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  • Servidores acumulam R$ 300 mil de inadimplência com planos de saúde pelo SISMAR

    Sindicato alerta que os planos são cancelados individualmente já no atraso da segunda mensalidade; pelo menos 40 servidores correm esse risco já neste dia 19 e mais 360 ainda não pagaram o mês de fevereiro Com inadimplência acumulada em R$ 300 mil, o SISMAR alerta os servidores que têm o plano de saúde pelo Sindicato: os planos serão cancelados individualmente já no atraso da segunda mensalidade. Quem não teve o desconto em folha em janeiro ou fevereiro, ou os dois, deve solicitar os boletos pelos e-mails: leticia.sismar@outlook.com ou greice.sismar@gmail.com ou natalia.sismar@hotmail.com Em virtude do lockdown, o SISMAR está fechado (veja aqui como ser atendido nesse período). Os pagamentos deverão ser realizados em lotéricas ou por aplicativo de bancos. Pelo menos 40 servidores não pagaram as mensalidades de janeiro e estão com as de fevereiro ainda abertas. O prazo final para o pagamento da mensalidade de fevereiro é dia 19. Ou seja, esses 40 servidores correm o risco de terem o plano cancelado se não realizarem o pagamento até dia 19. Outros 360 servidores ainda não pagaram a mensalidade de fevereiro. É a soma de todas essas mensalidades não pagas que levaram a inadimplência à casa dos R$ 300 mil. Como o plano da Unimed do SISMAR é solidário, o SISMAR paga a totalidade do plano para a Unimed, mesmo que os servidores não paguem seus boletos. Ou seja, o prejuízo fica nas costas do Sindicato, não da Unimed. Se a inadimplência continuar nesse patamar, corre-se o risco de o Sindicato não conseguir manter o pagamento e ter que romper o convênio com a Unimed. Neste caso, todos saem perdendo. Portanto, confira mensalmente seu holerite e verifique se o seu plano de saúde foi descontado em folha. Caso não tenha havido o desconto, entre imediatamente em contato com o SISMAR pelos e-mails mencionados acima.

  • Exaustos e enterrando parentes: O fardo de ser servidor municipal na pandemia

    Pouca gente enxerga, mas os servidores públicos estão há um ano expondo suas vidas e de seus familiares para proteger a vida de toda a população; mesmo assim, são atacados e desvalorizados pela comunidade e pelo governo Alvos constantes de críticas por parte da população, nesta pandemia os servidores municipais pagam com suas vidas e com a vida de seus familiares o preço de terem escolhido esta categoria. São eles que estão nas UPAs, nas ambulâncias, nos postos de saúde, mas também nas fiscalizações, na Casa Transitória, cuidando da segurança, do trânsito, evitando a dengue, e trabalhando na retaguarda para que a cidade e os serviços públicos não parem durante a pandemia e você possa viver a sua vida, mesmo que confinado. São os servidores municipais, que muitas vezes são chamados de vagabundos e privilegiados, que estão na linha de frente, combatendo a doença cara-a-cara e tentando proteger você. Faz quase um ano inteiro que os servidores estão em alerta máximo, trabalhando em um ritmo insuportável, para tentar segurar o avanço da Covid-19 na cidade e para manter funcionando os serviços que a população necessita. Mas eles não são heróis, são pessoas de carne e osso, e sentimentos. São pessoas que estão afastadas de seus parentes há quase um ano, porque o risco de contaminação é muito grande. Pessoas que assistem a morte, a morte pela asfixia, sem amigos ou parentes para confortar a vítima. Vivenciar isso tem consequências sérias para os servidores, do ponto de vista psicológico. São pessoas que ainda ouvem xingamentos e são agredidas por quem não acredita na doença ou por quem se acha no direito de desrespeitar as normas de segurança. Como pessoas, e não heróis, nesse cotidiano alucinante, muitos servidores adoeceram, foram contaminados, alguns morreram, outros enterraram pais, mães, parentes. Isso acaba com qualquer um. E, mesmo assim, eles não esmoreceram. Apesar de arrasados, seguem firmes para combater a propagação do vírus e cuidar para evitar a morte de quem se contaminou. Seguem, sem serem heróis, porque sabem das suas responsabilidades e têm compromisso com a vida. Mas, como pessoas, os servidores municipais estão cada vez mais abalados, cada vez mais exaustos, porque a pandemia não dá trégua, não dá espaço para o descanso, tira o ar das pessoas, mata na solidão. O desgaste psicológico é difícil de ser medido, mas é claramente perceptível em boa parte dos servidores, exaustos, ansiosos, entristecidos. E, como se não bastasse tudo isso e a crítica de parte da população (que trata mal quem fiscaliza, quem atende, quem cuida), os servidores municipais ainda têm que enfrentar o descaso do próprio governo Edinho, que resiste em afastar servidores do grupo de risco, que não dá condições adequadas de trabalho presencial, que não paga grau máximo de insalubridade para quem está se expondo nos postos de saúde e que só valoriza a categoria quando está falando para a imprensa, mas nos bastidores retira direitos e não concede reajuste nem da inflação. Os servidores estão no limite. Se nada mudar, poderemos ter um adoecimento psicológico em massa na categoria.

  • Audiência pública sem professores, especialistas e sindicatos é uma farsa

    Câmara e Prefeitura preparam armadilha para tentar convencer vereadores e população que a volta às aulas é segura, sem ouvir especialistas e sem ouvir os profissionais que estão em trabalho presencial nas escolas e sem ouvir o Sindicato Pode parecer muito bacana a iniciativa de alguns vereadores de Araraquara de fazer uma audiência pública para debater a volta às aulas em Araraquara no pior momento da pandemia de Covid-19 na região, no Brasil e no mundo. Afinal, estamos todos preocupados com a segurança das crianças, dos servidores e das famílias de todos. Pois é. Parece bacana, mas não é. Sabe por que? Porque nessa audiência só vão participar pessoas ligadas ao governo Edinho e o Ministério Público. Nenhum professor, nenhum sindicato, nenhum especialista, nenhum cientista, nenhum profissional da educação que está em trabalho presencial nas escolas, será ouvido. Vejam a notícia: “Devem participar do debate representantes da secretaria da Educação, secretaria da Saúde, Conselho Municipal dos Direitos da Criança (Concriar), Conselho Municipal da Educação, Ministério Público e Fundo Municipal de Assistência Social.” A audiência, que está programada para o dia 22 de fevereiro, é um palco armado para a Prefeitura fazer seu show, mentir sobre as condições das escolas, mentir sobre contaminação nas escolas e ainda criticar os servidores e o Sindicato. Se os vereadores querem saber a realidade, que ampliem a mesa dessa audiência para incluir no mínimo professores e outros profissionais da educação, especialistas desvinculados da Prefeitura e o Sindicato. Caso a Câmara mantenha a audiência como está, confirmará a farsa e assumirá junto com a Prefeitura a responsabilidade pelos adoecimentos e mortes de servidores, alunos e das famílias de todos. O SISMAR faz um apelo: não sujem suas mãos de sangue dos servidores e suas famílias. Em tempo: registramos recorde de mortes por Covid em fevereiro (mais de uma morte por dia), recorde de casos novos a cada semana, recorde de pacientes em quarentena e atingimos 100% de taxa de ocupação de leitos. Isso tudo em pouco mais de um mês.

  • Servidores mantém estado de greve e se mobilizarão por vacina para profissionais da Educação

    Quem estiver cumprindo jornada presencial, não deve trabalhar se não tiver EPI; Ministério do Trabalho fará fiscalização nas escolas Em assembleia virtual realizada na noite de ontem, 9, os servidores municipais de Araraquara decidiram manter o estado de greve da categoria e construir uma mobilização contra volta às aulas antes da vacinação dos profissionais da educação. (assista aqui) A notícia boa da assembleia foi o fato de que a Prefeitura de Araraquara acatou a decisão liminar da Justiça do Trabalho, em ação movida pelo SISMAR, de afastar imediatamente todos os servidores do grupo de risco, conforme consta no decreto municipal 12.242/20 (veja detalhes no fim deste texto). O Daae também acatou a decisão judicial e já publicou comunicado informando que também afastará todos os servidores do grupo de risco. Apesar de acatar, o Município irá recorrer da decisão. A parte ruim é que a Prefeitura insiste em manter os demais servidores em trabalho presencial nas escolas, ainda que sem alunos. A pandemia de Covid-19 em Araraquara está em seu pior momento na cidade, com média superior a 100 casos novos diários e com leitos no limite. Após o retorno presencial dos servidores às escolas, no dia 21 de janeiro, mesmo sem alunos, pelo menos 25 servidores da rede municipal de Educação e mais cinco familiares foram contaminados. No começo da semana, duas professoras, uma da rede estadual e uma da rede particular morreram de Covid-19. Pelo menos uma delas havia participado de atividades presenciais na escola onde trabalhava. Por isso mesmo, a categoria decidiu manter o estado de greve e construir uma mobilização por vacinação para todos os profissionais da educação antes do retorno das aulas. Enquanto a Prefeitura não cede, a recomendação do Sindicato para quem não está afastado e está cumprindo sua jornada presencialmente no local de trabalho é a seguinte: Sua vida é a coisa mais importante a ser protegida. Se não tiver EPI, não trabalhe. Registre seu ponto, exija o EPI (máscara, face shield e álcool gel, por exemplo) e, caso seja negado, recuse-se a trabalhar. Também deve haver a recusa das atividades ou parte delas em que não for possível manter distanciamento de, no mínimo, 1,5 metro dos colegas. Registre o fato por escrito e denuncie ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao SISMAR (e-mail sismarv@uol.com.br). Vamos dar publicidade para todos os casos em que a Prefeitura for negligente com a saúde dos servidores. Outra iniciativa do SISMAR na defesa dos servidores que estão nos locais de trabalho foi o pedido de fiscalização das unidades pelos fiscais do Ministério da Economia (antigo Ministério do Trabalho). A fiscalização deve ocorrer nos próximos dias. Também divulgaremos fortemente o resultado. O Sindicato ainda recomenda que os servidores registrem a situação precária de suas escolas em fotos e vídeos e denunciem ao MPT. Já existe um procedimento de investigação destes casos e todas as denúncias novas podem ajudar a provar que não há segurança sanitária para exercer o trabalho dentro da unidade. (número do procedimento ministerial que discute o tema: IC n° 000002.2021.15.003/0, dirigido ao Procurador do Trabalho, Dr. Rafael de Araújo Gomes). É importante também que os servidores enviem cópias de todos esses arquivos (fotos, vídeos e relatos de irregularidades) ao Sindicato (e-mail sismarv@uol.com.br) para que estejamos cientes de todas as situações mais graves, aptos a nos manifestar a respeito quando provocados pelo MPT, ou ainda para fazermos diligências e complementar eventuais problemas que não tenham sido relatados na denúncia. Outras ações de comunicação serão realizadas para ajudar a convencer a população do risco que todos estão correndo com os servidores trabalhando presencialmente no pior momento da pandemia e da necessidade urgente de vacinação dos profissionais da educação. Afastamentos A determinação da Justiça do Trabalho é clara: que o Município de Araraquara se abstenha de convocar para o retorno presencial os empregados enquadrados em grupo de risco da Covid-19 definidos no artigo 9º-A do decreto municipal 12.242/2, até que a eles seja disponibilizada vacina ou até que o Município se enquadre na fase verde do Plano São Paulo. O artigo 9º-A do decreto 12.242/20 diz o seguinte: “Constituem o grupo de risco de contágio do COVID-19 os empregados públicos municipais: — com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; — que sejam imunossuprimidos ou cardiopatas; que sejam portadores de diabetes, de hipertensão e de doenças autoimunes e respiratórias; e III — gestantes ou lactantes. § 1º Os empregados públicos municipais com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos estarão automaticamente dispensados do registro de ponto, exclusivamente na vigência do estado de calamidade pública decorrente da pandemia do COVID 19. As dúvidas específicas de cada caso devem ser dirigidas ao RH da Prefeitura, para que o empregador responda. Caso a resposta da Prefeitura não seja satisfatória, procure o SISMAR. Assista a assembleia do dia 9 de fevereiro de 2020 na íntegra:

  • Assembleia virtual vai debater retorno presencial em Araraquara

    A assembleia será nesta terça-feira, dia 9 de fevereiro, às 19 horas, na página do SISMAR no facebook. A morte não vai perguntar se você seguiu os protocolos de segurança. Ela não se importa se filhos pequenos ficarão sem mãe para sempre. A morte leva sem dó. Levou duas professoras de Araraquara esta semana. Protocolos de segurança não foram suficientes para evitar a contaminação por Covid-19 e a morte delas. O SISMAR quer debater com você as condições de segurança que existem nas escolas e como nós devemos agir neste caso em que a vida dos servidores corre perigo. Esta assembleia será diferente de todas as outras. Não discutiremos salários, benefícios ou direitos trabalhistas, mas vamos debater a necessidade e a importância de permanecermos vivos, cada um de nós, no seio de suas famílias, para podermos seguir amando e convivendo com nossos entes queridos por muitos e muitos anos. O debate, desta vez, é sobre sobreviver à pandemia, para podermos continuar existindo e trabalhando com zelo e afinco quando tudo isso passar. Contamos com sua participação. A assembleia será na página do SISMAR no facebook.

  • SISMAR consegue liminar para manter afastamento de servidores dos grupos de risco

    A decisão foi da Justiça do Trabalho em ação movida pelo departamento jurídico do Sindicato; Nova assembleia virtual será realizada nesta terça-feira e pode deflagrar greve sanitária contra retorno presencial O SISMAR conseguiu uma vitória importante na defesa da saúde e da vida dos servidores municipais de Araraquara. A Justiça do Trabalho concedeu liminar determinando a manutenção dos afastamentos dos servidores que são dos grupos de risco da Covid-19. A ação coletiva, distribuída em 28 de janeiro, foi necessária pois a Prefeitura de Araraquara estava negando afastamento para vários servidores, mesmo com apresentação de atestado médico. A decisão é liminar, ou seja, de caráter provisório, até que o mérito da ação seja apreciado. O julgamento do mérito ainda não tem data prevista. A Prefeitura já foi notificada da decisão liminar. O SISMAR espera que a decisão da Justiça seja cumprida pelo Município imediatamente, para proteção da vida dos servidores municipais que fazem parte dos grupos de risco da Covid-19. A pandemia nunca esteve tão forte na região. A transmissão do coronavírus está fora de controle e manter os afastamentos neste momento significa preservar vidas. A matemática é implacável: a Covid-19 mata em média 1% dos contaminados. Ou seja, a cada cem doentes, um vai morrer. A cidade registra, atualmente, uma média de cem casos novos todos os dias. Isso quer dizer que vai morrer gente de Covid-19 todo dia se não mudarmos este cenário. Como a letalidade da doença é muito maior em pessoas dos grupos de risco, a Prefeitura de Araraquara pode salvar muitas vidas ao acatar a liminar. Lembrando que os servidores municipais de Araraquara estão em estado de greve justamente em função da negativa da Prefeitura em afastar diversos servidores, mesmo com atestado médico comprovando sua comorbidade, e também pela falta de EPIs nas unidades em que está sendo obrigatório o trabalho presencial. Caso os EPIs não sejam entregues, não sejam suficientes ou não sejam adequados e caso a Prefeitura insista em negar atestados obrigando servidores dos grupos de risco a voltarem ao trabalho presencial, a categoria pode parar as atividades por motivos sanitários já a partir desta quarta-feira, dia 10. O SISMAR fará outra assembleia virtual nesta terça-feira, às 19 horas, para os servidores decidirem sobre os rumos da mobilização contra o retorno presencial. A categoria pode, inclusive, deflagrar greve, caso a Prefeitura não ceda. A assembleia será na página do SISMAR no facebook (www.facebook.com/sismar.org).

  • Indeferimento de atestados e falta de EPI podem provocar greve de servidores em Araraquara

    Com pandemia no pico e hospitais quase sem leitos, Prefeitura coloca servidores do grupo de risco para trabalhar presencialmente e não fornece equipamentos de proteção individual; categoria entrou em estado de greve por más condições de trabalho e pode parar as atividades a qualquer momento a partir da próxima terça-feira Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que a vontade de todos os servidores municipais, hoje, seria voltar normalmente ao trabalho e poder retomar suas rotinas de trabalho e familiar. Esse é o objetivo maior. Ninguém aguenta mais. Porém, não podemos simplesmente ignorar o fato de que vivemos a pandemia mais mortal dos últimos 100 anos e que os hospitais públicos e privados de Araraquara estão à beira do colapso. A Covid-19 não tem cura, mata muitas pessoas idosas e com comorbidades (mas não só) e os únicos meios de combater a transmissão do vírus são utilizando EPI (máscara, face shield e álcool gel por exemplo) e mantendo o distanciamento social (ou seja, evitar proximidade com outras pessoas). Pois, justamente neste cenário caótico de superlotação dos hospitais e de transmissão da doença em seu nível mais alto, a Prefeitura de Araraquara determinou o retorno presencial de vários servidores sem fornecer os EPIs e, pior, negando afastamento para servidores dos grupos de risco da Covid-19. Em outras palavras, a Prefeitura indeferiu atestados de pessoas que correm mais risco de morrer e colocou elas para trabalhar sem entregar máscaras e em locais de trabalho sem as condições sanitárias necessárias para evitar o contágio. Que nome se dá para isso? Não havia outra saída para os servidores a não ser entrar em estado de greve, conforme foi decidido em assembleia virtual realizada na tarde desta quinta-feira, dia 4. A categoria não aceitará trabalhar sem as condições mínimas necessárias para garantir sua saúde e sua vida. Se os atestados não forem aceitos e se não houver condições de trabalho nas unidades com fornecimento de EPIs adequados, a greve será inevitável, pois será a única saída para salvar nossas vidas. Vejam pequenos exemplos das condições de algumas escolas:

  • Servidores da educação também querem o retorno das aulas, mas não de qualquer jeito

    Educação deve ser prioridade sempre, mas, hoje, com as atuais condições, abrir escolas vai significar a morte de muita gente e é contra isso que estamos lutando Nós, servidores municipais profissionais da Educação, também trabalhamos a partir de casa, sem a estrutura adequada e agora voltamos presencial, ainda sem alunos, mas também sem os EPIs e com escolas ainda em reforma e com limpeza precária. Nossos familiares também trabalhavam em outros lugares, também foram demitidos e também estão sem conseguir trabalhar e sem levar dinheiro para dentro de casa. Os que não perderam o emprego tiveram redução de salários. Também temos filhos e queremos eles na escola. Por isso, entendemos e sentimos o mesmo desespero das pessoas cujos filhos estão praticamente há um ano sem poderem ir às escolas. Concordamos que a prioridade deve ser a reabertura das escolas, principalmente pensando nos problemas que isso poderá acarretar para as crianças, tanto do ponto de vista psicológico, quanto do aprendizado. O que nós não queremos é que seu filho leve o vírus para dentro da sua casa e acabe matando algum parente seu ou você mesmo. Não queremos que os profissionais da educação e seus familiares morram também. Justamente por isso, defendemos que o retorno das aulas presenciais seja prioridade, desde que feito com segurança. Você deve pensar o mesmo, não é? Pois então, como profissionais da educação, sabemos e te informamos que as escolas não têm condições para garantir esta segurança que nós e vocês queremos. Até na Inglaterra, onde as escolas são melhores e mais bem estruturadas do que no Brasil, já voltaram atrás na decisão de abrir as escolas, porque um estudo feito pelo governo de lá mostrou que a abertura (e o aumento da circulação de pessoas que o retorno presencial causa) provocou 26% dos novos casos de covid-19 naquele país. Mas, então vamos deixar as escolas fechadas até o fim da pandemia? Ninguém aguenta! Não é isso que defendemos. O que nós queremos é que os governos federal, estadual e municipal realmente coloquem a educação como prioridade. Como? Incluindo profissionais da educação e comunidade escolar nos primeiros grupos de vacinação, por exemplo. A luta de todos nós é a mesma (ou deveria ser): cobrar que o governo dê condições para todos sobreviverem a esta pandemia. Sim, essa responsabilidade é do governo, e não dos professores. O governo federal deveria manter o auxílio emergencial para os pequenos empresários ou empresários individuais e para os desempregados para podermos manter o lockdown sem prejudicar as pessoas e sem que haja necessidade de colocar todos em risco. Lembrando que o mês de janeiro foi o pior da pandemia até agora em Araraquara e na região, com registro de 38 óbitos (mais de uma morte por dia) e que os hospitais estão perto do colapso. Lembrando também que há uma nova cepa (uma nova variante do coronavírus) muito mais contagiosa circulando no País, o que vai elevar o número de casos já altíssimo. Portanto, queremos que as aulas voltem o mais rápido possível. Porém, sem apoio dos governos e nas atuais condições, somos contra o retorno das aulas presenciais porque não há segurança nem para os profissionais e nem para os alunos e suas famílias. O SISMAR, enquanto sindicato de todos os servidores municipais de Araraquara e região, está junto com os profissionais da educação na luta contra o retorno às aulas sem condições de segurança sanitária. E o motivo é simples: a ciência prova que não é seguro abrir as escolas neste momento. Uma nota técnica, assinada por três pesquisadores/professores da área de saúde de faculdades da USP (clique aqui para ler na íntegra), produzida para o Comitê Intersetorial da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto sobre as condições para a reabertura da rede escolar daquela cidade, estabelece três alternativas para reabertura com segurança: 1. Aguardar a redução do número de casos novos para menos de 20 por dia (número adaptado para Araraquara); 2. Testagem em massa de toda a rede escolar antes da reabertura e semanalmente após a reabertura; ou 3. Aguardar a vacina de toda comunidade escolar. Enquanto não tivermos uma destas três alternativas, não vamos aceitar o retorno presencial das aulas. E fazemos isso como forma de proteção da saúde e da vida, para proteger a vida dos servidores e suas famílias, mas também a vida das crianças e seus familiares.

  • Sindicatos organizam carreata contra a volta às aulas

    Pandemia está no pior momento, vacina ainda não é realidade para alunos e professores e é praticamente impossível manter as regras sanitárias nas escolas; Movimento será na segunda-feira (1º/fevereiro) Diante do aumento do número de casos e de mortes por Covid-19 em Araraquara e em todo o mundo, vários sindicatos e centrais sindicais organizam uma carreata em Araraquara na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, contra a volta às aulas presenciais neste momento da pandemia e por vacina para todos. O evento começa na praça Scalamandré Sobrinho, às 15h30. A carreata seguirá para o centro e a dispersão será no final da rua 2 (Nove de Julho) com duas paradas, uma em frente ao Paço Municipal e outra na praça Santa Cruz. Participarão do ato ao lado do SISMAR: Sinsprev, Apeoesp, Sindcop (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciário), Sindsaúde, Sinthoressara, Sindicato dos metalúrgicos de Araraquara, Sindfisco, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino e Educação de Araraquara (Escolas Particulares), Sindicato da Construção Civil, Sincomerciários, CUT e Conlutas. As últimas três semanas foram as piores da pandemia em Araraquara, com registro de 1,3 mil casos novos e 11 mortes. Nada indica que estes números vão cair nas próximas semanas. Esta informação já deveria ser suficiente para manter as escolas de portas fechadas, mas os governos estadual e municipal insistem na reabertura, ainda que com restrições. Novas variantes do Coronavírus ainda estão sendo pesquisadas, mas já há indícios de que elas infectam mais as crianças e podem ser transmitidas por elas. Para piorar, as escolas municipais e estaduais não têm estrutura adequada para um retorno com tantas exigências e o governo não consegue fazer sua parte, como entregar EPI adequado para todos e fiscalizar o cumprimento dos protocolos sanitárias em todas as unidades. Ou seja, é praticamente impossível manter os níveis de segurança e higiene necessários para impedir as contaminações nas escolas. Ainda por cima, temos o problema das pessoas que não acreditam na doença e não aceitam adotar as normas de proteção. As vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil não são suficientes nem para o primeiro grupo prioritário, que são os profissionais que atuam na linha de frente de combate à Covid-19. Alunos e professores não têm nem previsão de data para receberem as vacinas. Por tudo isso, e por defender a saúde e a vida das servidoras e servidores de Araraquara e da região, o SISMAR convoca todos para a carreata desta segunda-feira contra a volta às aulas em Araraquara. O SISMAR entende e se solidariza com o sofrimento das crianças e suas famílias por causa da ausência da escola por tanto tempo. Sabemos que o impacto psicológico será grande, mas a tragédia da morte de um pai ou uma mãe é tremendamente superior e não tem tratamento. Os governos têm condições de utilizar toda a máquina pública para proporcionar soluções a estas famílias até que as escolas possam reabrir com segurança. Se a vida das pessoas não for prioridade, que mundo teremos? *(editado 26/01/2020, às 11h09, para corrigir o nome do sindicato dos comerciários)

  • Covid-19: SISMAR ouve especialistas sobre volta às aulas

    Tem muita pressão das escolas particulares, tem gente com extrema dificuldade por causa das escolas fechadas, mas tem muita gente morrendo também. Como balancear isso? Vamos debater e entender quais são os riscos reais à saúde e à vida de servidores, alunos e comunidade escolar com a volta às aulas presenciais em Araraquara, ainda que com restrições, e os impactos desta longa paralisação escolar na vida das crianças.

  • Escolas de Araraquara não têm estrutura para volta às aulas

    Prefeito deveria assumir responsabilidade pelos contágios e mortes que possam ocorrer; SISMAR é absolutamente contrário ao retorno presencial As escolas municipais de Araraquara não têm condições mínimas para retorno das aulas presenciais com segurança para funcionários, alunos e pais. O retorno de aulas presenciais vai expor diretamente servidores, alunos, pais e trabalhadores terceirizados ao contágio pela Covid-19 e a possibilidade de morte de alguns deles não pode ser descartada. Por este motivo simples de preservação da vida, o SISMAR é contra a reabertura das escolas, mesmo que seja com limitação de alunos por sala. É verdade que as crianças e seus pais e responsáveis estão sofrendo sem aulas presenciais e que isso poderá ter impacto no desenvolvimento dos alunos. É verdade que especialistas têm considerado o retorno de aulas presenciais, sob condições. Mas, também é verdade que todos estes especialistas são categóricos ao afirmar que o retorno de aulas presenciais só é desejável se forem respeitadas as mais rígidas normas de controle sanitário, de higiene e de distanciamento social, combinadas com outras várias medidas de prevenção e mitigação da propagação do coronavírus. Quem conhece o funcionamento e a dinâmica de uma escola pública sabe que é praticamente impossível controlar as crianças a ponto de manter o distanciamento correto dos colegas e funcionários, o uso correto das máscaras, a lavagem correta das mãos a cada duas horas e todas as demais orientações destinadas a impedir a transmissão do vírus. As escolas não conseguem conter a transmissão nem de piolhos, imaginem se vão conter um vírus. Além disso, como evitar o contágio no transporte até a escola, a aglomeração de pais e crianças nas portas das escolas na entrada e na saída dos alunos? Até porque é fato que muita gente, inclusive servidores, ainda não acredita na gravidade da doença, nega seus impactos e se recusa a adotar medidas de prevenção. Portanto, mesmo que os treinamentos sejam ótimos, como garantir que as normas de segurança serão cumpridas pelos servidores e pelos pais negacionistas? Como garantir que eles cumpram as medidas em casa e não levem o vírus para a escola? Diante destas evidências, o SISMAR alerta que todos estarão em risco caso as aulas presenciais sejam retomadas em Araraquara. O Sindicato fará o possível para impedir que o retorno presencial das aulas ocorra. Caso a Prefeitura insista em reabrir as unidades escolares, vamos fiscalizar os locais de trabalho e exigir que o prefeito Edinho Silva responda em todas as esferas por eventuais contágios e mortes que possam ocorrer.

  • Com forte esquema policial, Câmara aprova estatuto para servidores de Araraquara

    Sem debate público, sem estudos de impacto e contra a vontade da categoria e usando a polícia para reprimir manifestantes, governo Edinho consegue aprovação da Câmara para retirar carteira de trabalho dos servidores Dois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar montaram um esquema de guerra em frente à Prefeitura de Araraquara, na tarde desta segunda-feira, 21, e a PM reprimiu manifestantes durante o ato dos servidores municipais que estavam em greve contra a votação do projeto que altera o regime de contratação da categoria, retirando a CLT e implantando um estatuto criado pela Prefeitura. Mesmo sob intenso protesto dos servidores e do SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região - o projeto que muda o regime jurídico de contratação da Prefeitura de Araraquara de CLT para estatuto foi aprovado com voto favorável de 10 vereadores e 6 contrários. Votaram a favor: Toninho do Mel (PT), Edio Lopes (PT), Elias Chediek (MDB), Cabo Magal Verri (Progressistas), Jéferson Yashuda (PSDB), José Carlos Porsani (PSDB), Zé Luiz - Zé Macaco (Cidadania), Paulo Landim (PT), Pastor Raimundo Bezerra (Republicanos) e Thainara Faria (PT). Votaram contra: Edson Hel (Cidadania), Gerson da Farmácia (MDB), Juliana Damus (Progressistas), Lucas Grecco (PSL), Rafael de Angeli (PSDB) e Roger Mendes (Progressistas). Por volta das 16h30, era possível contar mais de 30 policiais com armas, capacetes e escudos, enfileirados em dois grupos posicionados de frente para a manifestação dos servidores. A PM já estava ostensivamente posicionada na rua lateral da Câmara Municipal desde pelo menos às 9 horas, com três viaturas estacionadas a 45º e policiais postados do lado de fora observando os servidores grevistas que se organizavam nos arredores do poder legislativo araraquarense. Durante a assembleia, o número de viaturas ao redor do ato aumentou. A tensão chegou ao seu pico quando um policial tentou prender uma servidora que reclamava ao microfone sobre a ausência da polícia nos bairros periféricos de Araraquara quando a população precisa em comparação com a quantidade de policiais prontos para enfrentar trabalhadores em luta. Ela foi protegida por outros manifestantes e o policial impedido de prendê-la. O Sindicato e os servidores tentaram, por 30 dias, debater o tema e esclarecer os servidores. Enquanto isso, a Prefeitura se negou a discutir o assunto, fechou as portas para o diálogo e colocou o projeto para votação sem debate, sem explicações para a categoria e para a sociedade, no meio da pandemia e no fim do mandato de 12 dos 18 vereadores. Por tudo isso, a categoria decidiu manter o estado greve até o ano que vem, quando será realizada nova assembleia.

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