SISMAR
Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região
FARMÁCIA DO SERVIDOR
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3335-1024
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- SISMAR lança Manual de Combate à Violência e ao Assédio no ambiente de trabalho
Material, baseado em orientações da OIT e da Justiça do Trabalho, será distribuído para os servidores; Informação para gerar transformação e melhorar o clima organizacional Atenta ao crescimento de casos de violência e assédio contra servidores municipais de Araraquara e na região e com base no entendimento de que somente os próprios servidores, unidos, conscientes e bem informados é que podem mudar o rumo de sua própria história, a diretoria do SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região – lança, esta semana, o Manual de Combate à Violência e ao Assédio no Ambiente de Trabalho . O Manual é um livreto com 32 páginas, com informações baseadas na Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho, de 2019, e contém trechos de um Guia sobre assédio publicado em 2024 pela Justiça do Trabalho. As informações foram organizadas para tornar qualquer parte do conteúdo fácil de encontrar. Os servidores poderão saber quais são os efeitos devastadores do assédio para a vítima e também para todo o local de trabalho. Também há, no Manual, 10 páginas com exemplos do que é considerado assédio, segundo a OIT e o guia da Justiça do Trabalho. Além disso, o Manual lançado esta semana traz orientações sobre como agir, tanto para as vítimas quanto para quem presencia situações de violência ou assédio. A ideia do SISMAR é distribuir o Manual para todos os servidores, para informar, conscientizar e orientar sobre o tema da violência e assédio no ambiente de trabalho. Informação para gerar transformação, para mudar a mentalidade, a atitude, a postura, para que os próprios servidores saibam como agir, como se proteger e como colaborar na construção de uma cultura organizacional saudável, segura e produtiva. “Como Sindicato, a gente não pode garantir qual vai ser a avaliação do MPT ou a decisão da Justiça sobre os casos que forem denunciados, mas o Sindicato pode e deve atuar para deixar os servidores bem informados para que eles mesmos possam evitar ou interromper situações abusivas no ambiente de trabalho. E é essa a nossa proposta com este material”, explica Gustavo Jacobucci, presidente do SISMAR. O Manual está disponível também na internet, em uma página específica no site do Sindicato, que pode ser acessada por este link: www.sismar.org/manual .
- SISMAR trabalha pela criação de ambulatório de saúde mental para servidores
Casos e afastamentos aumentaram significativamente a partir de 2024; tema foi encaminhado em reunião entre Sindicato e Prefeitura A reunião contou com os seguintes participantes: • Danilo de Souza Jardim – Subsecretário de Recursos Humanos; Juliana Nunes Marcondes – Enfermeira do Trabalho – SESMT; Dorival José Bottesini Junior e Regina Maria Coutinho Passos – Psicólogos do SESMT; Levi de Souza Horn – Médico do Trabalho – SESMT; Endrius Zavanella Navarro – Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos; Gláucia Cristina Dias Harteman – Chefe da Divisão de Saúde Mental; Celina Lucia Cavalini Santesso Garrido – Psicóloga / Chefe da Unidade do CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador); Regina Celia Rodrigues e Bernadete Couto – Representantes do SISMAR (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara) A diretoria do SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região – trabalha, desde 2022, pela criação de um ambulatório de saúde mental exclusivo para os servidores municipais de Araraquara. Nesta terça-feira, 7, o Sindicato participou de uma reunião com representantes do RH, do Sesmt, do Cerest e da Divisão de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, na Escola de Governo, justamente para debater ações voltadas ao cuidado com a saúde mental dos servidores. O grupo decidiu que elaborará uma Nota Técnica propondo a criação do Ambulatório de Saúde Mental do Servidor Público Municipal, vinculado ao SESMT, já com detalhamento da estrutura, equipe, objetivos e fluxos de atendimento. O próximo passo será solicitar a aprovação da criação do Ambulatório para as Secretarias de Administração e de Governo. Para as representantes do SISMAR, Regina Célia Rodrigues e Bernadete Couto, a criação deste espaço para cuidado dos servidores, se concretizada, vai representar um avanço na valorização do funcionalismo municipal e na promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis. Por outro lado, é preciso não perder de vista que assédio e más condições de trabalho são fatores que adoecem os servidores. Assim, manter um ambiente de trabalho saudável e livre do assédio é tão importante quanto a criação do ambulatório. Já estão previstas outras reuniões deste grupo para aprofundar o debate sobre o assunto. O SISMAR continua acompanhando o andamento dessa questão de perto e cobrará para que a criação do ambulatório de saúde mental específico para servidores se torne uma realidade o mais rápido possível.
- SISMAR repudia mais um ataque contra servidora em horário de serviço em Araraquara
Equipe e sindicato realizarão protesto em frente à unidade, nesta quarta-feira, às 7h30; todas as instâncias serão acionadas para que se interrompam os casos de violência contra servidores O SISMAR vem à público manifestar seu repúdio a mais um caso de violência contra servidora em seu local de serviço e em função de sua atividade. Uma mulher usuária da Unidade agrediu violentamente, nesta terça-feira, 7, uma das enfermeiras, cujo nome será preservado por questões de segurança, jogando-a no chão e desferindo tapas que causaram ferimento no rosto da enfermeira. A Guarda Civil Municipal esteve no local e conduziu a agressora para a delegacia. Os casos se multiplicam e é inadmissível que a Prefeitura de Araraquara não tome providências com relação à segurança dos servidores municipais em seus locais de trabalho. O governo Lapena não reage, não muda nada, não toma providências e a situação se agrava a cada dia. Os servidores trabalham com medo, sem qualquer respaldo do governo. Não há apoio da Administração, não há acolhimento e nem atendimento psicológico estruturados para atender esses casos. O prefeito sequer tem a dignidade de vir a público defender os servidores e pedir que a população os respeite também. Uma manifestação do SISMAR e dos servidores será realizada nesta quarta-feira, em frente à Unidade Básica de Saúde da Vila Xavier, às 7h30, como forma de demonstrar a indignação da categoria. O SISMAR acompanhou a servidora à delegacia, onde foi registrado Boletim de Ocorrência. Uma assembleia será convocada pelo Sindicato para organizar o setor da saúde em defesa da integridade da categoria. Outros atos, manifestações e até paralizações não estão descartadas caso a Prefeitura não tome providências práticas urgentes.
- Em andamento: SISMAR verifica condição de refeitórios nos CERs de Araraquara
Diversas escolas já foram vistoriadas pela direção do Sindicato e indicam situação crítica; resultado completo será encaminhado ao MPT CER Judith de Barros Batelli - Selmi Dei 4 Almoçar sentindo o cheiro do banheiro ou lavar a louça no tanque de lavar roupas é rotina de muitos servidores da rede municipal de Educação de Araraquara, conforme levantamento que está sendo realizado pela diretoria do SISMAR. O objetivo do trabalho do Sindicato é verificar as condições dos refeitórios das unidades, uma vez que o governo Lapena proibiu por decreto que os professores e agentes educacionais se alimentem junto com as crianças. E, logo nas primeiras unidades, já ficou claro que o caso terá que ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para providências. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 24 (NR-24) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto a serem observadas, “os empregadores devem oferecer aos seus trabalhadores locais em condições de conforto e higiene para tomada das refeições por ocasião dos intervalos concedidos durante a jornada de trabalho”. E isso é exatamente o oposto do que tem sido verificado pela diretoria do Sindicato nas unidades já vistoriadas. A NR-24 determina também que os locais para refeição devem ser obrigatoriamente “destinados a este fim”. Não podem ser, portanto, locais improvisados, como parece ser o caso de grande parte das unidades. Com a continuidade do trabalho do SISMAR, a situação será detalhada unidade por unidade e encaminhada ao MPT.
- Araraquara: Quatro agressões contra servidores da Saúde em menos de um mês
Situação está fora de controle e gestão está parada, deixando todos em risco; Câmara realiza audiência pública sobre o assunto nesta segunda-feira Neste domingo, 21, foi registrado o quarto caso de agressão a servidores da Saúde de Araraquara. Desta vez, novamente, a situação ocorreu na UPA Vale Verde, onde um paciente visivelmente alterado destruiu equipamentos da sala de triagem da unidade. Também na UPA Vale Verde, há menos de um mês, dia 25 de agosto, um homem fez ameaças violentas a uma servidora da equipe de enfermagem e precisou ser contido pela Guarda Civil Municipal (GCM). Na semana passada, dia 16, na Unidade Básica de Saúde "Enf.ª Kimiko Yuta", no Jardim Iguatemi, uma técnica de enfermagem foi agredida por uma paciente com puxão de cabelo e tapas, sem qualquer motivo ou justificativa. Anteriormente, dia 8, no Centro de Especialidades Oftalmológicas (CEO), na Vila Xavier, uma paciente atirou uma pedra em direção às funcionárias e, por sorte, acertou somente o monitor. Com este pequeno retrospecto, já dá para afirmar que não são casos isolados A violência contra servidores municipais está aumentando de forma assustadora em Araraquara e isso precisa ser interrompido imediatamente. A Administração trata com descaso a situação, sem prestar apoio emocional ou oferecer acolhimento adequado às vítimas. A pessoa que apanha ou é agredida, precisa ir trabalhar normalmente no dia seguinte, inclusive exposta ao mesmo agressor e à mesma situação. A gestão, nesses primeiros nove meses, e a troca do comando da Secretaria de Saúde mostra a fragilidade e o amadorismo do governo Lapena em lidar com este setor. O resultado, além das violências, é a beira do colapso, com falta de medicamentos, de fraldas, falta até de limpeza nas unidades. Para discutir os desafios e estratégias de proteção nas unidades de saúde, a Câmara Municipal realiza, nesta segunda-feira, 22, às 18h30, uma Audiência Pública para tratar do assunto Violência Contra Servidores da Saúde, no plenário da Casa do Povo. A participação de todos é importante para que, juntos, possamos estabelecer medidas que efetivamente nos protejam. A audiência é aberta ao público. Cronologia das agressões Caso 1 : Dia 25/8 Na UPA do Vale Verde, um homem fez ameaças violentas a uma servidora da equipe de enfermagem e precisou ser contido pela Guarda Civil Municipal (GCM). Caso 2: Dia 8/9 No Centro de Especialidades Oftalmológicas (CEO), na Vila Xavier, na Vila Xavier, uma paciente jogou pedra em direção às funcionárias e, por sorte, acertou somente o monitor. Caso 3: Dia 16/9 Na Unidade Básica de Saúde "Enf.ª Kimiko Yuta", no Jardim Iguatemi, uma técnica de enfermagem foi agredida por uma paciente com puxão de cabelo e tapas, sem qualquer motivo ou justificativa. Caso 4: Dia 21/9 Um paciente visivelmente alterado destruiu equipamentos da sala de triagem da UPA Vale Verde
- SISMAR repudia mais um caso de agressão a servidora municipal em Araraquara
Situação ocorreu na UBS do Iguatemi, nesta terça-feira, onde xingamentos e ameaças fazem parte da rotina na unidade; Câmara convoca Audiência Pública sobre o tema na próxima segunda-feira O SISMAR vem a público, mais uma vez, repudiar um caso de agressão física contra uma servidora municipal, ocorrido nesta terça-feira, na Unidade Básica de Saúde "Enf.ª Kimiko Yuta", no Jardim Iguatemi, em Araraquara, e repudiar também o descaso da Prefeitura com quem passa por situações como essa. Uma técnica de enfermagem, cujo nome será preservado por questões de segurança, foi agredida por uma paciente com puxão de cabelo e tapas, sem qualquer motivo ou justificativa. A técnica não estava atendendo a paciente, estava no corredor, e foi surpreendida pela mulher, que já chegou alterada à unidade. Outros servidores conseguiram conter a paciente antes que a situação se tornasse mais grave, a Guarda Municipal foi chamada e o caso foi parar na delegacia. A diretoria do SISMAR esteve na unidade na tarde desta quarta-feira para colocar o Sindicato à disposição da servidora agredida e para dialogar com a categoria. Apesar do caso ter parado na Polícia, de ter sido aberta a Comunicação de Acidente de Trabalho, a servidora não foi afastada e a Prefeitura não ofereceu nenhum tipo de suporte emocional. No dia seguinte ao caso, a servidora estava na unidade trabalhando normalmente. Não é admissível que uma das maiores categorias de trabalhadores da cidade, os servidores municipais, sejam tão desprezados pelo poder público. A intolerância das pessoas tem aumentado significativamente nos últimos anos e, junto com ela, têm aumentado os casos de agressão e violência contra servidores públicos. Audiência Pública A Comissão de Saúde e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Araraquara, composta pelos vereadores Enfermeiro Delmiran (PL), Marcão da Saúde (MDB) e Paulo Landim (PT), convocou a Audiência Pública “Violência contra a Enfermagem: Desafios e Estratégias de Proteção nas Unidades de Saúde” para segunda-feira (22), às 18h30, no Plenário da Casa de Leis , com o objetivo de debater a violência contra os profissionais de Enfermagem nas unidades de saúde. A Audiência é aberta à participação de todos. O SISMAR solicita que servidores da Saúde participem e relatem suas rotinas de medo e tensão nas unidades, pois temos que exigir condições de trabalho minimamente dignas para podermos exercer com excelência nossas funções. Foram convidados para a discussão a Secretaria Municipal da Saúde, coordenadores e gestores das unidades de saúde do município, Maternidade Gota de Leite (FunGota), Diretoria Regional de Saúde (DRS) Araraquara, Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP), Conselho Regional de Psicologia (CRP); Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar), Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar do Estado de São Paulo, além de vereadoras e vereadores da Câmara Municipal de Araraquara. Serviço: Audiência Pública “Violência contra a Enfermagem: Desafios e Estratégias de Proteção nas Unidades de Saúde” Segunda-feira (22) Às 18h30 No Plenário da Câmara Municipal
- Sindicato retoma pagamentos da Ação Coletiva dos 16%
A Justiça liberou verba para pagamento total ou parcial de 664 servidores com mais de 60 anos; Pagamento dos pequenos valores, ocorreu em junho e o próximo lote ainda não tem data definida A Justiça liberou para o SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região – valores para dar andamento nos pagamentos dos servidores municipais de Araraquara beneficiários da Ação Coletiva dos 16%. Os beneficiários dessa ação são aqueles que foram submetidos à avaliação de desempenho em 2012 e foram prejudicados não recebendo os 16% de uma só vez, mas tendo a promoção de classe concedida em 4 parcelas anuais de 4%. O Sindicato moveu a ação em fevereiro de 2013, em defesa dos interesses dos servidores. E ganhou. Atenção E CUIDADO PARA NÃO CAIR EM GOLPES : O SISMAR entrará em contato com cada beneficiário e o chamará para receber no Sindicato, com toda privacidade. Atualize seu contato pelo e-mail contato@sismar.org.br JAMAIS DEPOSITE, NEM FAÇA PIX E NEM TRANSFERÊNCIA DE DINHEIRO PARA NINGUÉM. NÓS NÃO COBRAMOS NADA, NÃO PEDIMOS DINHEIRO, NEM PIX E NEM NENHUM TIPO DE PAGAMENTO ANTECIPADO. Não é necessário vir ao Sindicato se você não for chamado. A sequência dos pagamentos pelo Sindicato será por ordem cronológica de filiação: sócios mais antigos primeiro. Apesar da grande expectativa, o montante repassado neste lote pela Assessoria de Precatórios do Tribunal do Trabalho (TRT) de Campinas pagará integral ou parcialmente 664 servidores credores com mais de 60 anos. A Assessoria de Precatórios estabeleceu a ordem dos pagamentos da seguinte maneira: 1º) aqueles com créditos abaixo de R$ 9.992,78 (equivalente ao limite da RPV em 2018, quando o precatório foi inscrito); 2º) os maiores de 60 anos; 3º) os demais, conforme o valor do crédito, primeiro os de menor valor e sucessivamente os com mais a receber. O valor limite de pagamento deste lote é de R$ 49.963,90 (equivalente a 5 vezes o valor da RPV. Os servidores credores de valores acima disso receberão, neste lote, o valor limite de R$ 49.963,90, ficando o valor restante de seus créditos para serem pagos em uma próxima remessa de valores ainda sem data prevista (também limitados a esse teto de R$ 49.963,90, até a sua integral quitação). Além do valor repassado pelo TRT ao Sindicato para tais pagamentos, a própria Assessoria de Precatórios do Tribunal já fez o recolhimento dos valores correspondentes ao FGTS (reflexo das verbas) nas contas vinculadas destes servidores (vide Extrato do FGTS – Depósito sob Código 660). Relembre o caso: A ação foi movida pelo Sindicato em fevereiro de 2013. Em 2017 foram determinados os valores a serem pagos. Em 2018, foi expedida ordem para formação de um único precatório. O Departamento Jurídico do Sindicato, para dar maior agilidade no desfecho desse processo, procedeu à individualização com a respectiva atualização e a correção dos valores, cuja Planilha foi encaminhada ao Tribunal para organizar os pagamentos. O valor total dessa ação superou os R$ 70 milhões, fora os recolhimentos de INSS na casa de R$ 14 milhões. Falta muito ainda para que os demais beneficiários recebam seus respectivos créditos e isso ocorrerá em conformidade com os depósitos que a Prefeitura efetuar junto ao DEPRE (Departamento de Precatórios do TJ) no decorrer dos próximos meses e anos, tendo em vista que a legislação aprovada no Congresso Nacional recentemente tende a elastecer o prazo para a quitação deste e dos demais precatórios inscritos contra o Município.
- Assédio: Governo Lapena tira cargo de servidor em greve e MPT leva caso para a Justiça
Procuradoria do Trabalho moveu Ação Civil Pública contra o Município por conduta abusiva, discriminatória e constrangedora, que caracteriza assédio e prática antissindical; SISMAR acompanha esse e outros casos O governo Lapena praticou assédio contra um servidor municipal de Araraquara, durante a greve de maio deste ano, ao ameaçá-lo com a perda do cargo caso aderisse ao movimento. A acusação é do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Ação Civil Pública movida contra o Município nesta quarta-feira, 27. Durante a investigação realizada pelo MPT em Inquérito Civil, um gerente e a própria Vice Prefeita e Secretária de Desenvolvimento Social, Lucimeire de Fátima Laurindo, admitem ao MPT que avisaram o servidor que ele perderia o cargo caso aderisse à greve. Segundo apurou a Procuradoria do Trabalho, houve uma diretriz interna segundo a qual os funcionários comissionados que participassem da greve de servidores deste ano “provavelmente teriam desligamento automático” se aderissem ao movimento. “Tal diretriz foi tomada em uma reunião de chefia e se referia a todas as secretarias municipais”, confirma a apuração do MPT. “Não se discute nesta ação a greve em si ou suas circunstâncias, mas sim a conduta abusiva do Réu, discriminatória e constrangedora, de ameaçar com a perda de emprego o trabalhador que ousar exercer de forma regular um direito insculpido na Constituição Federal e tratados internacionais de direitos humanos”, explica a Procuradoria na inicial da Ação. E o caso é mais grave, já que o governo não se limitou a ameaçar, mas levou a ameaça adiante e efetivamente retirou o cargo do servidor grevista. A greve é um direito de todo o trabalhador brasileiro, garantido pela Constituição e por tratados internacionais cujo Brasil é signatário. Segundo o procurador, “qualquer tentativa injustificada de tentar reprimir o exercício de greve configura grave e repreensível ilícito que flagela o interesse de toda a sociedade, especialmente quando essa conduta é praticada por um integrante da administração pública, cuja atuação deve sempre ser norteada pelo princípio da legalidade, dentre outros”. A atitude do governo, além de assédio, é considerada prática antissindical: “a lei de greve (Lei 7.783/89) sinaliza no sentido de tutelar o trabalhador em face de atos antissindicais, notadamente eventual constrangimento por parte do empregador, inclusive na forma de rescisão do contrato de trabalho”, explica a inicial da ação. Casos de assédio precisam ser combatidos. Infelizmente, são uma trágica realidade não só na vida de servidores municipais, mas afetam trabalhadores de todo o mundo. Em Araraquara, a situação está crescendo de maneira preocupante. O Sindicato já se colocou à disposição do servidor e está colaborando com o MPT para que haja responsabilização dos responsáveis nesse e em outros casos de assédio e violência no ambiente de trabalho.
- Se acontecer o pior com algum servidor em Araraquara, a culpa é do governo
Todo dia tem ameaça, nunca tem solução; gestão municipal ignora os riscos, abandona unidades à própria sorte e ainda por cima ataca seus funcionários em redes sociais Imagem criada por inteligência artificial Ir trabalhar, agora, é risco de morte para alguns servidores municipais de Araraquara. Praticamente todos os dias, há relato de servidores ameaçados ou agredidos por alguém em seus locais de trabalho na Prefeitura. O último caso foi na UPA do Vale Verde, nesta segunda-feira, quando um homem fez ameaças violentas a uma servidora da equipe de enfermagem e precisou ser contido pela Guarda Civil Municipal (GCM). Na unidade ao lado, na Unidade de Saúde da Família, também do Vale Verde, servidores relatam pessoas encapuzadas ameaçando servidores e vandalizando a unidade, que já não tem espaço adequado para separar o lixo contaminado, porque as portas foram arrebentadas e parte delas roubadas. E o governo Lapena, ao invés de oferecer acolhimento à servidora agredida e proteção aos demais, escolhe bater boca com servidor em rede social, reforçando ainda mais a animosidade contra o funcionalismo. Se algo de pior acontecer, prefeito, saberemos quem responsabilizar. A diretoria do SISMAR está alertando o governo: “É inadmissível que o Poder Público feche os olhos para uma tragédia iminente que pode ser contida. São várias ameaças sofridas diariamente pelos servidores dessas unidades. Não podemos banalizar e nem normalizar o destrato ao servidor público”, diz trecho do ofício encaminhado ao governo denunciando as agressões e cobrando o retorno dos controladores de acesso às UPAS e ao Hospital de Retaguarda do Melhado. A violência, aliás, faz parte do cotidiano da extrema direita que está no poder municipal, vide o fuzil que o prefeito se orgulha em exibir em seu gabinete. Além disso, a truculência e o assédio dos membros do governo contra servidores também são notórios nessa gestão que não completou nem um ano ainda. A postura de minimizar ou relativizar as agressões contra servidores, de não providenciar melhorias na segurança, somadas ao fato de o próprio prefeito fazer discurso agressivo, reforça nos populares a sensação de que é com violência que se resolvem os problemas. A situação está escalando perigosamente e o governo tem suas impressões digitais bem claras neste conflito. “É preciso que o governo providencie apoio psicológico para esses servidores, vários estão extremamente adoecidos, fazendo uso de medicação para aguentar continuar indo trabalhar”, traz o documento em outro trecho. O resultado desse modelo de gestão é óbvio, trágico e nos coloca em um círculo vicioso: sem respaldo, servidores são agredidos, adoecem, aumenta o número de afastamentos, aumenta a sobrecarga em quem fica, por consequência, a qualidade do serviço piora, a população se revolta, agride servidor, que fica sem respaldo e isso não tem fim. Já passou da hora do governo defender o funcionalismo publicamente com veemência, se colocar ao lado de quem toca a cidade, de ir às redes, como gosta de fazer para atacar, mas desta vez ir para valorizar os servidores. Uma campanha de respeito e valorização aos servidores municipais seria muito bem-vinda.
- Dezesseis pessoas dividem espaço de 18m² sem janela: não é a cadeia
Os 16 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) que compõem as duas equipes municipais de Saúde da Família da unidade do Vale Verde, em Araraquara, dividem uma única sala de 18m² que não tem nenhuma janela, nem vitrô, nenhuma ventilação. A condição é extremamente insalubre, principalmente quando cinco ou seis ACSs estão simultaneamente na sala para usar os computadores. Raramente os 16 ocupam o espaço ao mesmo tempo, porém, o ambiente de trabalho sem qualquer tipo de ventilação é insalubre mesmo que para uma pessoa só. “Quando chove, que estão os 16 aqui, alguns ficam na recepção, tem até escala”, relata uma servidora. Quando não estão na sala sem ventilação, a vida dos ACSs daquela unidade não melhora. Sem equipamentos da Prefeitura para trabalhar, cada Agente utiliza seu próprio celular e seu plano de internet particular, para poder realizar o serviço. Ou seja, estão pagando do bolso para poder trabalhar. E ainda tem quem ouse dizer que servidor municipal não veste a camisa! Fora que os problemas da unidade não param por aí: a minúscula copa, onde os servidores fazem suas refeições, tem a porta bem em frente à porta do expurgo, local onde são lavados os materiais contaminados de curativos. Em outra sala, uma das paredes está tomada de mofo. Nem parece que estamos falando de uma unidade de Saúde. Esta unidade, que fica ao lado da UPA do Vale Verde, também é cotidianamente vandalizada. Em episódio recente, uma das portas do local reservado para o lixo contaminado da unidade simplesmente foi roubada. O local permanece sem porta. A diretoria do SISMAR tomou ciência da situação crítica desta unidade Saúde da Família do Vale Verde e já solicitou oficialmente providências imediatas à Prefeitura de Araraquara. Caso a situação permaneça, o Ministério Público do Trabalho será acionado.
- Sem segurança, casos de violência explodem na Educação em Araraquara
Governo e Secretaria de Educação fecham os olhos; categoria está no limite e cidade pode colapsar Apanhar, ser xingado, maltratado e desvalorizado, em unidades muitas vezes precárias: essa é a realidade absurda com a qual educadores da rede pública municipal de Araraquara têm que lidar diariamente na sua rotina de trabalho, especialmente após a retirada dos seguranças das unidades pelo governo Lapena. E, como não podia deixar de ser, na nossa sociedade machista o alvo principal dos ataques violentos são as mulheres. Somente nessa semana, o SISMAR atendeu dois casos de violência de usuários contra servidoras, em unidades diferentes. São servidoras que passaram pelo absurdo de serem ameaçadas, xingadas ou agredidas em seu local de trabalho, durante seu horário de trabalho, por fazer seu trabalho. Qual a possibilidade de ter a saúde mental preservada em um ambiente como esse? Como esperar que os servidores tenham satisfação em prestar serviço, num ambiente de trabalho violento e ameaçador? Coincidência ou não, fato é que os casos de agressão explodiram após o cancelamento pelo prefeito Lapena, do contrato com a empresa que fazia a segurança nas unidades da Educação. Aliás, esse governo não promoveu sequer uma melhoria no serviço público. Só se vê cortes, cortes e mais cortes. Nenhum investimento, nenhum avanço. Não se anda para frente, só para trás. Ser servidor municipal em Araraquara, neste governo, significa ter seus vencimentos reduzidos, direitos negados, ser agredido no local de trabalho... e ainda querem que fiquemos em silêncio. NINGUÉM É OBRIGADO A ACEITAR SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA NO AMBIENTE DE TRABALHO. O SISMAR se solidariza com as servidoras e os servidores agredidos, se coloca à disposição, inclusive juridicamente para as providências. O amadorismo e a visão política mesquinha e pequena desse governo e de alguns de seus representantes preocupa demais a diretoria do SISMAR. Tememos que os eleitos não tenham capacidade de gerenciar uma cidade grande e complexa, como Araraquara. Os riscos são enormes. Se o governo Lapena não entrar rapidamente nos eixos, o SISMAR entende que a cidade pode colapsar, sem dinheiro e sem gestão.
- Só o pó: Almoxarifado da Farmácia é limpo uma vez a cada 15 dias
Em visita à unidade, em Araraquara, diretoria do SISMAR encontrou ambiente empoeirado, banheiros imundos e servidores sem local adequado para refeição Na manhã desta quinta-feira, 7, a diretoria do SISMAR esteve no Almoxarifado da Farmácia da Prefeitura de Araraquara e constatou ambiente insalubre, em péssimas condições de higiene. O setor responsável pela distribuição de medicamentos para UPAs, Unidades Básicas e toda a rede municipal de Saúde, segundo relato dos Servidores Municipais que trabalham na unidade, recebe serviço de limpeza a cada 15 dias, inclusive os banheiros. Prateleiras empoeiradas e muita sujeira no entorno também foram registrados pela direção do Sindicato. A unidade também não tem um local adequado para que os Servidores possam fazer um lanche ou uma refeição. Um ofício já foi encaminhado e o SISMAR aguarda uma resposta da Secretaria de Saúde a respeito desse absurdo. “Os servidores nos informaram que o serviço da limpeza está sendo realizado a cada 15 dias, inclusive que os banheiros só são limpos nesse espaço de tempo, e isso é inadmissível que aconteça num prédio público”, relata o documento. O SISMAR solicitou que seja designada com a máxima urgência uma pessoa para fazer a limpeza do local e dos banheiros todos os dias, “como mandam as normas de higiene”.












