SISMAR
Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região
FARMÁCIA DO SERVIDOR
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- Com menos da metade do efetivo obrigatório, GCM de Araraquara completa 20 anos
Corporação acumula feitos, vitórias e histórias inspiradoras, mas sofre com falta de contratação de pessoal e com pouco investimento do poder público Araraquara deveria ter entre 200 e 714 Guardas Civis Municipais em atividade, de acordo com a Lei Federal 13.022, o Estatuto Geral das Guardas Municipais, sancionada pela Presidente Dilma Rousseff, em 2014. Porém, com os novos 24 GCMs que concluíram o treinamento no último dia 25, a corporação em Araraquara completa 20 anos de existência com somente 99 agentes, menos da metade do mínimo exigido pela legislação. Nestes 20 anos, não faltam feitos históricos dos servidores, como desarticulação de sequestro, salvamento de suicídios e até a construção coletiva de uma casa para uma senhora que cuidava de duas crianças e teve seu imóvel destruído. E eles não fogem à luta. É da GCM o título de segunda maior greve da história da cidade, superada somente este ano pela greve da Educação. Em 2006, praticamente todos os GCMs entraram em greve exigindo adicional de risco ou periculosidade, pelo risco que a atividade traz consigo, e organização de folga mensal. O movimento teve dura resistência da Prefeitura, que cortou salários e benefícios dos grevistas, deixando os servidores completamente desamparados. Na época, o SISMAR apoiou plenamente o movimento e realizou distribuição de cestas básicas e apoio financeiro aos grevistas. Depois de 75 dias de greve, eles conquistaram os 30% de adicional de risco e a folga mensal. Entretanto, nem só de vitórias se fez a história da GCM de Araraquara. Além de pessoal, também faltou investimento da Prefeitura na GCM ao longo do tempo: não há treinamento periódico, viaturas decentes foram recebidas há apenas dois anos; armas não letais estão há quase 10 anos sem manutenção; não há escudos para atuação em jogos de futebol, entre outros tantos problemas vividos diariamente pelos GCMs. Para piorar, se, com uma mão, a Prefeitura deixa de investir na GCM, com a outra ela gasta uma fortuna na contratação de segurança privada não armada. Em 2019, só uma das empresas (GAPS Segurança e Vigilância) recebeu R$ 2 milhões, enquanto para a GCM foram R$ 220 mil. Detalhe: a empresa é ré em mais de uma dezena de processos. Agora, até junho de 2021, dos R$ 769 mil previstos no orçamento para o ano para fortalecimento da Guarda, apenas R$ 87 mil foram realizados, 11% do previsto. Neste contexto de muita luta, pouco reconhecimento e quase nenhuma valorização, o SISMAR presta sua homenagem aos Guardas Civis Municipais de Araraquara, que mesmo sem condições adequadas cumprem seu trabalho há 20 anos com extrema dedicação e competência, e que na maior parte do tempo carregam a corporação nas costas.
- Nada a comemorar no dia do servidor público
Categoria vive pior momento de sua história desde a Constituição de 1988, com ataques dos governos federal, estadual e municipal, retirada sistemática de direitos, redução da aposentadoria e desvalorização diante da opinião pública O serviço público brasileiro é o SUS, são as escolas e creches, é a Polícia e tantos outros operadores do direito e promotores da cidadania que carregam as cidades, o estado e o país nas costas. Justamente os que mais foram exigidos e que mais se expuseram no combate à pandemia, enquanto o governo federal atuava a favor da disseminação do vírus e atrasava a compra de vacinas, como denunciado pela CPI da Pandemia. No dia do servidor público deste ano, infelizmente não há o que a categoria comemorar. Sem dúvida, estes têm sido os piores momentos da história do serviço público desde a Constituição Federal de 1988. Ultimamente, todo o serviço público vem sendo sistematicamente atacado pelos governos federal, estadual e municipal, em uma onda com interesses escusos de empresários e políticos que pretendem acabar com o serviço público brasileiro como o conhecemos, sucateando a estrutura atual e entregando suas atividades para a iniciativa privada. Assim como todo trabalhador brasileiro, os servidores também foram diretamente atingidos pelas “reformas” trabalhista e da previdência, que retiraram direitos e reduziram a aposentadoria. Só que, além disso, os servidores atualmente precisam lutar contra uma Proposta de Emenda Constitucional (a PEC 32) que não mexe nos super-salários e privilégios de poucos do alto escalão, mas abre espaço para demissões de servidores da base, para partidarização do serviço público, privatizações e entrega patrimônio público para uso da iniciativa privada, entre outros direitos que a PEC retira dos servidores, como as promoções por tempo de serviço. Recentemente, os servidores estaduais tiveram ainda mais direitos retirados com a reforma administrativa promovida pelo governo de São Paulo. Os servidores municipais de Araraquara também foram prejudicados pelo governo local com um Plano de Cargos e Carreira que reduziu direitos e, depois, com a mudança do regime jurídico de celetista para estatutário à revelia da vontade da categoria. Soma-se a tudo isso, o fato de que os servidores públicos também tiveram seus salários congelados desde o ano passado, justamente no momento que a inflação dispara e bate recordes. Não há o que comemorar. Para Gustavo Jacobucci, presidente do SISMAR, “na atual situação, depois de mais de um ano e meio de pandemia, expostos, atacados e desvalorizados, tendo direitos retirados quase diariamente nas três esferas do poder público, este dia do servidor público deve ser um dia de reflexão sobre qual serviço público queremos e como vamos nos organizar para garantir isso”. “Temos que valorizar as conquistas que tivemos, como as abonadas, 1/3 da jornada dos professores sem alunos, promoção dos 16%, entre outras, mas temos que ser realistas ao olhar para o momento crítico e agudo que vivemos. Nossa demanda, hoje, é não perder mais nenhum direito e começar um movimento de reconquista do que nos foi tirado nos últimos anos”, completa Jacobucci.
- Prefeitura de Araraquara desistiu de proteger a população contra a covid-19
Apesar da vacinação, pandemia não acabou; Risco de transmissão da doença é elevado na cidade e mesmo os casos mais leves podem ter sequelas gravíssimas meses depois Mesmo com mais de 70% da população vacinada, a Prefeitura de Araraquara coloca toda a população, especialmente as crianças ainda sem vacina, em risco desnecessário, ao abrir mão das medidas de distanciamento social para conter a transmissão da covid-19 na cidade, permitindo funcionamento irrestrito das atividades econômicas e com a obrigatoriedade de 100% de frequência presencial nas escolas, mantendo apenas o uso de máscaras. O nível de transmissão medido na cidade ainda está elevado, segundo a Fiocruz, e, definitivamente, a covid-19 é uma doença para não se ter, nem em sua forma mais suave e sem sintomas! É melhor não pegar, porque a covid-19 ainda está sendo estudada e as sequelas e efeitos de longo prazo no corpo humano são pouco conhecidos. Já se sabe que ela pode causar sequelas gravíssimas em quem se contamina, mesmo nos casos em que os primeiros sintomas são leves. As sequelas vão desde fadiga, dor e depressão, até perda de memória e problemas neurológicos, de acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da UFMG com pacientes internados no Hospital das Clínicas da Universidade. A pesquisa identificou que é possível que algumas das sequelas da covid-19 identificadas no primeiro grupo de pacientes persistam por até dois anos. Outra pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA), analisou 143 pacientes na Itália. Desses, apenas 12,6% foram internados em UTI, mas 87,4% relataram persistência de pelo menos um sintoma por mais de dois meses, como fadiga e falta de ar. Sem vacina para crianças de até 12 anos e com aulas 100% presenciais obrigatórias, os casos nessa faixa etária são ainda mais prováveis (pelo retorno do contato com outras pessoas), e perigosos (pois podem resultar em uma rara síndrome inflamatória). A Organização Mundial da Saúde (OMS) batizou essa nova “doença” em maio, diante de uma crescente lista de casos no Reino Unido, EUA, França e Itália: chamou-a de Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (MIS-C, na sigla em inglês). Desde então, muitos médicos se dedicam a estudar essa estranha síndrome, mas ainda não estão claras suas causas nem os fatores que determinam que uma criança, cerca de um mês depois de passar quase sem sintomas pela covid-19, possa adoecer a ponto de quase morrer. Dados atualizados divulgados no Boletim Infogripe da Fiocruz mostra o crescimento de casos de covid-19 justamente na faixa etária de até 9 anos (sem vacina), enquanto aponta queda nas demais faixas etárias. Além desses dados alarmantes, uma pesquisa preliminar realizada por pesquisadores da University College London alerta também para a possibilidade de ocorrência de distúrbios cerebrais em pessoas que tenham tido covid-19. De acordo com o estudo, diversos pacientes com a doença, em Londres, sofreram com problemas variados, como distúrbios cerebrais, derrames, danos centrais ao nervo e outros efeitos graves. Diante dos fatos e das evidências científicas, não há justificativa para a Prefeitura de Araraquara reduzir as restrições de distanciamento e obrigar aulas 100% presenciais. A única explicação para isso é que o controle da pandemia na cidade nunca foi para proteger a população, como já publicado pelo SISMAR, mas sim para proteger o capital político do prefeito. Ele não permitiu que pessoas morressem sem atendimento e ficou famoso por isso, mas não controlou efetivamente a transmissão da doença. Fica, então, a pergunta que não quer calar: quantos adoecimentos, mortes e sequelas foram/serão causados pelo descontrole da transmissão e poderiam ter sido evitados?
- Prefeitos negam reajuste com aval do STF e a culpa é do sindicato?
A indignação dos servidores também é a do SISMAR, mas o lobby do mercado financeiro e entidades, como a Associação de Prefeitos, e a pressão do Ministério da Economia prevaleceram Para indignação geral da categoria e do Sindicato, mais uma vez, quem vai pagar a conta dos prejuízos da pandemia e da incompetência dos governantes são os servidores públicos, com seus salários congelados até 31 de dezembro de 2021. Para desespero dos servidores municipais, que recebem os menores salários entre os servidores públicos, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a proibição de qualquer reajuste para o funcionalismo este ano, imposta pela Lei Complementar nº 173/2020. Em seu voto, o Relator Alexandre de Moraes, Ministro do STF, considerou que a Lei 173/20 não fere a Constituição, negando, inclusive, que ela viola o princípio da irredutibilidade salarial dos servidores públicos. E o seu voto foi acompanhado pelo Plenário da Corte. Na prática, o STF proibiu aumentos salariais para servidores públicos em 2021. Infelizmente, para alguns servidores é mais fácil falar em omissão ou falta de combatividade do SISMAR, mas não há caminho que o Sindicato possa buscar para exigir qualquer reajuste para este ano, já que há uma proibição expressa em Lei e que foi respaldada pela mais alta corte do país, o STF. A indignação e a revolta da categoria têm toda razão de ser: não faz sentido nem tampouco é racional transferir aos servidores a conta dos prejuízos dos cofres públicos. Mas, o alvo das críticas, definitivamente, não é o Sindicato. A luta do SISMAR sempre foi árdua para que a revisão geral anual prevista pela Constituição fosse respeitada pelos empregadores públicos. Nas discussões com os prefeitos de toda a região, desde o início do ano, o SISMAR vem insistentemente batendo na tecla de que a vedação de aumento de despesas imposta pela Lei 173/20, na interpretação literal de seus dispositivos, não prevê o impedimento da revisão geral anual dos salários do funcionalismo público. Porém, o lobby do mercado financeiro e entidades, como a Associação de Prefeitos, e a pressão do Ministério da Economia prevaleceram, influenciando na decisão do STF. Com a vedação do reajuste de 2021 expressa na legislação, o que nos resta é jogar todas as fichas na negociação de algum índice capaz de reparar parte das perdas já a partir da folha de janeiro/2022, quando cessam os efeitos dessa malfadada lei, imposta ao funcionalismo público de todo o país pelo Governo Federal e sua base de sustentação no Congresso Nacional (o mesmo governo e a mesma base que pretendem aprovar a reforma administrativa – PEC 32 – que acaba com os serviços públicos como o conhecemos). E nessa luta, teremos que contar mais uma vez com a participação, a disposição e o apoio da categoria na missão de pressionar o prefeito Edinho Silva, em Araraquara, e os demais prefeitos da nossa região para que o ano de 2022 já inicie com melhores perspectivas para o funcionalismo, que tanto contribuiu no enfrentamento da pandemia e que tantas perdas vem acumulando num período de crise, de carestia e retrocessos incompreensíveis. Somente a união da categoria e a identificação dos seus verdadeiros inimigos é que permitirão o êxito na luta contra o deliberado ataque às carreiras do funcionalismo e o desmonte dos serviços públicos.
- Funcionamento do SISMAR durante o lockdown
Devido ao lockdown em Araraquara, os serviços presenciais no SISMAR estão suspensos. Todos os serviços devem ser solicitados via e-mail, conforme o assunto: 2ª via de boleto: leticia.sismar@outlook.com ou greice.sismar@gmail.com ou natalia.sismar@hotmail.com Demais serviços administrativos: sismarv@uol.com.br A área de vendas da Unimed também está em home office. As adesões à Unimed devem ser feitas pelo telefone: 16 99235-2010 A Farmácia do Servidor segue com atendimento presencial de segunda à sexta-feira das 9h às 17h, limitado a 1 pessoa da família, com uso obrigatório de máscara, álcool gel, distanciamento e aferição de temperatura. Os diretores do Sindicato também atenderão demandas pelo celular: Andreia 99742-7145 Oscar 99991-9510 Regina 99703-0752 Suely 99629-8479 Renata 99714-2703 Gustavo 99788-3725 Corotinho 99603-3313 Isabel 98195-4178 Bernadete 99739-0272 Adriano 99765-6801 Cervan 99203-9837 Renato 99751-3919
- SISMAR denuncia péssimas condições de prédio de CER em Araraquara
Mofo, infiltração, ferrugem, rachaduras e falta de manutenção básica são o retrato do descaso da Secretaria da Educação com a estrutura das unidades de Educação da cidade; creche atende população do Jd Indaiá e arredores O prédio do CER "Maria Aparecida de Azevedo Bozutti", no Jd. Indaiá, periferia da zona Norte de Araraquara, não tem condições para receber alunos e servidores. A unidade apresenta mofo nas paredes, infiltração, água pingando do teto três dias após a chuva, sala alagada, ferrugem, rachaduras, evidente falta de manutenção básica, tudo devidamente registrado pela diretoria do SISMAR, que esteve na unidade na manhã desta quarta-feira, 6, a pedido dos servidores. “A situação da unidade é chocante. Sabíamos que não havia reforma lá há tempos, mas nos assustamos com a aparência de abandono de quase todo o prédio. O risco para servidores e alunos é enorme”, conta Bernadete Couto, professora e dirigente do SISMAR. “Precisamos de uma solução urgente para aquela unidade”, completa. Diante da gravidade dos fatos, para proteger a saúde e a vida dos servidores e dos alunos, o Sindicato acionará a fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), levará o caso ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT), além, é claro, de comunicar toda a situação para a própria Secretaria Municipal da Educação, para que providências sejam tomadas imediatamente. A situação da unidade é crítica há pelo menos 3 anos, de acordo com relato dos servidores. A chuva e o vento do último domingo causaram ainda mais estragos. Veja as fotos e vídeo abaixo.
- Nota de repúdio contra perseguição a professor
O SISMAR vem a público manifestar total repúdio ao episódio de perseguição e exposição realizado por uma cidadã contra o servidor municipal Ricardo Martins e suas filhas. Ricardo é professor, negro, ativo politicamente e está em greve junto com outros servidores da Educação Municipal de Araraquara em defesa da vida de todos, contra o retorno presencial das aulas enquanto não houver controle da transmissão aos níveis considerados seguros pela ciência. Na tentativa de desqualificar o movimento grevista, a cidadã em questão mentiu sobre as filhas do professor Ricardo estarem frequentando aulas presenciais enquanto ele faz greve. Documento obtido pelo professor junto à direção da escola comprova que suas filhas estão exclusivamente em ensino remoto. Ela mentiu e levou a mentira à imprensa, que repercutiu o caso indevidamente. A cidadã pode e deve responder na Justiça pelo fato de, por paixão política, na ânsia de defender a Prefeitura, ter exposto desnecessariamente a vida pessoal de um profissional e suas filhas pequenas com a intenção de desacreditá-lo diante da sociedade. Não podemos aceitar que o debate político seja feito neste nível tão baixo a ponto de se utilizar de mentiras e da exposição de crianças para alcançar seus objetivos, que são claramente opostos aos dos servidores. Nenhum grevista deve satisfação sobre sua vida privada a ninguém. Qualquer informação deve ser requerida por órgão competente da Justiça e com motivo justo para tanto. E, ainda que fosse verdade, não haveria qualquer ilegalidade em servidor grevista levar filho para a escola que está aberta com servidores que não aderiram ao movimento. A falsa acusação resume-se a mera perseguição e expõe um lado sombrio da nossa sociedade, aquele que julga e condena com muita facilidade antes de saber a verdade. Assinam também esta nota: Dr Domingos Alves Dr Dagoberto José Fonseca Dr Sérgio Luiz de Souza Dra Roberta Urban Dra Ligia de Almeida Durante Dr Dalton de Souza Amorim Dr Antonio Carlos Lopes Petean Dra Nainora Maria Barbosa de Freitas Dr Daniel Cara Dra Elisabeth Spinelli de Oliveira Dr José Marcelino de Rezende Pinto Dr Ulysses Matos Dra Adrienne Katia Savazoni Morelato Luiz Fernando Costa de Andrade José Alfredo de Carvalho Fábio Henrique Granados Sardinha Vanderlei Caixe Filho Carlos Giannazzi Luna Meyer João Clemente José Alfredo Apeoesp PSOL Araraquara PDT Araraquara Edinaldo Henrique Ferreira Leonardo Sacramento
- Reforma em CER causa transtorno e atrapalha atividades em Araraquara
Barulho de britadeira, marretas e serras durante as aulas e acesso por dentro da reforma para chegar ao ponto eletrônico e ao banheiro feminino prejudicam os servidores A necessária reforma no CER. Dr. Álvaro Waldemar Colino, no Jardim das Estações, em Araraquara, está prejudicando os servidores daquela unidade. O acesso ao banheiro feminino e ao ponto eletrônico é feito obrigatoriamente pelo meio do ambiente que está sendo reformado. Servidores são obrigados a circular sem EPIs em meio a ferramentas, pedras, madeiras, poeira e todo tipo de resíduo típico de uma obra para registrarem o ponto ou irem ao banheiro. A situação piora, porque a obra ocorre no mesmo período das aulas e o barulho constante de britadeira, marretas e serras atrapalha as atividades com os alunos. O SISMAR exige providências urgentes da Prefeitura no sentido de encontrar uma solução que garanta ao mesmo tempo proteção aos servidores e tranquilidade para a realização das atividades com as crianças. Outras unidades, durante as reformas, suspenderam as atividades ou tiveram suas atividades transferidas para casas alugadas, por exemplo. Esta solução colocaria um fim aos problemas identificados. O Ministério Público do Trabalho já tomou ciência dos fatos e tomará as medidas cabíveis. O SISMAR entende e concorda que os CERs precisam de reformas, mas elas não podem ser feitas de modo a atrapalhar o andamento das atividades e muito menos expor servidores a risco de acidentes.
- Cadê a segurança nas UPAs?
Paciente alterado por pouco não provoca uma tragédia no Vale Verde; sem guardas municipais nas unidades, retirados pela Prefeitura durante a pandemia, servidores e pacientes estão expostos diariamente Sem unidades da Guarda Civil Municipal (GCM) nas UPAs de Araraquara e com dificuldade de conseguir atendimento da Polícia Militar, servidores e pacientes da UPA do Vale Verde viveram momentos assustadores no último sábado, dia 25, quando um homem descontrolado e armado com uma faca ou um canivete ameaçou funcionários e pacientes. Ele foi contido por outro paciente. Infelizmente, este não foi o primeiro e não será o último episódio de violência dentro de uma UPA de Araraquara. Sabendo disso, é inadmissível, para o SISMAR, que a Prefeitura não mantenha GCMs fixos nas unidades para garantir a segurança de todos. A permanência de guardas nas UPAs é motivo de debate entre a Prefeitura e os servidores há pelo menos uma década. O ambiente de qualquer unidade de pronto atendimento é tenso pela natureza do serviço prestado. Os casos mais complicados são atendidos nas UPAS, relacionados a drogas, álcool, acidentes. Os pacientes e seus acompanhantes já chegam nervosos, preocupados, muitas vezes irritados com a situação que os obriga a estar ali. E, não raro, há desentendimentos, xingamentos, ameaças e muitas vezes agressões físicas. Manter GCMs nas UPAs é uma obrigação da Administração, para proteger a integridade não só dos servidores, mas também dos pacientes e do patrimônio público. Recompor o quadro de GCMs para o que determina a lei também é fundamental para que os servidores possam cumprir suas funções com dignidade. Sem efetivo suficiente, a Guarda Municipal não consegue desempenhar de forma qualificada seu papel. Em outras palavras, é preciso urgência para sanar os problemas e isso se faz com investimento e valorização real do serviço e do servidor público. Cadê a segurança das UPAs, prefeito?
- Vitória: servidores da Educação suspendem greve mais longa da história de Araraquara
Não haverá desconto dos dias parados, porém, a maior conquista foi ter protegido pessoas e vidas; a paralisação durou 172 dias Os servidores municipais da Educação de Araraquara decidiram, em assembleia realizada pelo SISMAR nesta sexta, 24, após acordo com a Prefeitura, suspender a greve mais longa da história da cidade. Eles retornam às atividades presenciais na segunda-feira, 27. Após 172 dias de luta pela vida, a consciência, a coragem e a disposição venceram e os grevistas voltam ao trabalho de cabeça erguida, sem quaisquer prejuízos, com seus direitos garantidos e com muito orgulho de ter protegido incontáveis vidas neste período. Não haverá desconto dos dias parados e todos os benefícios e vantagens, inclusive pontuação e classificação de servidores para fins de remoção e atribuição de aulas, estão garantidos aos grevistas no acordo. Durante a negociação, a Prefeitura também comunicou que iniciou processo de compra de máscaras PPF2 para os servidores da Educação, que era uma das principais exigências da categoria para o retorno presencial. Vitória larga e maiúscula. Mas, não podemos esquecer que a pandemia ainda não está controlada aos níveis considerados seguros pela ciência, e por isso o estado de alerta deve permanecer. Apesar da evidente tensão gerada pela greve, seja pelo fato de alunos estarem sem aulas, seja pelo risco que a doença representa, estes seis meses de greve também foram tempos de formação para os grevistas e para a diretoria do SISMAR, que tiveram a oportunidade de ouvir e conversar sobre covid-19, sobre Educação, sobre luta de classes, sobre sindicalismo e sobre outros temas, com dezenas de especialistas renomados, professores doutores, pesquisadores, políticos e dirigentes de centrais e federações sindicais. Também foi tempo de união e de aprendizado solidário, com muita gente participando de greve pela primeira vez, muita gente se conhecendo e se encontrando e muita gente se ajudando mutuamente. Sem dúvida, a partir de segunda-feira, haverá nas escolas um exército de 200 servidores muito mais bem informados do que no começo da greve, conversando com seus pares e, principalmente, prontos para fiscalizar o ambiente escolar, porque a proteção da vida ainda é prioridade e a greve só foi suspensa. Se não houver respeito às regras sanitárias, se comprovadamente não houver segurança sanitária na escola, a greve pode voltar. Pelo termo de conciliação assinado nesta sexta-feira entre a Prefeitura e o SISMAR (representando a categoria), ficou estabelecido que: 1- O valor que foi descontado do salário dos grevistas no início do movimento, referente ao período entre os dias 5 e 18 de abril, será pago pela Prefeitura. 2- Os servidores que tiveram o desconto destes dias, e que serão ressarcidos, deverão repor as horas referentes exclusivamente a estes dias de abril, mediante planejamento. 3- A Prefeitura comunicará (já comunicou) o TRT sobre o acordo firmado, para suspender o julgamento e arquivar o mandado de segurança que envolvia a questão de desconto de salário dos grevistas. 4- O SISMAR comunicará (já comunicou) o MPT sobre o acordo firmado para requerer a extinção da ação civil pública, também sobre os descontos, que tramita na Vara do Trabalho. 5- Os servidores suspendem a paralisação e retornam ao trabalho presencial a partir de segunda-feira, 27 de setembro. 6- A Prefeitura garante todos os benefícios e vantagens aos grevistas, inclusive pontuação e classificação de servidores para fins de remoção e atribuição de aulas. Não é permitido tratamento desigual ou qualquer tipo de retaliação por parte da chefia perante os servidores grevistas que retornam ao trabalho na segunda-feira. Não será tolerado qualquer tipo de prejuízo aos grevistas pela participação no movimento de greve. Qualquer atitude contra os grevistas deve ser documentada (gravada, filmada, fotografada) e imediatamente comunicada à direção do SISMAR. Comparação da situação epidemiológica no início da greve e atualmente: Casos novos por 100 mil habitantes em 7 dias em 5 de abril: 150 Casos novos por 100 mil habitantes em 7 dias em 24 de setembro: 109 Percentual de positivados em 5 de abril: 28% Percentual de positivados em 13 de setembro: 5% Média de casos novos em 5 de abril: 51 Média de casos novos em 24 de setembro: 37 Média de morte em 5 de abril: 1,14 Média de morte em 24 de setembro: 0,14 Internados em 5 de abril: 87 em UTI e 99 em enfermaria Internados em 24 de setembro: 8 em UTI e 10 em enfermaria
- Você sabe o risco de transmissão da covid-19 em Araraquara?
O risco de transmissão da covid-19 na cidade pode ser comparado a pular de uma determinada altura. Quanto mais alto, mais arriscado. A Fiocruz e órgãos internacionais têm uma tabela para avaliar o risco de transmissão em uma cidade. - Abaixo de 10 casos por 100 mil habitantes = risco baixo - Entre 10 e 50 casos por 100 mil habitantes = risco moderado - Entre 50 e 100 casos por 100 mil habitantes = risco elevado - Acima de 100 casos por 100 mil habitantes = risco elevadíssimo O cálculo é feito somando o número de casos em 7 dias, multiplicando por 100 mil e dividindo por 240,5 mil (que é a população estimada em Araraquara segundo o IBGE). O resultado desta conta em Araraquara, com os dados atualizados hoje, 20 de setembro de 2021, é de 101 casos por 100 mil habitantes nos últimos 7 dias. Ou seja, Risco Elevadíssimo. Em outras palavras: descontrole da transmissão. Para efeito de comparação, é como querer saltar de uma plataforma de 10 metros de altura sem piscina abaixo. Não dá. Só vai ser seguro mesmo quando a altura for de 1 metro. Infelizmente, a pandemia não acabou. Ela não acaba por decreto ou por vontade de alguém.
- Clélia mente: Prefeitura não entrou com dissídio de greve na Justiça
Se dependesse dela e do governo Edinho, os servidores com comorbidade teriam voltado ao trabalho presencial antes mesmo da vacinação; as três ações que tramitam na Justiça foram movidas pelo Sindicato e pelo MPT, nenhuma para julgar a greve Com tantas mentiras ditas para o grande público pelo governo Edinho e pela secretária municipal da Educação de Araraquara, Clélia dos Santos sobre a greve da Educação e sobre os riscos neste momento da pandemia, é preciso reafirmar o que todos já sabem: A Prefeitura não entrou com dissídio de greve na Justiça. O que corre na Justiça são três ações movidas pelo Sindicato e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Prefeitura, nenhuma delas para julgar a greve. Então, ficam duas perguntas: Se não vão negociar, por que ainda não entraram com dissídio depois de 4 meses de greve? E porque mentem sobre isso? A verdade, atestada por três especialistas, pesquisadores e professores da USP (veja mais aqui), é que tanto servidores e demais profissionais da Educação quanto alunos e seus familiares estão em risco ao retornarem para aulas presenciais neste momento da pandemia e a greve está salvando vidas. Desafiamos o governo a mostrar estudos científicos que comprovem segurança para retomada de aulas presenciais com a transmissão nos níveis atuais medidos na cidade. Aqui cabe outra pergunta: qual a diferença entre “negar a ciência” e “não negar, mas também não seguir a ciência”? O governo Edinho não fornece nem máscaras de pano para profissionais da Educação, mesmo tendo obrigação de fazê-lo, segundo a Portaria Conjunta n. 20 de junho de 2020. Além disso, servidores com comorbidades só ficaram protegidos até a vacinação por ação do SISMAR na Justiça. A Prefeitura queria colocar todos para trabalhar mesmo sem qualquer vacina. A única conclusão possível é que a secretaria da Educação de Araraquara não respeita e não se preocupa com os servidores e nem com a população. Neste ponto, vai surgir o argumento de que tudo está voltando e que, por isso, as escolas também devem voltar. Porém, o raciocínio para proteger vidas é exatamente o contrário: se não há segurança para aulas presenciais, nada deveria voltar, já que Educação deve ser prioridade. Ou vamos aceitar a morte de alguns para poder retomar atendimento presencial? Quem? Quantos?












