclusive assintomáticos. Mas não basta só um destes indicadores estar dentro do parâmetro. Ambos os indicadores precisam estar dentro desta faixa para que haja segurança. Explicamos melhor este assunto aqui neste texto (link para nossa matéria de hoje). A greve é pela vida e todos podem aderir a qualquer momento. Ninguém pode ser obrigado a ir correr risco de vida ao ir trabalhar em uma escola. Quem quiser se proteger, basta não ir trabalhar e assinar a lista de presença da greve que está disponível no site do SISMAR (www.sismar.org) e no face do Sindicato.

  • Edinho decreta pandemia permanente em Araraquara

    Prefeitura não vai controlar a transmissão da Covid-19 sem tomar decisões com base em evidências; se USP e Fiocruz forem fontes confiáveis, todas as atividades econômicas deveriam estar fechadas O decreto 12.579/21, publicado ontem, 19 de maio, pela Prefeitura de Araraquara, como medida de enfrentamento à covid-19, vai servir, na verdade, para manter a transmissão comunitária da doença em alta na cidade, segundo parâmetros estabelecidos em estudos publicados pela USP e pela Fiocruz. Pelo que parece, o prefeito Edinho Silva (PT) aceita conviver com uma média de 2 a 3 mortes por dia e de 80 internados em UTI que podem ter sequelas graves para o resto da vida, mas tem dificuldade de enfrentar interesses econômicos e políticos que querem as escolas e demais atividades abertas. Se a Prefeitura pretende controlar a pandemia com este decreto, é esperada uma explicação primordial por parte do governo: os percentuais utilizados como referência para abertura ou fechamento das atividades econômicas na cidade foram baseados em quais evidências? Porque não basta o prefeito dizer que está seguindo a ciência se ele não disser qual estudo, quais dados, quais evidências científicas, quais fontes de pesquisa são usadas para a tomada de decisões. Decisões estas que significam a diferença entre a vida ou a morte de pessoas. Mortes evitáveis, salientamos aqui. E destacamos que a covid-19 mata quatro vezes mais hoje, maio de 2021, do que matava em julho de 2020, quando Araraquara foi destaque por ter a menor letalidade entre cidades do mesmo porte. Como não sabemos as fontes científicas da Prefeitura, para analisar a pandemia na cidade e os efeitos do decreto vamos utilizar as nossas: USP e Fiocruz. Estudos publicados por ambas mostram que a pandemia em Araraquara não está nem perto de estar controlada e que os números utilizados pela Prefeitura neste decreto vão manter a cidade com contaminações em alta. E isto, é importante dizer, significa mais gente morrendo todos os dias. Não é confiável utilizar apenas um indicador para monitorar a pandemia, muito menos para basear decisões e políticas públicas da área da Saúde. O prefeito erra ao se apegar única e exclusivamente ao “percentual de positivados” como régua para definir as ações do governo no combate à pandemia, que é o que consta no decreto. E não é o SISMAR que diz que é falho usar só o “percentual de positivados” para monitorar a pandemia. Pelos estudos que utilizamos como referência (links no fim do texto), só dá para medir o tal “controle da pandemia” considerando-se dois ou mais indicadores. No estudo da USP, elaborado especificamente como suporte às decisões e ações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), os pesquisadores usam dois indicadores: o “percentual total de positivados (sintomáticos e assintomáticos)” e o “número de casos por 100 mil habitantes por semana”. No estudo da Fiocruz, são seis, como vamos mostrar mais adiante. Relacionados, os dois indicadores utilizados no estudo da USP mostram se a pandemia está controlada ou não a ponto de termos segurança para abrir escolas e demais atividades. E estes indicadores precisam ser analisados juntos, justamente para que não haja distorções como a que estamos vendo em Araraquara, onde o percentual de positivados está dando a falsa impressão de controle. O percentual pode estar baixo, mas, pelo estudo da USP, se o número de casos por 100 mil habitantes estiver alto, não há que se falar em “controle da pandemia”. E é este justamente o caso de Araraquara, hoje. Os pesquisadores desenvolveram um gráfico do tipo mapa de calor, com os dois indicadores relacionados, que permitem visualizar o nível de controle da transmissão da covid-19 em determinada localidade e estabelecem parâmetros objetivos de segurança para retomada de atividades econômicas, inclusive escolas. Em 28 de março, Araraquara estava assim posicionada, considerando estes dois indicadores: na zona vermelha, ou seja, “descontrole na transmissão, alto risco para qualquer atividade sem distanciamento na comunidade: as escolas não podem ser abertas para atividades presenciais”, de acordo com o estudo. Mas, Araraquara estava no caminho certo. O lockdown tinha funcionado para reduzir a transmissão, porém foi curto. Se a Prefeitura tivesse mantido escolas e as outras atividades fechadas por mais algum tempo, provavelmente a cidade teria controlado realmente a pandemia e poderíamos estar retomando as atividades com risco muito menor. Vejam que, no dia 25 de abril, tínhamos melhorado nossa posição no gráfico. Ainda estávamos na zona vermelha, mas nos dirigíamos claramente para a zona laranja, que permite alguma abertura, ainda que com restrições severas. Entretanto, hoje, dia 19 de maio, após a abertura das escolas e demais atividades, já nos distanciamos novamente das zonas mais seguras, que são as laranja, amarela e azul. O aumento do número real de casos, que é o indicador “casos por 100 mil habitantes”, fez com que Araraquara se distanciasse ainda mais da zona laranja, além do aumento do percentual de positivados. O gráfico mostra que, mesmo se o indicador “percentual de positivados” estivesse abaixo de 5%, ainda assim não teríamos controle da pandemia, porque o indicador “casos por 100 mil habitantes” está altíssimo. Somente a combinação dos dois indicadores, como dito antes, pode nos dar a real dimensão da pandemia na cidade e do nível de insegurança que vivemos. Ignorar isto e decidir os rumos da cidade sem evidências comprovadas é, no mínimo, irresponsabilidade e pessoas morrerão por causa disso. Já o estudo da Fiocruz, que utiliza parâmetros dos Conass/Conasems (Conselhos Nacionais de Secretários de Saúde e de Secretarias Municipais de Saúde), publicado ainda em 2020, considera seis indicadores para analisar o nível do risco da pandemia em determinado momento. Este estudo ainda não leva em conta a nova cepa, cuja transmissão é maior, e mesmo assim Araraquara está muito mal posicionada. O estudo traz uma tabela com pontuação para cada um dos seis indicadores. A soma dos pontos classifica o nível de risco naquela localidade. Vejamos o caso de Araraquara pela ótica deste estudo. Considerando a tabela abaixo, pontuamos cada indicador de acordo com os dados epidemiológicos da cidade divulgados pela Prefeitura. Percentual de ocupação UTI – 12 pontos (roxo) Percentual de ocupação enfermaria – 4 pontos (laranja) Previsão de esgotamento – 4 pontos (roxo) Variação de óbitos – 2 pontos (laranja) Variação de casos – 4 pontos (roxo) Taxa de positivados – 1 ponto (amarelo) Total = 27 pontos Esta pontuação nos coloca em “risco alto”, a segunda pior fase, ainda de acordo com a Fiocruz. A conclusão, portanto, é a mesma: o novo decreto da Prefeitura de Araraquara desconsidera as evidências científicas e a transmissão da covid-19 vai permanecer alta na cidade. Mas, o decreto não é de todo errado. Ele acerta na regulamentação da testagem e isolamento rigorosos dos contactantes. Contudo, já era para ser assim desde o início. Então, se a testagem e o isolamento dos contactantes, antes do decreto, não era feita assim, estava sendo feita de maneira errada e não gerava um indicador eficiente para avaliação da contaminação comunitária na cidade. Especialistas recomendam pelo menos 30 testes a cada positivado, nos contactantes. Em Araraquara, em dias com 100 casos, deveriam ser realizados 3 mil testes, mas é feito apenas um terço disso. Ou seja, além de considerar apenas um indicador, ele ainda é falho. Por isso, por não se basearem em evidências, a abertura das escolas e demais atividades foi feita no momento errado, cedo demais, e, como consequência, não vai durar por muito tempo. Com o número de contaminados crescendo vertiginosamente, como vimos esta semana, em breve teremos novo lockdown em Araraquara. Logo depois, os números vão cair e tudo vai reabrir. Porém, enquanto o critério adotado pela Prefeitura for apenas o percentual de positivados de olho na ocupação de leitos não teremos controle efetivo da pandemia e ficaremos presos entre um lockdown e outro e a pandemia vai continuar fazendo vítimas na cidade. Pelo menos, cada uma delas vai poder responsabilizar um homem, que é quem decide manter as coisas assim. Link para estudo da Fiocruz: https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/documentos/contribuicoes_para_o_retorno_escolar_-_08.09_4_1.pdf Link para estudo da USP https://48697a4c-5a78-42d6-aec6-22733026cd1f.usrfiles.com/ugd/48697a_b051776439884b3fa827ead66fd0a283.pdf

  • SISMAR organiza ajuda para quem teve desconto no tíquete por causa da greve

    Cestas básicas serão distribuídas aos servidores; quem precisar de ajuda deve preencher o formulário abaixo Diante do absurdo e ilegal desconto do vale alimentação dos servidores municipais da Educação de Araraquara que estão em greve sanitária, o SISMAR está organizando uma ajuda a estes profissionais por meio da distribuição de cestas básicas. Os interessados em receber a cesta básica precisam preencher o formulário que consta neste link: https://forms.gle/HkBFbf6DFHKE1K5t8 O SISMAR entrará em contato com os interessados para a distribuição da cesta. Compartilhe esta informação com seus colegas que você sabe que tiveram descontos e precisam de ajuda. Outras ações estão sendo realizadas para ajudar os grevistas. Mais detalhes sobre elas durante as lives das 9h, na página do SISMAR no facebook.

  • Araraquara vai colapsar de novo

    É o que indicam os dados sobre contaminação e ocupação de leitos. Poucos dias antes do lockdown – válido a partir de 21 de fevereiro – atingimos 100% de ocupação de leitos de UTI pela primeira vez em Araraquara, com 58 internados, dia 15 de fevereiro de 2021. Duas semanas antes, dia 31 de janeiro, eram 33 internados em UTI. Neste mesmo dia, a média de casos novos era de 81 – pela primeira vez na pandemia. Hoje, dia 17 de maio, a média de casos novos está em 83 e são 88 internados em UTI. Estes números crescem há 7 dias consecutivos, sendo hoje o quinto dia com mais internados em UTI em toda a pandemia - o máximo foi 93. Nesta semana, fomos de 75 para 88 internados - ocupação de 93% dos leitos UTI Covid-19, ou seja, tem mais 7 leitos livres. A Prefeitura não tem divulgado casos de pacientes aguardando leito, mas isso não significa que eles não existam. A média de casos novos, há uma semana, era de 43, hoje é 83. A primeira vez que Araraquara registrou cinco dias consecutivos com mais de 90 casos novos foi justamente no início da chamada “segunda onda”, que pegou a cidade em cheio com a nova cepa (P1). Depois da queda dos números por causa do lockdown, esta semana voltamos a registrar cinco dias seguidos com mais de 90 casos. Também chama a atenção o número de doentes em quarentena, porque eles impactarão em breve o número de internações. Esta semana, voltamos a ter mais de 500 doentes de covid-19 ao mesmo tempo, desde a queda efeito do lockdown. O pico em 2020 foi de 363 doentes em quarentena. Os números de hoje são muito parecidos com os que vimos pouco antes do colapso em fevereiro, porém, hoje o vírus mata o dobro de pessoas do que matava em janeiro. Os especialistas já falam da terceira onda e da potência da cepa indiana. Só não enxerga quem não quer. Edinho acertou no lockdown e em outras medidas no combate à pandemia, mas erra gravemente agora, colocando a vida das pessoas em risco para não perder capital político junto aos grandes empresários. Agora, com estes dados, já não basta fechar somente as escolas, é preciso um novo lockdown na cidade para conter o avanço desta doença que tem matado cinco Araraquarenses a cada dois dias. Ou vão pagar para ver e correr o risco de lotar hospitais e perder o controle novamente? Ninguém pode ser obrigado a correr o risco de ser infectado por uma doença para a qual existe vacina. E é isso que se faz ao manter a circulação de pessoas pela cidade com atividades funcionando com este quadro pandêmico. Manter escolas e demais atividades abertas neste momento é contribuir para a morte das pessoas. E é matemática, não tem como escapar. Apelamos à humanidade dos gestores, prefeito e membros do comitê de contingenciamento da covid-19: parem a cidade para salvarem vidas. Ajudem de outra forma. As mortes não vão parar enquanto escolas e demais atividades estiverem abertas obrigando grande circulação de pessoas. Todos os estudos científicos demonstram que reduzir a circulação das pessoas reduz a circulação do vírus. Não podemos admitir mais e mais mortes para que as escolas e lojas possam abrir presencialmente. Diminuir o número de mortes não pode ser comparado a diminuir o impacto financeiro ou o desemprego. Os servidores municipais de Araraquara estão exaustos, estressados, angustiados, com medo e deprimidos, temendo a doença, temendo adoecer seus familiares, sem conseguirem desenvolver suas atividades como sempre fizeram e os que estão trabalhando presencialmente ainda estão expostos diariamente ao risco de morte. Manter escolas e outras atividades abertas neste momento é uma afronta não só aos educadores que estão em greve, mas também aos servidores da Saúde, que não deveriam ser obrigados a atender cada vez mais pacientes, presenciar o tempo todo o sofrimento e muitas vezes a morte. E também a todos os servidores, porque precisam de suas vidas preservadas e suas rotinas restabelecidas, mas seguem sofrendo por causa da política de manter hospitais lotados como se fosse controle da pandemia. Esta doença é evitável e há vacina para ela. Como admitir tanto risco e tantas mortes?

  • Justiça dá 48 horas para Prefeitura de Araraquara explicar descontos ilegais de grevistas

    Ação movida pelo SISMAR pede o ressarcimento total dos valores; governo Edinho segue fechado para diálogo, mesmo com pandemia piorando no município A Juíza Camila Machado, da 1ª vara do Trabalho de Araraquara, intimou a Prefeitura a explicar em 48 horas os descontos ilegais realizados nos salários dos servidores municipais da Educação por causa da greve sanitária iniciada em 5 de abril. (ver documento) A decisão da Juíza foi assinada dia 14 e disponibilizada nesta segunda-feira, 17 de maio, em ação civil pública movida pelo SISMAR exigindo o ressarcimento integral, imediato e corrigido de todos os valores descontados, bem como a proibição ao Município de proceder novos descontos tanto nos salários quanto no vale e no abono alimentação. A greve é um direito de todos os trabalhadores brasileiros, garantido pela Constituição Federal e, no caso da greve sanitária, prevista até mesmo em convenção internacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na concepção do Departamento Jurídico do SISMAR, a Prefeitura de Araraquara não poderia ter realizado desconto nos salários dos grevistas sem decisão judicial que determinasse isso. As atitudes da Prefeitura de Araraquara contra os servidores grevistas não são dignas de qualquer governo, muito menos de um governo que se pretende “dos trabalhadores”. Negativa em fornecer EPI’s, recusa de diálogo, ameaças, substituição de grevistas, arranjos para favorecer quem não está na greve, desconto nos salários e, por fim, o anunciado desconto do vale alimentação, deixam muito transparente o nível de respeito que o prefeito tem em relação aos servidores municipais e a movimentos de trabalhadores: nenhum. Justamente o Edinho, político forjado nas lutas trabalhistas e sindicais, deixa servidores sem comida no prato em retaliação a um movimento grevista que defende a vida das pessoas. A greve dos servidores municipais da Educação deflagrada no dia 5 de abril não é por motivos financeiros, mas em defesa da vida, com base em estudos científicos e com o maior apoio político já visto nos movimentos do SISMAR. Os pesquisadores e especialistas que nos apoiam são os mesmos que estão debatendo os rumos da Educação brasileira junto ao Senado Federal. Até mesmo a bancada estadual do próprio PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão contra o retorno das aulas presenciais em Araraquara. Ou seja, Edinho está sozinho em sua luta contra a greve, somente com apoio dos seus partidários mais cegos, que insistem em defendê-lo contra tudo e contra todos. Edinho e sua trupe fecham os olhos para o risco coletivo que os servidores estão avisando desde o início da greve: o retorno das aulas vai piorar a pandemia. E piorou. Os números atuais da covid-19 em Araraquara já são praticamente os mesmos das semanas que antecederam o lockdown na cidade. Quase metade dos casos de maio foram registrados nos últimos 5 dias. A média de casos novos quase dobrou em 8 dias, foi de 43 para 83 casos novos diários. Em 6 dias, a quantidade de doentes "em quarentena" subiu de 323 para 530. Já são 39 mortes em 17 dias de maio. A opção dos servidores grevistas é pela vida. A greve está em andamento e pode te proteger também. A terceira onda da covid-19 já é uma realidade e suas consequências são imprevisíveis, por haver novas cepas circulando. Então, se você não quer se expor ao risco de ser contaminado, de contaminar outras pessoas e até de levá-las à morte, venha para a greve. Basta não ir trabalhar e assinar a lista de presença disponível no site do Sindicato www.sismar.org

  • Após denúncia do SISMAR, MPT vai investigar falta de luvas na saúde pública de Araraquara

    Servidores tiveram que adaptar EPI para poder realizar procedimentos simples e avançados, colocando em risco a própria vida e a dos pacientes O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Araraquara instaurou, na última terça-feira, dia 4, um Inquérito Civil (IC) para investigar a falta de luvas descartáveis nas unidades de saúde municipais da cidade durante a pandemia. A denúncia foi feita pelo SISMAR no dia 20 de abril. Servidores da Saúde foram obrigados a fazer adaptações para poderem trabalhar devido à falta de luvas de tamanhos PP, P e M. Apenas luvas G estavam disponíveis para uso e precisavam ser amarradas improvisadamente com cordões para poderem ser usadas. Esta adaptação que os servidores municipais foram obrigados a fazer nas luvas para realizar procedimentos simples e avançados coloca em risco a saúde deles e dos pacientes. Até o momento, a informação é que a Prefeitura improvisou uma solução emprestando luvas de outros setores emergencialmente, mas que as luvas corretas ainda não coram compradas. As luvas descartáveis são Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e, portanto, quem tem obrigação de fornecer e fiscalizar o uso é o empregador, no caso, a Prefeitura de Araraquara. Manter servidores da Saúde sem EPI adequado em meio à pandemia mais mortal da história é inadmissível. Eles são a linha de frente no combate à pandemia e os que mais foram infectados entre os servidores. Deixá-los sem proteção ou com EPIs adaptados é um tapa na cara da categoria. O SISMAR espera que o Inquérito Civil aberto pelo MPT não só identifique a responsabilidade pela falta das luvas, mas também que sirva para corrigir definitivamente o problema, para poder proteger a saúde e a vida tanto de servidores quanto de pacientes. A direção do SISMAR continua atenta e atuando em todos os setores para que os servidores municipais cumpram seu papel com segurança.

  • Araraquara: Mais nove servidores da Educação contaminados com covid-19

    Todos estavam trabalhando presencialmente: surtos foram identificados em quatro escolas esta semana A óbvia tragédia anunciada dos surtos de covid-19 nas escolas municipais de Araraquara segue seu curso com mais nove servidores contaminados esta semana. Todos estavam em trabalho presencial nas unidades, conforme determinação da Prefeitura, apesar da categoria estar em greve sanitária desde 5 de abril, baseada na ciência, justamente para proteger vidas. Uma das servidoras passou mal ao receber o resultado positivo do teste feito nas escolas. São mais nove trabalhadores que poderiam estar seguros cumprindo sua função a partir de casa, mas que foram obrigadas pelo governo Edinho a irem trabalhar presencialmente e agora precisarão lidar com diversos riscos terríveis: de morrer, deixar filhos órfãos, de contaminar e ser responsável pela morte de outras pessoas, de ter sequelas para o resto da vida. Todos estes casos serão levados ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT), que já tem procedimentos investigando a falta de segurança sanitária das escolas para aulas presenciais. Mas, isso não basta, porque, enquanto a Justiça e o MPT debatem e decidem, tem servidor se contaminando todo dia nas unidades. Temos que evitar todos os contágios, não podemos aceitar como razoável adoecer no local de trabalho por uma doença para a qual já existe vacina. Nenhuma morte é aceitável. Nenhum sequelado é aceitável. O SISMAR faz mais um apelo à categoria: não vão ao trabalho presencial. Entrem na greve que foi deflagrada justamente para poder proteger as suas vidas! Já temos centenas de servidores protegidos, nenhum grevista foi contaminado neste mês de greve. O departamento jurídico do Sindicato está fazendo sua parte para garantir na Justiça o direito a proteção à saúde e à vida de todos, mas nós não somos mágicos, não somos capazes de evitar o contágio da doença. Então, o único modo de você se preservar até que a Justiça nos garanta segurança sanitária é entrando para a greve. Venha para a greve, se você não quer ser o próximo contaminado. Os casos foram identificados em cinco escolas, sendo quatro delas com dois casos cada. Todas deveriam ser interditadas por 7 dias. CER Judith de Barros Batelli, no Selmi Dei, 2 casos CER. Profª Maria Enaura Malavolta Magalhães, no Vale do Sol, 1 caso CER Profº Dr José Alfredo Amaral Gurgel, no Adalberto Roxo, 2 casos (esta unidade já teve outros 10 infectados e uma delas faleceu) CER Cyro Guedes Ramos, no Santa Angelina, 2 casos CER Maria da Gloria Fonseca Simoes, no Jd. Maria Luiza, 2 casos

  • SISMAR aciona justiça porque descontar salário sem decisão judicial é ilegal

    A Educação municipal de Araraquara está em greve sanitária em defesa da vida; uma servidora morreu e outros dois estão internados, todos eles infectados após o retorno das aulas O SISMAR está preparando uma ação coletiva, para mover perante a Justiça do Trabalho, exigindo o imediato ressarcimento dos dias parados descontados dos grevistas da Educação municipal de Araraquara. Este desconto é ilegal, pois estamos em greve sanitária, para preservar a saúde e a vida dos servidores diante do risco de contaminação pela Covid-19 nas escolas. Além da posição jurídica, o SISMAR vai denunciar os descontos ilegais também em todas as esferas políticas possíveis, porque é inadmissível que isso ocorra em meio a uma pandemia mortal como forma de desmobilizar uma greve e colocar servidores em risco nos locais de trabalho por um prefeito que diz representar o Partido dos Trabalhadores. A greve sanitária, ou greve ambiental, é um direito fundamental do trabalhador, defendida no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e prevista até na convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho (OIT): “Art. 13 — Em conformidade com a prática e as condições nacionais deverá ser protegido, de consequências injustificadas, todo trabalhador que julgar necessário interromper uma situação de trabalho por considerar, por motivos razoáveis, que ela envolve um perigo iminente e grave para sua vida ou sua saúde.” Por isso, o SISMAR vai buscar em juízo uma tutela de urgência para o ressarcimento imediato de todos os valores descontados ilegalmente. A greve sanitária é uma exceção na qual, mesmo havendo a suspensão do contrato de trabalho, não cabe desconto de salário por envolver a segurança e a vida dos servidores. O governo, se queria descontar os salários, deveria ter acionado a Justiça para que o judiciário avaliasse se a greve preenche ou não os requisitos necessários. Edinho está usando um meio ardiloso muito frequente entre os patrões desde a revolução industrial para desmobilizar grevistas, o desconto de salário. Assim, ele coloca o servidor em duas situações desesperadoras: ou vai trabalhar colocando a vida em risco ou fica sem pagamento. Vejam se isso é compatível com um prefeito que se diz democrata e que pretende fazer um governo com princípios socialistas, usando palavras dele! O resultado é que os servidores grevistas ficaram ainda mais revoltados e a greve continua com mais força do que nunca. Hoje, dia 5 de maio, após um mês de greve, o movimento ganhou muita força, atingindo mais de 30% da categoria. A morte da educadora Queli Fernandes, infectada após o retorno presencial das aulas na cidade, não sensibilizou o prefeito e sua equipe, mas mexeu profundamente com o sentimento dos servidores e eles decidiram aderir ao movimento para protegerem suas vidas.

  • Greve sanitária da Educação em Araraquara tem recorde de adesões

    Movimento ganhou força após a morte da educadora Queli Fernandes e segue na luta pela proteção da vida das pessoas e pela garantia de escolas seguras para todos Hoje, 5 de maio de 2021, dia que a greve sanitária da Educação municipal de Araraquara completa um mês, o movimento já registra recorde de adesões pela manhã com a participação de quase 30% da categoria, incluindo diretores e diretoras de unidades escolares. A greve foi decidida em assembleia da categoria com o único propósito de preservar a saúde e a vida dos servidores e de toda a comunidade escolar. Desde então, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT) só aceitou conversar com o Sindicato e com os grevistas uma única vez e foi taxativo: as escolas vão continuar abertas e atendendo alunos, mesmo que isso signifique a morte de algumas pessoas, entre elas servidores. Obviamente não aceitamos esta resposta. O movimento grevista está baseado em estudos científicos atualizados da USP e da Fiocruz que demonstram a falta de segurança no ambiente escolar neste momento da pandemia na cidade. Ao contrário do pensamento do prefeito, a luta da greve sempre foi para salvar vidas, todas. Nenhuma morte é aceitável. Ainda aguardamos a Prefeitura de Araraquara mostrar em quais estudos se baseia para abrir as escolas. Mesmo com todos os alertas do Sindicato e de cientistas, muitos servidores não aderiram à greve e a primeira fatalidade ocorreu, justamente com uma servidora que não tinha comorbidades e se protegia porque sabia da gravidade da doença e do poder de contaminação do vírus. Justamente em uma unidade considerada exemplar, nova, bem ventilada. Nesta unidade exemplar, 30% dos servidores se infectaram. Cadê a segurança prometida pela Administração? A mobilização ganhou força após a morte da educadora Queli Fernandes, muito querida entre os colegas e os pais dos alunos. A partir de agora, o SISMAR espera que a mobilização continue forte nos próximos dias, para que a Prefeitura entenda de uma vez por todas que os servidores não aceitam correr o risco, no local de trabalho, de pegar uma doença que pode matar ou deixar sequelado para o resto da vida (sequelas que estamos começando a entender e que afetam todos os sistemas do nosso organismo, inclusive o sistema nervoso). Entretanto, mesmo que a adesão ao movimento caia novamente a partir de amanhã, ainda assim, o SISMAR avisa que estará firme na luta, porque sabemos que estamos protegendo a vida das pessoas. A greve é um direito de todos os trabalhadores brasileiros e a greve sanitária é ainda mais protegida pela legislação, pois há risco à saúde e à vida. O Sindicato tomou todas as providências administrativas e jurídicas para garantir os direitos dos grevistas. Qualquer atitude da Prefeitura para punir grevistas é ilegal e demonstra claramente que este governo que se diz do Trabalhador não é diferente de qualquer outro quando se trata de lidar com os servidores. O desconto dos salários dos grevistas antes de levar a greve para a Justiça é um caso exemplar de ilegalidade. O SISMAR vai protocolar uma ação coletiva na Justiça exigindo o pagamento correto dos salários imediatamente (ainda hoje, mais informações sobre isso nos canais de comunicação do SISMAR). E, quando que a Prefeitura tiver que ressarcir cada um, quem pagará não será o prefeito, com dinheiro do seu bolso, mas sim os cofres públicos. Podemos tirar duas conclusões óbvias: 1- que o Edinho não está nem aí para o dinheiro público e 2- que o prefeito do PT não respeita nem trabalhadores em greve. Estamos nós por nós, com a ciência ao nosso lado.

  • SISMAR e movimento grevista da Educação prestam homenagem a Queli Fernandes

    Servidora faleceu de Covid-19 neste fim de semana; ela, o marido e os dois filhos se infectaram após o retorno das aulas presenciais em Araraquara Dirigentes do SISMAR e servidores municipais da Educação de Araraquara (que estão em greve sanitária desde o dia 5 de abril) prestaram uma homenagem, na manhã desta terça-feira, 4, à educadora Queli Fernandes, do CER Professor Dr. José Alfredo Amaral Gurgel, no Jd. Adalberto Roxo. Ela faleceu no último fim de semana devido a complicações causadas pela Covid-19, doença contraída após o retorno das aulas presenciais na cidade. Seu marido e os dois filhos também estão infectados. Nesta manhã, em frente à unidade em que trabalhava, Queli foi lembrada com muito carinho e tristeza pelos servidores, que deixaram flores e lindas mensagens para ela no portão do CER. A homenagem foi organizada, sem aglomerações e com todos utilizando as máscaras corretamente. O SISMAR mais uma vez manifesta suas condolências à família e deseja profundamente a mais pronta recuperação de todos. Infelizmente, todo o nosso empenho não foi suficiente para evitar a perda desta querida companheira, pois a Administração municipal não se sensibiliza, não se sente afetada e insiste em abrir as escolas, mesmo contra os inúmeros avisos dos cientistas e do Sindicato de que o retorno não era seguro e que causaria mortes entre servidores. A greve sanitária da Educação municipal é uma realidade em Araraquara, está em andamento desde o dia 5 de abril e tem como base estudos científicos da USP e da Fiocruz mostrando os claros riscos da abertura precoce das atividades presenciais nas unidades educacionais. O movimento, desde o início, é pela defesa da saúde e da vida das pessoas. A greve está protegendo os servidores que querem evitar o risco. Individualmente, ninguém poderia se negar a ir trabalhar, mas o SISMAR organizou a categoria e a greve foi deflagrada para que os servidores não sejam obrigados a correrem risco de vida desnecessário ao irem trabalhar. Os surtos de Covid-19 registrados em pelo menos quatro unidades nas duas primeiras semanas de aula em Araraquara comprovam o alto risco que os servidores estão correndo. Não podemos admitir nenhuma morte entre servidores da Educação, porque o trabalho pode e já foi feito de maneira remota, à distância, com todos protegidos em suas casas, como manda a ciência em tempos de pandemia. Aproveitamos para esclarecer que defendemos a suspensão imediata de aulas presencias com retorno ao ensino remoto, porém com apoio da Prefeitura para famílias com dificuldade de acesso (distribuição de tablets, chips de celular com internet, etc.) e apoio às famílias vulneráveis por meio da assistência social. Também queremos vacina para todos, sem restrição de idade para educadores e retorno presencial das aulas após controle da pandemia dentro dos parâmetros estabelecidos pela ciência (estudos da USP e da Fiocruz). Nenhuma morte é aceitável. Escolas fechadas, vidas preservadas.

  • Morre Queli Fernandes, primeira vítima do retorno às aulas em Araraquara

    Ela tinha 45 anos, não teve a chance de ser vacinada e foi obrigada pela Prefeitura a ir trabalhar presencialmente; outras 7 pessoas se contaminaram no mesmo local de trabalho e, mesmo assim, o governo Edinho insiste em manter escolas abertas O SISMAR e o serviço público de Araraquara estão em luto. Queli Fernandes, 45 anos, agente educacional da Prefeitura de Araraquara, morreu na manhã deste domingo, por complicações da Covid-19. Uma tragédia anunciada. Ela deixa o marido, também internado com covid-19, e dois filhos de 19 e 10 anos também infectados. O SISMAR se solidariza com a família e se coloca inteiramente à disposição para providências que forem necessárias. A morte de Queli era evitável, foi uma tragédia totalmente previsível, desnecessária e, por isso, não pode ser tratada como as outras 392 mortes por Covid-19 confirmadas em Araraquara desde o início da pandemia. Queli poderia estar viva cuidando de seus filhos e trabalhando, se a Prefeitura fosse responsável, ouvisse a ciência e mantivesse fechadas as escolas até o controle da pandemia, como pedem o SISMAR e os servidores em greve desde o dia 5 de abril. Queli e os demais servidores municipais da Educação foram obrigados pela Prefeitura de Araraquara a voltar ao trabalho presencial a partir do dia 5 de abril, mesmo com os alertas de cientistas e do SISMAR de que o retorno não era seguro e provocaria infecções e mortes entre os servidores e toda a comunidade escolar. Os alunos retornaram a partir do dia 12. Depois disso, todos os dias algum servidor se contaminou, duas servidoras foram internadas e a Queli morreu, além de dezenas de alunos contaminados no mesmo período. Não é bola de cristal, é ciência. O SISMAR e os vários especialistas ouvidos pelo Sindicato alertaram desde o início: retornar as aulas não é seguro, vão ocorrer surtos, servidores vão morrer e a pandemia vai piorar na cidade toda. O SISMAR vai denunciar a morte da servidora aos órgãos competentes para apuração dos fatos e punição dos responsáveis. A revolta dos servidores é maior do que nunca e a greve continua com muita força para impedirmos que mais mortes ocorram. E, infelizmente, outros servidores morrerão se as escolas continuarem abertas. Como dizemos desde o anúncio do retorno presencial nas escolas: Nenhuma morte é aceitável. Escolas fechadas, vidas preservadas!

  • Especialistas falam sobre a greve, a covid-19 e a Educação

    Coleção de vídeos publicados pelo SISMAR com os especialistas convidados que participam da assembleias virtuais durante a greve dos servidores municipais da Educação

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