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  • SISMAR denuncia elaboração do estatuto dos servidores de Araraquara e deixa comissão

    Sindicato não será conivente com o fato de a legislação mais importante da carreira dos servidores estar sendo feita por cargos de nomeação política, com a finalidade óbvia de favorecer a Administração e precarizar ainda mais as relações de trabalho para os novos servidores O SISMAR comunica que se retirou definitivamente, nesta quinta-feira, 29, da comissão criada para elaboração do Estatuto dos Servidores Municipais de Araraquara. A decisão foi tomada porque ficou claro, com o passar das reuniões, que a comissão tem a única e exclusiva missão de favorecer os interesses da Administração e o SISMAR não vai compactuar com isso, do mesmo modo que não compactuou com o PCCV que veio destruir a carreira dos servidores municipais. Os problemas já começam na formação da comissão: a maioria dos membros é de cargos de nomeação política e sem conhecimento técnico. A condução dos trabalhos da comissão, como podemos avaliar logo nas primeiras reuniões, tem o propósito claro de precarizar ainda mais as relações de trabalho dos novos servidores, ao invés de garantir proteção. Embora existam servidores sérios e comprometidos como membros, o SISMAR entende que a comissão é essencialmente um instrumento legitimador de mais uma perversidade do atual governo contra o funcionalismo público de Araraquara, tanto pela limitação técnica, quanto por não representar efetivamente a categoria e também pela condução impositiva daqueles que têm compromisso com os interesses nada nobres da Administração. O SISMAR protesta veementemente, portanto, contra os rumos e propósitos que degradam e reduzem a pó os direitos históricos e garantias básicas aos novos servidores e RETIRA-SE DEFINITIVAMENTE DA COMISSÃO DO ESTATUTO, reiterando o seu posicionamento em favor da valorização e da não precarização das relações entre a Administração Municipal e o funcionalismo público que, historicamente, a carrega nas costas.

  • Prefeitura esconde surto de Covid-19 em mais duas escolas e mantém unidades funcionando

    Já são cinco unidades com dois ou mais casos confirmados, mas só três foram interditadas; Caic Rubens Cruz e EMEF Waldemar Safiotti seguem abertas, mesmo com seis alunos infectados Pelo menos quatro alunos da EMEF Waldemar Safiotti e mais dois do Caic Rubens Cruz, em Araraquara, testaram positivo para Covid-19 nos últimos dias. Apesar disso, as duas unidades municipais seguem abertas nesta quarta-feira, 28, contrariando o decreto da Prefeitura que prevê a interdição do local. Três unidades já foram fechadas por surto da Covid-19 esta semana, a EMEF Henrique Scabello, no Hortênsias, e os CERs do Adalberto Roxo e da Vila Xavier. Uma das servidoras infectadas após a volta às aulas está internada. Para protegerem suas vidas, os servidores da Educação municipal de Araraquara estão em greve desde o dia 5, quando a Prefeitura determinou o retorno do trabalho presencial nas unidades. A reabertura contraria as evidências científicas que mostram que as escolas não são ambiente seguro ainda neste momento da pandemia, mesmo após a redução da contaminação devido ao correto lockdown realizado na cidade. Estudos da USP e da Fiocruz estabelecem parâmetros para a reabertura segura das escolas, mas Araraquara ainda não atingiu os números indicados pelos pesquisadores para poder fazer a retomada das aulas sem risco para servidores e alunos. A cada dia que passa, desde o retorno presencial das atividades da Educação, mais e mais servidores e alunos adoecem de Covid-19. Chega a ser inexplicável que um governo do Partido dos Trabalhadores atue contra tudo e contra todos para poder abrir escolas. Até mesmo a presidente do Partido, Gleise Hofmann, já se posicionou contrária à volta às aulas. O SISMAR já convidou três doutores, especialistas na área da Saúde, para participarem das assembleias da categoria e todos foram bem claros: não é seguro voltar as aulas presenciais neste momento. E ponto. Por outo lado, a Prefeitura não apresentou nenhum estudo científico para defender que é seguro abrir as escolas. Não apresentou, porque não tem ninguém sério que defenda o retorno. A categoria continua em greve e o Sindicato é bem claro: nenhum servidor da Educação municipal de Araraquara deve ir trabalhar. Estamos em greve para proteger a vida de todos. Você não é obrigado a se expor. Se está com medo, venha para a greve. Assine a lista de presença e não vá trabalhar. Venha fortalecer o grupo que luta por você.

  • Nota de repúdio ao crime de agressão cometido contra servidores no exercício de suas funções

    O SISMAR vem a público repudiar com veemência qualquer ato de agressão e violência, especialmente os atos cometidos na última segunda-feira, dia 26, contra um médico, um enfermeiro e um agente administrativo, durante o exercício de suas funções, na UMED da Prefeitura de Araraquara, Unidade que realiza consultas em atenção especializada e exames de imagem. O marido de uma paciente entrou na unidade com um pedaço de madeira na mão e agrediu o médico e o enfermeiro, sua esposa agrediu o agente administrativo, alegando assedio sexual durante a consulta. Ela já é paciente deste mesmo médico desde 2019 e nunca houve qualquer tipo de acusação muito menos denúncia contra ele nem feitas por ela e nem por qualquer outra pessoa. Todos foram parar na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) onde foi aberto um inquérito policial e o caso será investigado. O Assédio sexual é um crime perverso que atinge muito mais mulheres do que se pode imaginar por todo o mundo, especialmente no Brasil e que deve ser combatido com seriedade e responsabilidade. Acusações falsas podem destruir a vida do acusado e, neste caso, nenhum dos servidores envolvidos têm contra si qualquer coisa que os desabone. São servidores idôneos, concursados, cumpridores de suas funções e jamais foram sequer acusados. O sindicato está acompanhando o caso e acionou o escritório de advocacia conveniado Alberice Vanalli Carvalho Advogados Associados para acompanhar os depoimentos e assegurar que o casal fosse qualificado como agressores a servidores públicos no exercício da função, o que é crime. Não podemos admitir qualquer tipo de violência física contra pessoas como meio para resolver problemas, a humanidade já superou isso há séculos. Em uma sociedade democrática, em caso de crime, quem vai punir o criminoso é a Justiça, assim como o Sindicato deseja que seja feito com os agressores dos servidores. A paulada, a briga, o chute, são armas da ignorância e não levam à solução de nada, somente trazem mais problemas, exatamente como neste caso.

  • Terceira escola fechada em 15 dias por surto de Covid-19 em Araraquara

    Ainda dá tempo de aderir à greve sanitária; situação é tensa e dramática com ocupação de leitos de UTI em 98% Depois da interdição de dois CERs, do Adalberto Roxo e da Vila Xavier, nesta segunda, dia 26, desta vez foi interditada a EMEF Henrique Scabello, no Jardim das Hortênsias, a partir de hoje, dia 27. A Prefeitura não divulgou informações até o momento sobre quantos e quais alunos ou servidores estavam infectados na unidade e nem se tinham sintomas ou não. Porém, como a escola fechou, sabemos que pelo menos três pessoas que frequentaram a unidade por 15 dias estão infectadas com covid-19. Quantas pessoas será que eles contaminaram? Será que foi você, seu colega, ou será que foi aquele entregador que vai na sua porta amanhã? Diante destes fatos, o SISMAR insiste: Nenhum servidor da Educação municipal de Araraquara deve ir trabalhar por enquanto. O setor está em greve sanitária desde o dia 5 de abril. A greve é aberta a todos os servidores da Educação que quiserem se proteger, é pela proteção da vida das pessoas, a sua, a de todos da comunidade escolar e a de todas as nossas famílias. Não se exponha, não exponha sua família e a de seus alunos ao risco, venha para a greve. Assista a assembleia virtual às 9h e às 16h, assine a lista de presença e não vá trabalhar, sua vida está em perigo. O SISMAR tomou todas as providências jurídicas e administrativas para garantir o direito de greve a todos. Não houve desconto no pagamento do tíquete feito quando a greve já estava em andamento há duas semanas e não pode haver desconto de salário sem decisão judicial que autorize o Prefeito a fazer isso. E essa decisão judicial só acontece se a Prefeitura levar a greve para a Justiça, o que ainda não ocorreu. O ideal é que cheguemos a um acordo sem necessitar da Justiça. Mesmo assim, se o caso for para a Justiça, os dias parados serão o primeiro objeto de negociação e na maioria dos casos temos sucesso neste acordo, seja com abono desses dias ou com reposição planejada. De qualquer modo, preservar a vida ainda é mais importante do que qualquer desconto pontual de salário que possa haver no futuro, ou não precisamos estar vivos para usufruir do dinheiro? A greve é pela vida. Vacina no braço e comida no prato.

  • Quantas mortes serão necessárias para o cancelamento das aulas presenciais?

    Surtos de Covid-19 em Araraquara confirmam que retornar aulas não é seguro; Dois CERs já foram interditados, um deles com mais de 20% dos servidores infectados Exatamente conforme previsto pelo SISMAR e pelos cientistas ouvidos pelo Sindicato, Araraquara registra surtos de Covid nas escolas municipais após retomada das aulas presenciais, neste mês de abril. Dois CERs já foram interditados por sete dias a partir de hoje, 26: CER José Alfredo do Amaral Gurgel, no Jardim Adalberto Roxo, com mais de 20% dos servidores contaminados (7 infectados, entre 30 servidores), e o CER Eloá do Valle Quadros, na Vila Xavier, com outros dois casos confirmados. Todos eles estavam com a doença há pelo menos 7 dias, e transmitindo o vírus. Não é possível saber se estes nove servidores infectados não contaminaram outras pessoas, seus colegas, alunos ou familiares. Outros casos virão à tona no decorrer da semana e mais unidades podem ser interditadas. Casos no paço municipal estão chamando a atenção e serão investigados pelo Sindicato. Outros 55 servidores municipais da Educação de Araraquara também tiveram teste positivo, segundo a Prefeitura, mas eles já não estavam mais transmitindo o vírus. Isso significa que eles tiveram a doença e não souberam. Quantas pessoas eles podem ter contaminado anteriormente por serem assintomáticos (que têm a doença sem sintomas, mas transmite do mesmo jeito)? Após estes surtos na cidade, a pergunta que fica é: quantas mortes serão necessárias para que a Prefeitura cancele o retorno presencial das aulas em Araraquara? Poucos testes A testagem de covid-19 nos servidores é importante. Mas não adianta nada testar uma vez só, já que todos estão sujeitos a contaminação após os testes. A testagem tem que ser periódica. O ideal, de acordo com especialistas, é de três em três dias, mas pode ser uma vez por semana, pelo menos. Ou seja, a testagem em Araraquara feita uma só vez antes do retorno presencial dos alunos é só encenação para dar uma enganosa sensação de segurança. A Prefeitura só refez testes nos servidores das unidades visitadas pelo SISMAR. E foi com esta segunda testagem que os surtos nos dois CERs foram descobertos, provocando as interdições por uma semana. O SISMAR faz um apelo aos servidores: não omitam casos. Isso não protege a Prefeitura, nem seus colegas e nem você. Pelo contrário, omitir informações pode piorar muito o quadro de contaminações. Não é bola de cristal, é ciência O SISMAR ouviu especialistas como o Dr. Domingos Alves, professor e pesquisador da USP, que estuda a Covid-19 desde o início da pandemia, e o médico infectologista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Ulysses de Matos. Ambos foram claros ao dizer que o retorno das aulas presenciais em Araraquara neste momento da pandemia não é seguro. Dr. Domingos Alves tem um estudo feito a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) mostrando que, para que as aulas possam voltar, a pandemia precisa estar muito mais controlada do que está hoje em Araraquara. Outro estudo científico, este da Fiocruz, também aponta que os números da pandemia precisariam estar muito menores para que seja considerado seguro retornar as aulas presenciais. A Prefeitura diz estar seguindo a ciência, mas não apresentou nenhum estudo comprovando que o retorno é seguro. Por isso, repetimos a pergunta: quantas mortes serão necessárias para que a Prefeitura cancele o retorno presencial das aulas em Araraquara? Exatamente o contrário Mesmo com os casos alarmantes, a Prefeitura emitiu nota que foi reproduzida por boa parte da imprensa dizendo que as interdições dos CER garantem a segurança dos servidores e alunos. Pois, é exatamente o contrário. As interdições mostram claramente que as escolas não são ambientes seguros neste momento da pandemia. O que está protegendo os servidores neste momento é a greve sanitária. Ou vamos aceitar que alguns servidores morram para poder deixar as escolas abertas? Quantos? Quantas mortes serão necessárias para que a Prefeitura cancele o retorno presencial das aulas em Araraquara?

  • Teste aponta que 2,3 mil pessoas podem estar com covid-19 em Araraquara

    Se 1% dos assintomáticos testados estavam positivados para a doença, pelo menos 70, dos 7 mil servidores municipais também devem estar. Será que é você ou seu colega da mesma unidade? A testagem obrigatória realizada em 600 pessoas do comércio de Araraquara detectou 6 doentes de covid-19 assintomáticos (1%). São pessoas que não desenvolvem os sintomas da doença, mas que transmitem o vírus do mesmo jeito. Ampliando a conta, 1% da população de Araraquara são 2,3 mil pessoas. Esta testagem dos assintomáticos prova que muita gente tem o vírus e não sabe. E estas pessoas, como não sabem que estão contaminadas, estão indo trabalhar, estão levando os filhos à escola, estão circulando pela cidade e provavelmente contaminando outras pessoas. Considerando este percentual de 1%, podemos supor que pelo menos 70 servidores municipais de Araraquara estão contaminados e não sabem (calculando em cima de um total aproximado de 7 mil servidores). Cada um tem a capacidade de contaminar mais oito pessoas: já seriam 560 pessoas. Se cada uma delas contaminar mais oito, já seriam 4.480 pessoas, mais de 4 mil famílias em risco. E se for você? E se for seu colega de unidade? Quanto vale este risco? Se tiver um tubarão na praia e tiver 2 mil pessoas dentro da água, você entra também? Lembrando que basta um contato para se contaminar. E basta uma contaminação para morrer ou matar alguém. Você está disposto a correr este risco? Outras perguntas: as crianças em vulnerabilidade devem ser expostas ao risco de se contaminar e ainda contaminar a família e matar todos? Ou devem ser atendidas em todas as suas necessidades com segurança pela assistência social sem exposição ao risco? Aliás, o prefeito Edinho Silva fala das famílias vulneráveis, mas nunca apresentou um relatório detalhado sobre isso: quem são, em que bairro se concentram, quais são as vulnerabilidades, o que mudou para cada uma com a pandemia? Diariamente, a secretária municipal da Saúde de Araraquara, Eliana Honain, alerta: “o vírus está circulando pela cidade.” Por que, então, colocar servidores, alunos e familiares em risco? O próprio prefeito disse em muitas ocasiões que a defesa da vida das pessoas tinha que estar acima de todo o resto. Mas, os servidores do grupo de risco só estão afastados graças a uma ação judicial movida pelo Sindicato. Se dependesse do prefeito, eles já estariam trabalhando presencialmente também. Greve da Educação Os servidores da Educação foram convocados a retornar ao trabalho presencial desde o dia 5 de abril. Desde então eles se organizaram contra o retorno, com apoio total do SISMAR. A ciência mostra que as escolas não são ambientes seguros neste momento da pandemia. Devido a isso tudo, baseados na ciência, em estudos da Fiocruz e da USP, para proteger os servidores que não querem expor suas vidas a risco, o SISMAR organiza os servidores da Educação em greve e mantém seus esforços na Justiça para preservar a saúde e a vida de todos. Quer proteger sua vida, a dos seus alunos e das famílias deles? Venha para a greve. Quer aderir? Não vá trabalhar, assista à assembleia virtual às 9h e às 16h e assine a lista de presença todos os dias. Para mais informações científicas sobre o assunto, assista aqui.

  • Santa Casa de Araraquara cancela ampliação de leitos UTI por falta de insumos para internação

    Estoque dá para os próximos 10 dias; cirurgias eletivas e não urgentes também foram canceladas A falta de insumos relacionados a internações por covid-19 na Santa Casa de Araraquara levou o hospital a cancelar a ampliação de oito leitos de UTI, segundo informações da assessoria de imprensa da entidade. O estoque dos insumos durará mais dez dias a partir desta quinta-feira, 15. A ampliação significaria praticamente dobrar a capacidade de atendimento de UTI covid da Santa Casa, que hoje oferece 10 leitos UTI, todos ocupados. “Não estamos conseguindo comprar os bloqueadores neuromusculares (rocurônio, atracúrio) e também os sedativos (fentanila, midazolan e propofol). Quando encontramos os preços são abusivos”, completa a nota da Santa Casa enviada a este jornalista pela assessoria. A alternativa tem sido participar de compras junto com o governo estadual e outras santas casas e entidades. “Trabalhamos fortemente junto aos fornecedores e participamos da ata de compra do Governo Estadual. Também por meio da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo estamos participando do processo de importações para comprar medicamentos para mais 30 dias.” A demanda pelos medicamentos do “kit intubação” cresceu exponencialmente com a demanda por pacientes graves para UTI Covid desde fevereiro em todo o país. Estes medicamentos também são utilizados no centro cirúrgico, UTI geral e urgência e emergência, para qualquer necessidade de intubação. No Amazonas, no auge da crise sanitária naquele estado, pacientes chegaram a ser intubados sem sedativos, amarrados, por causa da falta destes mesmos insumos. Apesar da queda da contaminação em Araraquara em função do lockdown, desde meados de fevereiro, no pico da segunda onda da pandemia, a ocupação de leitos UTI em Araraquara não fica abaixo de 80%, segundo dados da Prefeitura. Em parte, isso pode ser resultado de a nova cepa (p.1) exigir internações mais longas, mas também há a questão da falta de leitos em outras cidades que acarreta na transferência destes pacientes para Araraquara. Hoje, 55% dos pacientes internados em UTI na cidade são de outros municípios. A taxa de ocupação destes leitos de UTI em toda rede pública e privada de Araraquara é de 90%.

  • Testes acusam mais de 10 casos de Covid-19 entre servidores da Educação em três dias

    Estes foram apenas os casos que informaram espontaneamente o Sindicato, mas deve haver muito mais gente nessa condição; número prova que não há segurança para abrir as escolas em Araraquara e a greve continua Nos três primeiros dias da Educação municipal de Araraquara em atividade presencial esta semana (5, 6 e 7 de abril), pelo menos onze servidores tiveram resultado positivo para Covid-19. Este foram apenas os casos comunicados espontaneamente ao Sindicato, o número real deve ser muito maior. Todos estavam assintomáticos. Eles não se contaminaram nas escolas, porque o trabalho presencial começou nesta segunda-feira, mas estavam indo nas unidades e podem ter contaminado outras pessoas. Além disso, outros servidores que não foram testados podem estar assintomáticos e transmitindo o vírus. A identificação destes casos assintomáticos é a prova do risco que todos estão correndo ao retornar presencialmente às unidades. Somos solidários e compreendemos o sofrimento das crianças e das famílias sem escola há um ano. Os servidores da Educação trabalharam dobrado neste ano e se dedicaram para tentar reduzir esta distância e minimizar o impacto do fechamento das unidades, justamente pela consciência do transtorno que é uma escola fechada. Queremos que as escolas possam abrir o mais rápido possível, porque entendemos o papel da escola principalmente na vida das famílias mais vulneráveis. Mas, a reabertura não pode ser feita a qualquer preço, muito menos se o preço a ser pago for a vida de alguém. Se há famílias em dificuldade neste momento não é por culpa dos servidores que querem preservar suas vidas, é porque o governo federal ignorou a pandemia, não comprou vacinas e não garantiu auxílio digno que permita às pessoas ficarem em casa, o governo estadual está mais preocupado com as eleições do que em controlar a pandemia e o governo municipal aposta que havendo leitos disponíveis está tudo bem. Quem precisa cuidar do povo são os governos, e não mandando servidores para a morte, mas com ajuda financeira para todos poderem fazer o devido isolamento social. Tem dinheiro e vontade política para tanta coisa, porque não tem para pagar auxílio? Diversas cidades, em pelo menos 14 estados, pagam auxílio emergencial municipal para seus moradores. Aproveitamos para agradecer a todos que valorizam realmente a educação e reconhecem a importância dos estudos na vida das pessoas. Agradecemos àqueles que preferem a sabedoria e o conhecimento em vez de se orgulhar de serem ignorantes, aos que valorizam o ensino de História, por exemplo, para que as barbaridades do passado não se repitam no futuro e aos que reconhecem a grandeza das universidades públicas, que tanto têm colaborado com a saúde pública e para que a vacina chegue aos brasileiros. A greve da Educação em Araraquara continua. Esperamos que a Prefeitura siga a ciência e tome suas decisões considerando a saúde e a vida de todos.

  • Porque a Educação está em greve em Araraquara?

    É possível lidar com o problema das famílias em vulnerabilidade social, que é real e muito sério, e ainda assim manter as escolas fechadas para preservar a vida de todos O lockdown realmente funcionou em Araraquara. Derrubou os números de forma contundente. Mas, calma lá! Nós ainda não controlamos a pandemia na cidade. Ainda temos média superior a 50 casos novos de Covid-19 por dia. A doença está matando um em cada 50 contaminados. Então, teremos, em média, uma morte por dia na cidade causada por esta doença. Isso, por acaso, é aceitável? Mesmo que seja uma vítima só, pergunto: Quem? Quem você acha que pode morrer para que as escolas abram e acolham as crianças vulneráveis? Que tal se a próxima vítima for você, sua mãe ou seu filho? Se você soubesse que na sua unidade alguém vai morrer este mês, você iria trabalhar mesmo assim? Conduzir a pandemia com base no percentual de positivados e fechar se der mais de 30% é normalizar e compactuar com a morte. Ninguém é um número, somos pessoas. Quem morre não é mais um ou mais dois CPFs, é a Maria, o Pedro, o João, gente que tem pai, mãe, que tem filhos, amores, tem quem dependa deles para viver. Nenhuma morte é aceitável! Nenhuma! A covid-19 não tem cura nem tratamento e a morte é inevitável para um em cada 50 doentes. Então, não dá para ficar brincando de roleta russa para ver se dá sorte e, “se Deus quiser”, quem morre é o outro. Não podemos aceitar que todo dia morra alguém da cidade para que o comércio, as escolas, os templos ou os salões de beleza funcionem. Repito a pergunta: quem pode morrer para que você possa ir trabalhar presencialmente? “Ah, mas as pessoas estão passando fome.” Pois é. Isso é terrível. Não pode acontecer. Mas, um bom auxílio emergencial conteria este problema. E dinheiro tem. Você sabia que o Brasil só gasta metade do que arrecada no ano inteiro? Sim, a outra metade o governo usa para pagar uma dívida que ninguém sabe direito qual é. Sim, metade de tudo que o País arrecada, vai para pagar dívida com alguém que ninguém sabe direito quem é. Enquanto a fome cresce no País, os ricos ficam mais ricos. Não venha me pedir para os servidores morrerem pelo comércio, enquanto alguns poucos indivíduos enriquecem às nossas custas e ainda querem passar na frente na fila da vacina! “Ah, mas o prefeito não manda no governo federal.” É verdade. Só que, em Araraquara, a Prefeitura fez dívida de R$ 53 milhões com a Caixa para a “modernização da iluminação pública”. Com esse valor, daria para pagar auxílio de R$ 600 para 7 mil famílias por um ano inteiro e ainda sobrava para comprar pacote de dados para os alunos poderem fazer aulas on line. Sabemos que esse dinheiro, especificamente esse das lâmpadas, não pode ter destinação alterada, mas porque não fazer R$ 50 milhões em dívidas novas para pagar o auxílio para quem precisa, sem ter que mandar servidor para morte? Em resumo, ainda estamos em pandemia porque os governantes não querem ajudar o povo, querem é salvar as empresas e os seus mandatos, mesmo que o povo morra. Se quisessem nos salvar, já tinham feito. Agora, o interesse deles é com a economia. Então, na cabeça deles, toca abrir escolas, porque alguém precisa ganhar dinheiro, mesmo que eu, você ou o amor da sua vida tenhamos que morrer para isso. A greve dos servidores da Educação de Araraquara é pela vida. E não venha comparar os profissionais da educação com os da saúde. A diferença começa no treinamento que cada um recebe desde os estudos iniciais da sua função. Os profissionais da saúde, de técnicos a médicos, são orientados e treinados durante toda sua formação a se protegerem de contaminações. Os da Educação nunca tiveram essa aula. Aliás, os profissionais da Educação estão sendo obrigados a irem trabalhar presencialmente sem qualquer treinamento sobre EPI, sobre situações que podem ser perigosas em termos de contágio nas escolas. Nem EPI correto em quantidade suficiente tem. Por tudo isso, por não aceitar trabalhar em condições sanitárias precárias, por não aceitar correr risco de morte ao ir trabalhar, por não ter segurança no local de trabalho, por saber que a Prefeitura pode resolver o problema das famílias de outra forma, os servidores municipais da Educação de Araraquara estão em greve para preservar vidas, baseados na ciência.

  • Poucos, mas unidos e preservando suas vidas baseados na ciência

    Servidores municipais da Educação de Araraquara seguem em greve contra o retorno presencial das atividades neste momento da pandemia; adesão foi baixa, mas quem aderiu está seguro que é a única maneira de proteger a saúde e a vida, sua e de seus familiares Ainda é baixa a adesão à greve dos servidores municipais da Educação de Araraquara contra o retorno presencial das atividades neste momento da pandemia. Porém, baseados em estudos científicos, em evidências, os grevistas sabem que voltar ao trabalho presencialmente nas unidades agora significa risco de contaminação pela Covid-19 e que isso pode resultar na sua morte, ou de algum familiar próximo. A greve foi decidida no sábado, dia 3, antes do almoço. Todos os veículos de comunicação da cidade anunciaram a greve. A Prefeitura foi comunicada formalmente desde sábado, por e-mail. Porém, até às 17h20 de hoje, dia 5, o SISMAR ainda não foi procurado pela Prefeitura para dialogar. Assim, pelo desejo de continuar vivo, e pelo silêncio da Prefeitura diante da greve, a paralisação continua e nenhum servidor da Educação deve ir trabalhar presencialmente amanhã, dia 6, sob risco de se contaminar no local de trabalho e “vir a óbito”, como dizem. É claro que muitos vão trabalhar, cada um por seu motivo. Mas todos que quiserem se preservar estão amparados pelo Sindicato. Durante a greve, o SISMAR fará duas assembleias diárias, uma às 9h e outra às 16h, sempre pelo link www.facebook.com/sismar.org/live. Cada uma tem uma LISTA DE PRESENÇA DA ASSEMBLEIA que deve ser assinada por quem estiver presente (virtualmente). A cada dia de greve, uma LISTA DE PRESENÇA NA GREVE ficará disponível durante todo o dia (das 9h, às 16h). Todos os servidores que fizeram greve precisam obrigatoriamente assinar essa LISTA DE PRESENÇA NA GREVE. Dados e informações científicas Em Araraquara, 385 crianças com menos de 9 anos de idade já tiveram covid-19, de acordo com os dados da Prefeitura. Isso com as escolas fechadas o ano todo. E este número deve ser muito maior, porque na maioria das vezes as crianças não desenvolvem sintomas. Cada pessoa infectada, pode passar o vírus para outras 6 pessoas, conforme publicado por seis pesquisadores do Centers for Disease Control and Prevention (Centro para Controle e Prevenção de Doenças), principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos. Essas crianças, potencialmente, infectaram 2.310 pessoas. Quantas morreram? Quem foi que morreu? E se fosse você, sua mãe, seu filho? Temos, hoje, 5 de abril, 15 leitos de UTI e 44 de enfermaria disponíveis em Araraquara. Mas ter leitos não é garantia de nada, só garante que você não vai morrer na rua ou em casa, vai ser no hospital. É verdade que a média de mortes em Araraquara caiu muito após o lockdown, mas precisamos lembrar que, no estado de São Paulo, sete em cada dez pacientes intubados, morrem, segundo estudo da Fiocruz (https://www.poder360.com.br/coronavirus/88-dos-intubados-com-covid-em-fevereiro-morreram-no-brasil/). Quando pensamos que podemos ser nós a morrer, nenhuma morte é aceitável, correto? Além disso, as sequelas em quem sobrevive, mesmo em quem teve pouco ou nenhum sintoma, já são terríveis, como redução da capacidade cognitiva, e podem ser piores, porque ainda não conhecemos os efeitos da doença após longo prazo. E as famílias? Para trocar as lâmpadas da cidade, a Prefeitura de Araraquara fez dívida de R$ 53 milhões só com a Caixa Econômica Federal. Com esse dinheiro, daria para pagar ajuda mensal de R$ 600 para mais de 7,3 mil famílias por um ano inteiro. É assim que a Prefeitura poderia manter as escolas fechadas e resolver o problema dos pais que não tem com quem deixar os filhos. O governo federal também deveria garantir auxílio para as famílias, mas preferiu ajudar os bancos e ainda por cima não comprou vacinas a tempo.

  • Assembleias diárias da greve da educação em Araraquara

    Acompanhe diariamente às 9h e às 16h, informações sobre o andamento da greve, das negociações e a adesão ao movimento. Neste link: www.facebook.com/sismar.org/live

  • Araraquara: Servidores municipais da Educação farão greve contra o retorno presencial

    Profissionais não aceitam colocar sua saúde e vidas em risco; Esperamos que a Prefeitura siga a ciência e volte atrás na decisão de mandar servidores para trabalho presencial neste momento Os servidores municipais da Educação de Araraquara estão em greve a partir do dia 5 de abril de 2021. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada pela categoria na manhã deste sábado, 3, com organização do SISMAR. Nenhum servidor da Educação de Araraquara, portanto, deve ir ao trabalho na segunda-feira, dia 5. O risco de contaminação por Covid-19 existe, é alto e pode matar você e outras pessoas que você ama. Clique e leia a carta aberta à população de Araraquara sobre a greve. O SISMAR tomará todas as providências e comunicará a decisão da categoria imediatamente à Prefeitura e aos órgãos de defesa dos trabalhadores, como Ministério Público do Trabalho e a Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), para que possamos chegar a um acordo em relação ao retorno presencial só quando houver segurança para todos. Veja aqui a Notificação feita à GRTE Veja aqui a notificação feita à Prefeitura Segundo o professor Domingos Alves, do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, que pesquisa a Covid-19 desde março de 2020, reabrir as escolas, mesmo que com poucos alunos, vai agravar a pandemia (veja vídeos aqui). A Prefeitura de Araraquara deve saber disso, pois decretou lockdown e viu os números da contaminação caindo na cidade. Não podemos colocar a vida de ninguém em risco. Não há explicação razoável para exigir retorno presencial ao trabalho neste momento. Ou os servidores resistem a isso, ou vão se expor ao risco de se contaminar, morrer e matar outras pessoas. Dúvidas: Qual o motivo da greve? Determinar trabalho presencial neste momento para servidores que já cumprem suas funções à distância coloca não só os servidores da Educação, mas toda a comunidade escolar, incluindo alunos e familiares. A greve é porque há risco de morte. Quem está no estágio probatório pode fazer greve? Pode e deve. Todos os trabalhadores estão amparados pela lei de greve, mesmo que seja no período probatório. Posso perder prêmio ou ter algum desconto por causa da greve? Sim. Mas não necessariamente. Os dias parados sempre são negociados no fim da greve e, em muitos casos, eles são abonados ou podem ser repostos em momento oportuno. A questão é que a sua vida e a de seus familiares é mais importante do que parte do seu salário. Como devo proceder nos dias de greve? Não vá ao trabalho, não atenda celular e não responda mensagens de superiores. Acompanhe de perto a mobilização pelo facebook e pelo site oficial do SISMAR (www.sismar.org). é muito importante que os servidores em greve assinem diariamente a lista de presença que estará disponível nestes mesmo canais.

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